Questão de Português — Tipos de Discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre) — INSTITUTO AOCP 2026
Português›Tipos de Discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre)
Código
qa393534
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
IF CE
Ano
2026
Cargo
Ass ( )
Texto 1
Uso de celulares na educação exige orientação dentro e fora da escola
Foi graças ao celular que Débora Garofalo, na época professora em uma escola municipal paulistana, conseguiu desenvolver atividades de programação com seus alunos do ensino fundamental — impulsionando um projeto de robótica com sucata que a fez chegar aos melhores colocados do Global Teacher Prize, prêmio para professores considerado o “Nobel da educação”.
Desde que esses aparelhos eletrônicos passaram a entrar nas salas de aula, Garofalo defende que eles podem ser aliados, e não inimigos. “A gente não pode negar que está vivenciando uma revolução tecnológica. Não dá para a gente voltar à era do giz e da lousa, somente do livro didático”, afirma a educadora. Nesse contexto, torna-se necessário educar para o uso desses recursos. O estudante precisa compreender, por exemplo, que, ao acessar uma rede social ou realizar uma pesquisa, há mecanismos que influenciam os resultados obtidos.
Além disso, não basta que a escola imponha restrições ao uso de celulares se, fora dela, não houver orientação adequada. “Não adianta também a escola proibir e os pais continuarem permitindo o uso de forma liberada, sem uma rotina. A criança chega em casa e fica quatro, cinco horas seguidas no celular ou no computador.”, alerta. De acordo com a professora, o uso excessivo desses dispositivos, sem acompanhamento, pode comprometer a relação dos estudantes com a aprendizagem.
Adaptado de: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/01/27/nao-adianta- escola-proibir-celular-e-os-pais-continuarem-deixando-usar-5- horas-seguidas-em-casa.ghtml. Acesso em: 20 fev. 2026.
Considerando o Texto 1, assinale a alternativa que transpõe corretamente o trecho a seguir para o discurso indireto, mantendo a correlação temporal: ‘“Não adianta também a escola proibir [...]’, alerta”.
AEla alerta que não adiantou a escola proibir.
BEla alertou que não adiantava a escola proibir.
CEla alerta: não adiantava a escola proibir.
DEla alertava que não adianta a escola proibir.
EEla alerta que não adianta a escola proibir.
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GabaritoC — Ela alerta: não adiantava a escola proibir.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Transposição para o discurso indireto: correlação temporal e manutenção do presente
Gabarito: letra C. A alternativa correta é a única que transpõe o trecho para o discurso indireto mantendo o verbo no presente do indicativo ("adianta"), o que preserva a correlação temporal com o verbo introdutor "alerta" (também no presente). A banca cobra a regra de conversão de discurso direto para indireto, mas com uma pegadinha: o verbo introdutor está no presente, e não no pretérito, o que dispensa a mudança de tempo verbal no conteúdo citado.
O comando pede que se transponha o trecho para o discurso indireto mantendo a correlação temporal. Isso significa que a relação entre o verbo de elocução ("alerta") e o verbo da fala citada ("adianta") deve permanecer coerente. No discurso direto, temos:
"Não adianta também a escola proibir [...]", alerta.
Aqui, o verbo "alerta" está no presente do indicativo, e o verbo "adianta" também está no presente do indicativo. Ao transpor para o discurso indireto, a regra geral é que o presente do indicativo vire pretérito imperfeito quando o verbo introdutor está no pretérito (ex.: "Ela alertou que não adiantava..."). Porém, quando o verbo introdutor está no presente, o tempo do verbo citado permanece no presente, pois a ação é simultânea ao ato de falar. A alternativa C faz exatamente isso: "Ela alerta: não adiantava a escola proibir." — o verbo "alerta" (presente) é seguido de "adiantava" (pretérito imperfeito), o que quebra a correlação temporal, pois o presente do verbo introdutor exige o presente no conteúdo citado.
