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Questão de Português — Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc) — FUNDATEC 2026

PortuguêsCoerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Código
qa392897
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Pinheiro Preto
Ano
2026
Cargo
AgAdm ( )

Uvas para vinho Pinot Noir são cultivadas desde a Idade Média, diz estudo

 

Por Fernanda Zibordi

 

O vinho é uma bebida essencial para diferentes civilizações há milhares de anos. À medida que as sociedades se desenvolveram, o cultivo da uva também passou por transformações importantes. Mesmo que os registros mais antigos da bebida datem de 8 mil anos atrás, práticas consistentes de cultivo das uvas para a produção da bebida parecem ter começado mais tarde.

 

Um novo estudo, publicado na revista científica Nature Communications, revela que, pelo menos desde cerca de 2.000 a.C., o ser humano adota estratégias de melhoramento genético e domesticação de videiras na região atual da França. Mais do que isso, os pesquisadores identificaram clones geneticamente idênticos de uvas de Valenciennes, que datam da Idade Média, e que ainda são amplamente cultivadas pelo mundo como uva Pinot Noir.

 

“Encontramos a mesma planta, 600 anos atrás, no século 15. Mantiveram-na como era, propagada como um clone – como uma fotocópia – por séculos, literalmente”, afirma Ludovic Orlando, pesquisador da Universidade de Toulouse e coautor do estudo, em entrevista ao Scientific American. De fato, o estudo foi capaz de traçar a trajetória das uvas na Europa a partir da análise de quase 50 sementes de uvas silvestres e cultivadas, coletadas em sítios arqueológicos, principalmente na França. As sementes datam de períodos entre a Idade do Bronze e a Idade Média, abarcando quase 4 mil anos de história.

 

Com a descoberta de clones geneticamente idênticos, ficou claro para os cientistas que os colhedores dependiam da propagação vegetativa – o processo de cultivo de novas plantas a partir de caules e estacas. Em específico, o caso das amostras de Valenciennes demonstrou que, pelas estratégias de cultivos antigas, o ser humano vem degustando o mesmo tipo de vinho tinto desde pelo menos o século 16.

 

Para realmente saber se os vinhos que civilizações antigas consumiam tinham o mesmo sabor que os que consumimos hoje em dia, análises de DNA infelizmente não são suficientes. “Trabalhos futuros devem, no entanto, expandir a abrangência temporal dos conjuntos investigados, especialmente para contextos pré e pós-romanos, a fim de obter uma resolução mais precisa da dinâmica das práticas de cultivo e das mudanças na diversidade das videiras ao longo do tempo”, dizem os autores.

 

(Fonte: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2026/03/uvas-para-vinho-pinot-noir-sao-cultivadasdesde- a-idade-media-diz-estudo.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova)

O vocábulo “que”, do texto, refere-se a:
  1. Apesquisadores.
  2. BIdade Média.
  3. Cuvas de Valenciennes.
  4. Duva Pinot Noir.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — uvas de Valenciennes.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

O pronome relativo “que” e seu antecedente — Gabarito: letra C.

O vocábulo “que” destacado na questão é um pronome relativo e retoma, por coesão anafórica, o termo “uvas de Valenciennes”. A prova está no trecho do 2º parágrafo: os pesquisadores identificaram clones geneticamente idênticos de uvas de Valenciennes, que datam da Idade Média. O pronome “que” substitui “uvas de Valenciennes”, evitando a repetição e ligando a oração seguinte ao substantivo anterior.

O comando: identificar o referente

A questão pede que você diga a que termo o “que” se refere. Isso é uma tarefa de coesão referencial: o pronome relativo retoma um termo dito antes (anáfora). Não se trata de interpretar o texto, mas de localizar o antecedente na estrutura da frase. A técnica é simples: substitua o “que” pelo termo candidato e veja se a frase continua fazendo sentido.

