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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — INSTITUTO AOCP 2026

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa393529
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
IF CE
Ano
2026
Cargo
Adm ( )

Informação não é conhecimento: o paradoxo da era hiperconectada

 

Uma das características da modernidade líquida é a abundância informacional. Milhões de dados são produzidos a cada segundo e algoritmos nos fornecem conteúdo com base em nossas interações e gostos; nunca foi tão fácil acessar informação como hoje.

 

Porém, essa facilidade trouxe uma responsabilidade muitas vezes negligenciada: a de produzir conhecimento. Tornamo-nos uma sociedade muito bem informada, mas pobre em conhecimento. Refletir sobre as informações que adquirimos parece não ter mais espaço no cotidiano.

 

Informação e conhecimento são, portanto, distintos, ainda que relacionados. A informação se apresenta de forma bruta, desordenada e fragmentada, enquanto o conhecimento implica um processo de organização, interpretação e atribuição de sentido aos dados. Conhecer é um processo ativo, que exige reflexão e articulação entre diferentes experiências.

 

A internet, ao favorecer o acesso rápido e contínuo a conteúdos, muitas vezes impede que haja tempo para a assimilação e a reflexão. Assim, o consumo fragmentado de informações pode gerar apenas uma sensação de saber, sem que haja efetiva construção de conhecimento.

 

O mundo hiperconectado favorece a dispersão, não a contemplação. No entanto, sem reflexão, não há construção consistente do conhecimento. Aquele que se propõe a conhecer precisa adotar uma postura de humildade diante do saber. Ao construir o conhecimento, logo compreende que, quanto mais aprender, mais ainda há a ser treinado e compreendido.

 

E, assim, nasce o perigo: informação sem discernimento se torna ruído; conhecimento sem sabedoria se torna arrogância; e sabedoria sem ação se torna vaidade. Diante dessas profundas transformações na relação entre informação e conhecimento, e do impacto da modernidade e da tecnologia no processo cognitivo humano, o desafio não é mais ter acesso ao conhecimento, mas formar pessoas que saibam o que fazer com ele.

 

No fim das contas, o problema da era da informação não é a escassez de dados, mas sim a pobreza de critérios. E talvez o maior luxo da atual geração seja encontrar silêncio, tempo e disposição para pensar com profundidade.

 

Adaptado de: https://medium.com/escola-classica/informa- conhecimento-o-paradoxo-da-era-hiperconectada-8f90c44cee5a. Acesso em: 23 fev. 2026.

Assinale a alternativa em que a reescrita do seguinte excerto mantém o sentido e a correção gramatical: “Conhecer é um processo ativo, que exige reflexão e articulação entre diferentes experiências.”.
  1. AConhecer é um processo ativo, exigindo reflexão e articulação entre diferentes experiências.
  2. BConhecer é um processo ativo, onde exigem-se reflexão e articulação entre diferentes experiências.
  3. CConhecer é um processo ativo, os quais exigem-se reflexão e articulação entre diferentes experiências.
  4. DConhecer é um processo ativo, de quem se exige reflexão e articulação entre diferentes experiências.
  5. EConhecer é um processo ativo, a exigir-se reflexão e articulação entre diferentes experiências.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Conhecer é um processo ativo, exigindo reflexão e articulação entre diferentes experiências.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de Frases: reduzindo a oração adjetiva sem perder o sentido

Gabarito: letra A. A reescrita correta é "Conhecer é um processo ativo, exigindo reflexão e articulação entre diferentes experiências", pois transforma a oração adjetiva explicativa "que exige" em um gerúndio, mantendo o sentido de simultaneidade e a correção gramatical. As demais alternativas ou quebram a concordância, ou usam pronomes inadequados, ou alteram a relação de sentido original.

O comando pede uma reescrita que mantenha o sentido e a correção gramatical. Isso significa que a alternativa correta deve ser uma paráfrase — uma reescritura fiel — do trecho original, sem acrescentar, suprimir ou inverter ideias, e sem violar as regras de concordância, regência ou coesão. A banca testa aqui a habilidade de reduzir orações sem prejuízo semântico.

No trecho original, temos:

"Conhecer é um processo ativo, que exige reflexão e articulação entre diferentes experiências."

A oração "que exige" é uma oração subordinada adjetiva explicativa, introduzida pelo pronome relativo "que", que retoma "processo ativo". O verbo "exigir" é transitivo direto, ou seja, pede objeto direto ("reflexão e articulação"). A reescrita correta precisa preservar essa estrutura de sentido: o processo ativo é o agente que exige algo.

