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Questão de Português — Conjunção — FUNDATEC 2026

PortuguêsConjunção
Código
qa392964
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Pinheiro Preto
Ano
2026
Cargo
At Bibli ( )

Por que os gatos têm manchas e listras?

 

Por Live Science

 

Muitos felinos têm manchas deslumbrantes no seu pelo: os tigres têm listras, as onças têm suas manchas características, e até os gatos domésticos podem ter uma pelagem colorida. Há, no entanto, um mistério fascinante por trás desses padrões. Curiosamente, a ciência ainda não desvendou 100% o que acontece com eles, mas há pistas. “Não sabemos por que alguns gatos têm manchas e alguns gatos têm listras”, explicou ao Live Science Greg Barsh, professor de Genética e Pediatria da Universidade de Stanford.

 

Os pesquisadores já conseguiram descobrir que alguns genes atuam diretamente no tamanho e na forma das manchas e das listras presentes na pelagem dos gatos domésticos e dos felinos selvagens. O que já se sabe é que os gatos domésticos com uma ou duas cópias normais de um gene chamado Taqpep têm listras, de acordo com o que foi registrado em um artigo de Greg Barsh publicado na revista Science. O artigo também aponta algo curioso: que os gatos que possuem mutações em ambas as cópias desse gene (uma da mãe e outra do pai) têm pelo manchado ou espiralado. À medida que os estudos avançam, novas descobertas sobre a genética felina vêm à tona.

 

Conforme declarou Leslie Lyons, geneticista de gatos da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Missouri, essas mutações do gene Taqpep dão origem aos padrões do gato malhado clássico. Já nos guepardos, as mutações no gene Taqpep também estão associadas à modificação de suas manchas. Esses animais são conhecidos por possuírem uma pelagem única, com manchas pretas sobre um fundo amarelo dourado. Mas as chitas-rei, que são uma espécie rara de guepardo, têm mutações em duas cópias do gene Taqpep. Além disso, ao longo de sua coluna, as manchas se alinham em listras.

 

Os próprios gatos domésticos que exibem um padrão levemente listrados têm uma versão normal do Taqpep. Isso foi constatado em um estudo conduzido por Eduardo Eizirik, professor de Genética da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Para fazer essa verificação, Eizirik conduziu com seus colegas um experimento em 2010: eles acasalaram um gato doméstico malhado, da raça Mau Egípcio, com um manchado. Eles concluíram que o gato malhado devia ter um gene Taqpep normal, porque alguns de seus descendentes tinham listras. Além disso, levantaram a hipótese de que um ou mais outros genes no gato malhado teriam o mesmo efeito de quebrar as listras que o gene Taqpep normalmente causaria nos felinos. Dito tudo isso, se você tem um charmoso gatinho com listras ou manchas diferentes pelo corpo, agora você já sabe: a “culpa” provavelmente está nos genes.

 

(Fonte: www.megacurioso.com.br/ciencia/por-que-os-gatos-tem-manchas-e-listras – texto adaptado especialmente para esta prova)

Qual expressão poderia substituir a expressão “no entanto” no trecho “Muitos felinos têm manchas deslumbrantes no seu pelo: os tigres têm listras, as onças têm suas manchas características, e até os gatos domésticos podem ter uma pelagem colorida. Há, no entanto, um mistério fascinante por trás desses padrões”, retirado do texto, sem causar alteração em seu sentido original?
  1. ALogo.
  2. BPortanto.
  3. CPor conseguinte.
  4. DContudo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Contudo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição de conectivo: valor adversativo de “no entanto” — Gabarito: letra D.

Gabarito: letra D. A expressão “no entanto” é uma locução conjuntiva adversativa — indica oposição, quebra de expectativa — e a única alternativa que preserva exatamente esse sentido é “contudo”, também adversativa. As demais (logo, portanto, por conseguinte) são conclusivas, o que alteraria a relação de sentido do trecho. A passagem que ancora a resposta está no 1º parágrafo do texto: “Há, no entanto, um mistério fascinante por trás desses padrões”, em que o conectivo introduz uma ressalva à ideia anterior de que os felinos têm manchas e listras.

