Questão de Português — Significação de Vocábulo e Expressões — Avança SP 2026
- Código
- qa393439
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- Pref Taiúva
- Ano
- 2026
- Cargo
- Ope Maq ( )

- Aposse.
- Bcausa.
- Cfinalidade.
- Dpermissão.
- Eobrigação.

GabaritoE — obrigação.
Gabarito: letra E. A expressão "tenho que" na charge expressa obrigação, pois o personagem se vê compelido a fazer algo (provavelmente trabalhar ou cumprir um dever) mesmo em um contexto de feriado. A pista está no próprio gênero charge, que explora o contraste entre o desejo de descanso e a necessidade imposta — e a locução "ter que" + verbo no infinitivo, nesse uso, carrega exatamente o valor de obrigatoriedade.
"tenho que" (fala da charge)
A locução "ter que" (ou "ter de") é clássica na língua portuguesa para indicar obrigação, necessidade ou dever. No contexto da charge, o personagem não está manifestando posse de algo, nem indicando causa, finalidade ou permissão — ele está expressando que precisa fazer algo, ainda que contra a vontade. É o sentido de obrigação que o enunciado pede.
A questão pergunta: "A expressão 'tenho que' ... possui o sentido de:". Isso é uma típica questão de significação de vocábulo/expressão no contexto. Não se trata de gramática normativa (como classificar a locução), mas de semântica: qual o valor que a expressão assume naquele enunciado específico. O comando "possui o sentido de" exige que você leia o contexto e identifique a relação de sentido que a expressão estabelece — não que decore um significado isolado.
A charge "Feriadão" (de Cazo) mostra, tipicamente, um personagem que, em pleno feriado, se vê diante de uma obrigação — seja trabalhar, estudar ou cumprir um compromisso. O humor da charge está justamente no contraste entre o feriado (descanso) e a obrigação que se impõe. A fala "tenho que" + verbo no infinitivo é o núcleo desse contraste: o personagem não quer, mas precisa.
A palavra/expressão "ter" é polissêmica: pode indicar posse ("tenho um carro"), causa ("tenho febre"), finalidade (raro), permissão ("tenho que sair?" em tom de pedido) e obrigação ("tenho que estudar"). Para decidir, o contexto é soberano. Na charge, o personagem está em um feriado — momento de descanso — e a fala "tenho que" indica que ele não tem escolha: é uma obrigação. A presença do verbo no infinitivo após "que" reforça a ideia de ação necessária.
Em questões de sentido contextual, grife o contexto (a situação, o gênero, a intenção do personagem) antes de olhar as alternativas. Pergunte: "o que o personagem quer dizer com isso?" — não "o que a palavra significa no dicionário?".
Posse. A expressão "tenho que" não indica posse (como em "tenho um livro"). Na charge, o personagem não está dizendo que possui algo; está dizendo que precisa fazer algo. A banca tenta atrair o candidato pelo sentido literal de "ter" (= possuir), mas o contexto desmente.
Causa. "Tenho que" não expressa relação de causa (como em "tenho febre, por isso não vou"). A locução não introduz um motivo; ela expressa uma necessidade. A banca confunde o valor de "ter" em outras construções ("tenho dor de cabeça" = causa de algo) com o valor de obrigação.
Finalidade. "Tenho que" não indica finalidade (como em "estudo para passar"). A locução não expressa objetivo; expressa obrigação. A banca tenta confundir com a ideia de "ter que" + verbo no infinitivo, que pode, em alguns contextos, sugerir propósito, mas aqui o sentido é claramente de dever.
Permissão. "Tenho que" não indica permissão (como em "posso sair?"). A locução não expressa autorização; expressa obrigação. A banca explora a ambiguidade de "ter que" em perguntas ("tenho que ir?" = será que sou obrigado?), mas na charge a fala é afirmativa e denota dever.
Obrigação. A expressão "tenho que" + verbo no infinitivo, no contexto da charge, expressa obrigação: o personagem se vê compelido a fazer algo, mesmo em um feriado. É o sentido clássico de "ter de/ter que" = dever, necessidade. A charge explora exatamente esse contraste entre o desejo de descanso e a obrigação que se impõe.
A banca explora a polissemia de "ter" (posse, causa, etc.) e a necessidade de ler o contexto. A alternativa A (posse) é a mais sedutora, pois "ter" no sentido de possuir é o mais comum. Mas a locução "ter que" + verbo no infinitivo muda o sentido: não é posse, é obrigação.
A questão é um exemplo clássico de sentido contextual: a mesma palavra/expressão pode ter vários sentidos, e só o contexto decide. A regra de ouro: não decore significados isolados; leia a situação, o gênero e a intenção do falante. Na charge, "tenho que" = obrigação.
Gabarito: letra E
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