A alternativa A faz exatamente isso ao substituir "que exige" por "exigindo". O gerúndio mantém o valor de simultaneidade e a ideia de que o processo ativo é o sujeito da ação de exigir. É uma redução clássica e gramaticalmente perfeita.

As demais alternativas falham por diferentes motivos, todos relacionados à concordância verbal e ao uso inadequado de pronomes:

  • B usa "onde" para retomar "processo" (coisa), o que é inadequado — "onde" só se refere a lugar físico.

  • C usa "os quais" (plural) para retomar "processo" (singular), quebrando a concordância.

  • D introduz "de quem se exige", que muda a estrutura de sentido, colocando o processo como algo de que se exige, e não como o agente que exige.

  • E usa "a exigir-se", que, embora gramatical, tem valor de futuro imediato ou finalidade, alterando o sentido de simultaneidade presente no original.

1Original: "que exige" (explicativa)
2Redução correta
Gerúndio: "exigindo"
Mantém simultaneidade
Mantém agente (processo ativo)
3Erros comuns
"onde" (só lugar físico)
"os quais" (concordância)
"de quem se exige" (inverte agente/paciente)
"a exigir-se" (valor de futuro/finalidade)
Reescrita de oração adjetiva
LEVELsoulevel.com.br
Reescrita de oração adjetiva: Original: "que exige" (explicativa); Redução correta (Gerúndio: "exigindo", Mantém simultaneidade, Mantém agente (processo ativo)); Erros comuns ("onde" (só lugar físico), "os quais" (concordância), "de quem se exige" (inverte agente/paciente), "a exigir-se" (valor de futuro/finalidade))

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A reescrita "Conhecer é um processo ativo, exigindo reflexão e articulação entre diferentes experiências" mantém o sentido e a correção gramatical. O gerúndio "exigindo" substitui a oração adjetiva "que exige", preservando a relação de simultaneidade e a transitividade do verbo. O sujeito de "exigir" continua sendo "processo ativo", e o objeto direto continua sendo "reflexão e articulação". É uma redução perfeita, sem alteração semântica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Conhecer é um processo ativo, onde exigem-se reflexão e articulação entre diferentes experiências."

O erro está no uso do pronome relativo "onde". "Onde" só pode ser usado para retomar lugar físico. Aqui, o antecedente é "processo ativo", que é uma coisa, não um lugar. O correto seria "que" ou "o qual". Além disso, a construção "exigem-se" (voz passiva sintética) muda a estrutura de sentido: no original, o processo é o agente que exige; aqui, o processo é apenas o lugar onde algo é exigido. Erro: troca de pronome relativo e alteração de sentido.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Conhecer é um processo ativo, os quais exigem-se reflexão e articulação entre diferentes experiências."

O erro está na concordância. O pronome relativo "os quais" está no plural, mas seu antecedente "processo" está no singular. A concordância nominal exige que o pronome concorde com o termo retomado. Além disso, a construção "exigem-se" repete o problema da alternativa B, alterando o sentido. Erro: quebra de concordância (troca de vocábulo que inverte a relação).

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Conhecer é um processo ativo, de quem se exige reflexão e articulação entre diferentes experiências."

A construção "de quem se exige" altera o sentido original. No texto, o processo ativo é o agente que exige algo. Aqui, o processo passa a ser o paciente — algo de que se exige. Essa inversão de papéis semânticos muda o significado da frase. Erro: alteração de sentido (inversão agente/paciente).

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Conhecer é um processo ativo, a exigir-se reflexão e articulação entre diferentes experiências."

A construção "a exigir-se" (infinitivo com preposição + pronome apassivador) tem valor de futuro imediato ou finalidade ("algo que está para ser exigido"). No original, o gerúndio/oração adjetiva tem valor de simultaneidade ("algo que exige"). Essa diferença temporal altera o sentido. Erro: alteração de sentido (mudança de valor temporal).

PEGA ESSA DICA!

Ao reescrever, pergunte-se: "quem faz a ação?" e "quando a ação acontece?". Se a resposta mudar, a reescrita está errada. Aqui, o processo é quem exige (agente) e a ação é simultânea (gerúndio).

Gabarito: letra A — a única que preserva o sentido de simultaneidade e a correção gramatical, transformando a oração adjetiva em gerúndio sem alterar a relação de sentido.

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