O comando

A questão pede uma substituição sem alteração de sentido: você deve encontrar, entre as opções, o conectivo que tenha o mesmo valor semântico de “no entanto” no contexto. Isso é uma questão de semântica dos conectivos — não de interpretação global do texto, mas de reconhecer a classe e o valor da conjunção. O comando “sem causar alteração em seu sentido original” é a chave: a alternativa correta precisa manter a relação de oposição que “no entanto” estabelece.

O texto e o papel do conectivo

No trecho, o autor afirma que muitos felinos têm manchas e listras (tigres, onças, gatos domésticos) e, em seguida, introduz uma quebra de expectativa: “Há, no entanto, um mistério fascinante por trás desses padrões”. O “no entanto” sinaliza que, apesar de os padrões serem comuns, há algo inesperado — um mistério. Essa relação é de adversidade (oposição, ressalva), não de conclusão.

A técnica: classifique o conectivo pelo valor, não pela aparência

Conjunções coordenativas adversativas expressam oposição, contraste, quebra de expectativa. As principais são: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, ainda assim. Já as conclusivas expressam conclusão, consequência lógica: logo, portanto, por conseguinte, por isso, assim, pois (posposto). A banca adora trocar uma pela outra, porque ambas aparecem em posições parecidas na frase, mas o sentido é oposto.

Veja a diferença com exemplos:

  • Adversativa: “Estava chovendo, mas ela foi à praia.” (oposição entre chover e ir à praia)

  • Conclusiva: “Estava chovendo, portanto levei guarda-chuva.” (conclusão lógica)

No trecho, a ideia é: “muitos felinos têm manchas” → mas há um mistério. Isso é oposição, não conclusão. Portanto, a substituição correta é contudo.

Análise das alternativas

Conjunções coordenativas
  • 1Adversativas (oposição)
    • mas, porém, contudo
    • todavia, entretanto
    • no entanto, não obstante
  • 2Conclusivas (consequência)
    • logo, portanto
    • por conseguinte, por isso
    • assim, pois (pós-verbo)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

“Logo” é uma conjunção conclusiva — indica conclusão, consequência. Substituir “no entanto” por “logo” mudaria o sentido para “Há, logo, um mistério”, o que implicaria que o mistério é uma consequência de os felinos terem manchas — o que não é o caso. O texto quer contraste, não conclusão. Erro: troca de valor semântico (adversativa → conclusiva).

Alternativa B — ❌ Incorreta

“Portanto” também é conclusiva. A frase ficaria “Há, portanto, um mistério”, sugerindo que o mistério é uma dedução lógica do que foi dito antes. Isso altera a relação de sentido, pois o autor não está concluindo, mas contrastando a aparência comum com o mistério. Erro: troca de valor semântico (adversativa → conclusiva).

Alternativa C — ❌ Incorreta

“Por conseguinte” é uma locução conclusiva (sinônima de “portanto”, “logo”). Mesmo problema: introduziria uma consequência onde há uma oposição. A frase “Há, por conseguinte, um mistério” não preserva a ideia de ressalva. Erro: troca de valor semântico (adversativa → conclusiva).

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“Contudo” é uma conjunção adversativa, exatamente como “no entanto”. Ambas pertencem ao mesmo grupo e podem ser intercambiadas sem alterar o sentido de oposição. No trecho, “Há, contudo, um mistério fascinante” mantém a quebra de expectativa que o autor quis expressar. Correta: preserva o valor adversativo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre adversativas e conclusivas. “Logo”, “portanto” e “por conseguinte” são conclusivas; “contudo” é adversativa. Se você não souber a classificação, cai na armadilha.

PEGA ESSA DICA!

Decore os grupos: adversativas = mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, ainda assim. Conclusivas = logo, portanto, por conseguinte, por isso, assim, pois (pós-verbo). Na dúvida, teste a substituição: se a frase fizer sentido com “mas”, é adversativa; se fizer com “portanto”, é conclusiva.

Conclusão: a questão cobra o valor semântico das conjunções coordenativas. “No entanto” é adversativa; a única alternativa que mantém esse valor é “contudo” (letra D). As demais são conclusivas e alterariam o sentido do trecho.

Gabarito: letra D

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