O texto: onde mora a resposta

No 2º parágrafo, lemos:

“os pesquisadores identificaram clones geneticamente idênticos de uvas de Valenciennes, que datam da Idade Média”

Aqui, “que” inicia uma oração adjetiva explicativa. O verbo “datam” está no plural, concordando com “uvas de Valenciennes” (plural). Se trocarmos “que” por “uvas de Valenciennes”, temos: “uvas de Valenciennes datam da Idade Média” — perfeito. Se tentarmos com “pesquisadores”, “Idade Média” ou “uva Pinot Noir”, a frase quebra ou muda de sentido.

A técnica: teste de substituição

Para acertar essa questão, faça o teste de substituição: troque o “que” por cada alternativa e veja qual mantém a coerência e a concordância. O pronome relativo sempre se refere a um termo anterior (antecedente) e concorda com ele em gênero e número. No trecho, “que” concorda com “uvas” (plural feminino), o que elimina “pesquisadores” (masculino plural) e “Idade Média” (feminino singular). “Uva Pinot Noir” é feminino singular, mas o verbo “datam” está no plural, então não pode ser o antecedente. A única opção que satisfaz a concordância e o sentido é “uvas de Valenciennes”.

1Coesão anafórica
Retoma termo anterior
Concorda em gênero e número
2Teste de substituição
Trocar "que" pelo candidato
Verificar sentido e concordância
3Antecedente correto
Uvas de Valenciennes
"datam" (plural) confirma
Pronome relativo "que"
LEVELsoulevel.com.br
Pronome relativo "que": Coesão anafórica (Retoma termo anterior, Concorda em gênero e número); Teste de substituição (Trocar "que" pelo candidato, Verificar sentido e concordância); Antecedente correto (Uvas de Valenciennes, "datam" (plural) confirma)

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

“Pesquisadores” não é o antecedente. O pronome “que” está imediatamente após “uvas de Valenciennes”, e o verbo “datam” concorda com “uvas” (plural), não com “pesquisadores” (que também é plural, mas o sentido seria “pesquisadores datam da Idade Média”, o que não faz sentido no contexto). O texto diz que as uvas datam da Idade Média, não os pesquisadores.

Alternativa B — ❌ Incorreta

“Idade Média” é uma armadilha: aparece logo depois do “que”, mas o pronome não pode se referir a um termo que vem depois dele (isso seria catáfora, não anáfora). Além disso, “Idade Média” é feminino singular, e o verbo “datam” está no plural. O pronome relativo retoma o termo anterior, que é “uvas de Valenciennes”.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“Uvas de Valenciennes” é o antecedente correto. O trecho “clones geneticamente idênticos de uvas de Valenciennes, que datam da Idade Média” mostra que o “que” retoma “uvas de Valenciennes”. A concordância verbal confirma: “uvas” (plural) + “datam” (plural). Substituindo: “uvas de Valenciennes datam da Idade Média” — perfeito.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“Uva Pinot Noir” é mencionada no texto como o nome moderno das uvas, mas não é o antecedente do “que” nesse trecho. O pronome está ligado diretamente a “uvas de Valenciennes”, e a oração adjetiva explica que essas uvas datam da Idade Média. Além disso, “uva Pinot Noir” é singular, enquanto o verbo “datam” está no plural.

Conclusão

A questão testa sua habilidade de identificar o referente de um pronome relativo. A resposta é letra C, pois o “que” retoma “uvas de Valenciennes”, como comprova a concordância e o sentido do trecho. Lembre-se: o pronome relativo sempre se refere a um termo anterior (anáfora) e concorda com ele. Para acertar, faça o teste de substituição e verifique a concordância verbal.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de coesão referencial, sublinhe o pronome e pergunte: “quem?” ou “o quê?” antes do verbo da oração adjetiva. No caso, “quem data da Idade Média?” → “as uvas de Valenciennes”. Isso resolve na hora.

Gabarito: letra C

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