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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — IGEDUC 2026

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa393860
Banca
IGEDUC
Órgão
TRF 5
Ano
2026
Cargo
ENS ( )

PRESIDENTE DO TRF3 DESTACA PAPEL ESTRATÉGICO DO CJF NA COORDENAÇÃO E EFICIÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL

 

Publicado em: 13/04/2026Publicado em: 13/04/2026

 

O desembargador federal Luís Antônio Johonsom di Salvo, conselheiro efetivo do Conselho da Justiça Federal (CJF) e presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, afirmou que:

 

“Não há como pensar a Justiça Federal sem a ação do Conselho da Justiça Federal.”

 

A declaração integra a série comemorativa dos 60 anos do CJF, que reúne entrevistas com os conselheiros efetivos do órgão para aprofundar a compreensão sobre sua trajetória e relevância institucional.

 

O CJF foi criado pela Lei nº 5.010, de 30 de maio de 1966, sendo instalado em agosto do mesmo ano. Desde então, consolidou-se como a instância central de coordenação administrativa, orçamentária e institucional da Justiça Federal.

 

Desafios contemporâneos.

 

Segundo o conselheiro, o cenário atual do Poder Judiciário e do serviço público é marcado por dois fatores principais: desenvolvimento acelerado de novas tecnologias; restrições orçamentárias.

 

Esses elementos exigem: otimização dos modelos de gestão; compartilhamento de recursos; coordenação da força de trabalho; integração institucional.

 

Importância da coordenação nacional.

 

De acordo com Luís Antônio Johonsom di Salvo, o alinhamento entre os órgãos da Justiça Federal não ocorre espontaneamente, demandando a atuação coordenadora do CJF.

 

Entre as medidas consideradas fundamentais para o aprimoramento institucional, destacam-se: unificação nacional de sistemas informatizados; formação de equipes inter-regionais; padronização da atuação administrativa dos tribunais; integração das áreas orçamentária e de gestão de pessoas.

 

Tais ações contribuem para o aperfeiçoamento do funcionamento e da imagem da Justiça Federal.

 

Papel da Corregedoria-Geral da Justiça Federal.

 

O magistrado também destacou a relevância da Corregedoria-Geral da Justiça Federal (CG) no acompanhamento da atividade jurisdicional.

 

Segundo ele:

 

“O monitoramento da atividade-fim é essencial para garantir o nivelamento da prestação jurisdicional em todo o País.”

 

Como exemplo de iniciativa recente, mencionou o programa Equilibra TRFs, instituído pelo Provimento nº 3/2025/CG-CJF, considerado importante instrumento de aperfeiçoamento da gestão.

 

Desafios e Perspectivas.

 

Na avaliação do presidente do TRF3, o principal desafio atual da Justiça Federal consiste na condução eficiente dos recursos e da força de trabalho.

 

Para isso, considera fundamental: estabelecer canais adequados de diálogo com os seis Tribunais Regionais Federais; respeitar as particularidades de cada região; promover integração sem perder a sensibilidade às diferenças locais.

 

Nesse contexto, o CJF possui experiência acumulada e memória institucional capazes de auxiliar no enfrentamento dessas demandas, assumindo papel relevante como interlocutor em temas sensíveis.

 

Ao avaliar os 60 anos de atuação do Conselho, o desembargador conclui que:

 

“Não há como pensar a Justiça Federal sem a ação do CJF. Seu papel é essencial e se torna ainda mais relevante diante dos desafios contemporâneos da Administração Pública.”

 

Trajetória Profissional.

 

O desembargador federal Luís Antônio Johonsom di Salvo é natural de Rio Claro (SP). Ingressou no Ministério Público Estadual em 1980 e ingressou na magistratura federal da 3ª Região em 1992. Foi promovido a desembargador federal do TRF3 em 2002 e atuou nos Conselhos de Administração e Justiça em diversas ocasiões. Participou da formação de novos magistrados e exerceu a vice-presidência do Tribunal no biênio 2023–2025. Foi eleito, por unanimidade, presidente do TRF3 em dezembro de 2025.

 

Baseado em: www.cjf.jus.br/cjf/noticias/2026/abril/presidente-do-trf3-destaca-papel-estrategico-do-cjf-na-coordenacao-e-eficiencia-da-justica-federal (com adaptações).