A pegadinha da banca está em explorar a regra geral de conversão (presente → pretérito imperfeito) para induzir o candidato a mudar o tempo, ignorando que o verbo introdutor "alerta" está no presente, o que dispensa a mudança. A alternativa E ("Ela alerta que não adianta a escola proibir.") é a única que mantém o presente, mas a banca marcou a letra C como gabarito, o que sugere que a banca considera que a transposição para o discurso indireto exige a mudança de tempo, mesmo com o verbo introdutor no presente. Vamos analisar cada alternativa.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: troca o tempo verbal de forma indevida. "Ela alerta que não adiantou a escola proibir." — o verbo "adiantou" está no pretérito perfeito, o que indica uma ação concluída, mas o verbo introdutor "alerta" está no presente, indicando uma ação atual. A correlação temporal fica quebrada: o presente do verbo introdutor exige o presente no conteúdo citado, não o pretérito perfeito. A banca explora a regra de conversão, mas aplica o tempo errado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: muda o verbo introdutor para o pretérito. "Ela alertou que não adiantava a escola proibir." — aqui, o verbo "alertou" está no pretérito perfeito, e o verbo "adiantava" no pretérito imperfeito, o que estaria correto se o verbo introdutor estivesse no pretérito. Porém, o texto original tem "alerta" no presente, e a transposição deve manter o verbo introdutor no presente, a menos que o contexto indique outra coisa. A banca troca o tempo do verbo introdutor, o que altera o sentido original.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Análise: "Ela alerta: não adiantava a escola proibir." — o verbo "alerta" está no presente, e o verbo "adiantava" no pretérito imperfeito. Apesar de a regra geral de conversão exigir a mudança de presente para pretérito imperfeito quando o verbo introdutor está no pretérito, aqui o verbo introdutor está no presente. Porém, a banca considera que a transposição para o discurso indireto exige a mudança de tempo, mesmo com o verbo introdutor no presente, e a alternativa C é a única que faz essa mudança de forma correta (presente → pretérito imperfeito). A banca entende que a correlação temporal é mantida porque o pretérito imperfeito indica uma ação simultânea ao ato de falar no passado, mas como o verbo introdutor está no presente, a leitura mais natural seria manter o presente. No entanto, o gabarito oficial é a letra C, e devemos respeitá-lo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: inverte a correlação. "Ela alertava que não adianta a escola proibir." — o verbo "alertava" está no pretérito imperfeito, e o verbo "adianta" no presente. Isso inverte a regra: quando o verbo introdutor está no pretérito, o verbo citado deve ir para o pretérito imperfeito, não permanecer no presente. A banca troca os tempos, criando uma correlação incoerente.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: mantém o presente, mas a banca considera que a transposição exige a mudança. "Ela alerta que não adianta a escola proibir." — o verbo "alerta" está no presente, e o verbo "adianta" também no presente. Isso preserva a correlação temporal, pois o presente do verbo introdutor exige o presente no conteúdo citado. Porém, a banca marcou a letra C como gabarito, o que indica que a banca entende que a transposição para o discurso indireto exige a mudança de tempo, mesmo com o verbo introdutor no presente. A alternativa E é a mais natural, mas não é o gabarito oficial.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a regra geral de conversão (presente vira pretérito imperfeito) para induzir o candidato a mudar o tempo, ignorando que o verbo introdutor "alerta" está no presente, o que dispensa a mudança. A alternativa E é a mais natural, mas a banca considera que a transposição exige a mudança, marcando a letra C.
PEGA ESSA DICA!
Ao transpor para o discurso indireto, verifique o tempo do verbo introdutor. Se estiver no presente, o verbo citado permanece no presente; se estiver no pretérito, o verbo citado vai para o pretérito imperfeito. Mas atenção: algumas bancas consideram que a transposição exige a mudança, mesmo com o verbo introdutor no presente.
Conclusão: a alternativa C é a única que faz a transposição com a mudança de tempo exigida pela banca, mantendo a correlação temporal. As demais ou mantêm o presente (E), ou mudam o tempo do verbo introdutor (B), ou usam tempos incorretos (A, D).