Ao afirmar que o alinhamento institucional não ocorre de forma espontânea, o entrevistado sustenta implicitamente que:
  1. Aos tribunais são incapazes de cooperar entre si.
  2. Ba integração nacional depende de mecanismos de coordenação.
  3. Ca autonomia dos TRFs deve ser eliminada.
  4. Da Corregedoria-Geral substitui a administração dos tribunais.
  5. Ea unificação tecnológica é incompatível com a descentralização administrativa.
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GabaritoB — a integração nacional depende de mecanismos de coordenação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Inferência e pressuposição: o que o texto deixa implícito

Gabarito: letra B. Ao afirmar que o alinhamento institucional "não ocorre espontaneamente", o entrevistado sustenta implicitamente que a integração nacional depende de mecanismos de coordenação — exatamente o papel que ele atribui ao CJF. A pista está no trecho: "o alinhamento entre os órgãos da Justiça Federal não ocorre espontaneamente, demandando a atuação coordenadora do CJF". A alternativa B é a única que traduz essa pressuposição sem acrescentar nada de fora.

O comando: "sustenta implicitamente"

O verbo "sustenta implicitamente" sinaliza que a questão pede uma inferência — não uma informação literal, mas uma dedução ancorada em pistas do texto. Diferente de uma questão de recorrência ("de acordo com o texto"), aqui você precisa captar o que está nas entrelinhas, mas sempre a partir do que está escrito. A resposta não pode ser uma opinião sua nem uma extrapolação; ela tem de ser obrigada pelo texto.

O texto: a tese central

O texto inteiro defende que o CJF é essencial para a Justiça Federal. No trecho-chave, o autor afirma que o alinhamento entre os órgãos não acontece sozinho — ele demanda a atuação coordenadora do CJF. Essa é a pista linguística: a palavra "demandando" (exigindo) pressupõe que, sem esse mecanismo, o alinhamento não se realiza. A alternativa B capta exatamente essa pressuposição: a integração nacional depende de mecanismos de coordenação.

A técnica: separar inferência legítima de extrapolação

Inferência legítima é aquela que se apoia em pressupostos — pistas deixadas pelo próprio texto. Aqui, "não ocorre espontaneamente" + "demandando a atuação coordenadora" formam uma cadeia lógica: se não é espontâneo e exige coordenação, então a coordenação é condição necessária para o alinhamento. Isso é exatamente o que a letra B diz. As demais alternativas ou extrapolam (vão além do que o texto afirma) ou contradizem o texto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora oferecer alternativas que parecem plausíveis, mas que extrapolam o texto — como dizer que os tribunais são "incapazes" ou que a autonomia deve ser "eliminada". O texto nunca afirma isso; ele apenas diz que a coordenação é necessária. Desconfie de palavras absolutas como "incapazes", "eliminada", "substitui", "incompatível".

Inferência legítima
  • 1Ancorada em pistas do texto
    • "não ocorre espontaneamente"
    • "demandando atuação coordenadora"
  • 2Conclusão obrigada pelo texto
    • Integração depende de coordenação
  • 3Extrapolação (erro)
    • Acrescenta juízo de valor
      • "incapazes"
      • "eliminada"
      • "substitui"
      • "incompatível"
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. O texto diz que o alinhamento "não ocorre espontaneamente", mas isso não significa que os tribunais sejam incapazes de cooperar. A palavra "incapazes" é um juízo de valor que o autor não emite. Ele apenas afirma que a coordenação é necessária — não que os tribunais não tenham capacidade.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Inferência legítima. O trecho "o alinhamento entre os órgãos da Justiça Federal não ocorre espontaneamente, demandando a atuação coordenadora do CJF" autoriza diretamente a conclusão de que a integração nacional depende de mecanismos de coordenação. É uma paráfrase da pressuposição: se não é espontâneo e exige coordenação, então a coordenação é condição necessária.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. O texto fala em "respeitar as particularidades de cada região" e "promover integração sem perder a sensibilidade às diferenças locais" — ou seja, o autor valoriza a autonomia dos TRFs, não defende sua eliminação. A alternativa C contradiz o texto ao afirmar que a autonomia deve ser eliminada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. O texto diz que a Corregedoria-Geral atua no "acompanhamento da atividade jurisdicional" e no "monitoramento da atividade-fim" — ou seja, ela fiscaliza, não substitui a administração dos tribunais. A palavra "substitui" inverte o sentido: a CG não assume o lugar dos TRFs, apenas os acompanha.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. O texto defende a "unificação nacional de sistemas informatizados" como medida fundamental — ou seja, a unificação tecnológica é desejada, não incompatível com a descentralização administrativa. A alternativa E afirma exatamente o oposto do que o texto propõe.

Fechamento

A regra de ouro: toda inferência precisa de uma pista no texto. Se a alternativa exige que você acrescente algo de fora (como "incapazes" ou "eliminada"), ela é extrapolação. A letra B é a única que se limita a explicitar o que o texto já pressupõe.

Gabarito: letra B.

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