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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — Quadrix 2026

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa394215
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO 9
Ano
2026
Cargo
Aux Adm ( )

Fonoaudiologia está entre as profissões
menos suscetíveis à substituição por IA


Em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial em diferentes áreas da saúde, um levantamento da ISE Business School chama a atenção para um ponto fora da curva: a fonoaudiologia figura entre as profissões menos suscetíveis à substituição por IA. O motivo vai além da técnica e passa, sobretudo, pela natureza humana do cuidado envolvido no desenvolvimento da comunicação ao longo da vida.


Para a fonoaudióloga Christiane Nicodemo, a explicação está na própria origem da linguagem. “A comunicação humana não nasce do digital. Ela se constrói a partir do vínculo, do toque e da escuta. É um processo analógico, relacional e afetivo – algo que nenhuma tecnologia consegue reproduzir integralmente”, afirma.


Esse conjunto de estímulos – sensoriais, motores, emocionais e afetivos – forma a base da cognição e da linguagem. “É nesse cuidado inicial em que se estrutura o hardware humano da comunicação. O digital pode funcionar como um software complementar, mas nunca substituir essa base relacional”, destaca Christiane.


Apesar disso, a fonoaudióloga reforça que a IA tem papel importante quando bem aplicada. “Hoje contamos com dispositivos cada vez mais sofisticados para a avaliação auditiva, reabilitação, estímulos cognitivos e terapias assistidas. A tecnologia amplia possibilidades, favorece a neuroplasticidade e pode acelerar resultados”, afirma.


O ponto central, segundo ela, está no discernimento. “A IA não substitui o fonoaudiólogo. Ela complementa o cuidado quando utilizada no momento adequado, com indicação correta e interpretação clínica qualificada. Para isso, é indispensável um profissional atualizado, capaz de integrar a tecnologia sem perder a dimensão humana do atendimento.”.


Para a especialista, confiar exclusivamente em soluções tecnológicas pode gerar lacunas importantes. “Quando o cuidado com comunicação, voz e audição não é conduzido por um fonoaudiólogo, perdem‑se a escuta sensível, a adaptação às necessidades individuais e a compreensão do contexto emocional e social do paciente.”.


Em um mundo cada vez mais mediado por telas, automações e respostas rápidas, esse aspecto tende a se tornar ainda mais relevante. “O cuidar exige tempo, gentileza, presença e vínculo. A tecnologia pode apoiar, mas não substituir essa relação. Por isso, a fonoaudiologia segue essencial e insubstituível.”.


Internet: <hospitalpaulista.com.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Quanto ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

 

No trecho “Quando o cuidado com comunicação, voz e audição não é conduzido por um fonoaudiólogo”, a substituição de “é conduzido” por fosse conduzido preservaria o sentido original do período.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de frases: a troca de “é conduzido” por “fosse conduzido” altera o sentido

Gabarito: E (Errado). A substituição de “é conduzido” por “fosse conduzido” não preserva o sentido original do período, pois altera o tempo (presente → pretérito) e o modo (indicativo → subjuntivo) do verbo, mudando o valor factual da oração. No texto, a frase expressa uma condição real e atual — “Quando o cuidado … não é conduzido” —, enquanto “fosse conduzido” introduziria uma hipótese contrafactual (irreal ou pouco provável), o que desloca o sentido de “fato que ocorre” para “suposição que não se confirma”.

O comando: o que a banca pede

A questão é de reescritura de frases — especificamente, de substituição de um trecho com a exigência de que o sentido original seja preservado. O verbo do enunciado é “preservaria”, o que indica que devemos comparar o efeito de sentido das duas formas verbais no contexto. Não se trata de julgar se a troca é gramaticalmente possível (é), mas se ela mantém o mesmo valor semântico — e aqui está o ponto: não mantém.

O texto: onde a frase aparece e o que ela significa

A frase em questão está no 6º parágrafo, na fala da especialista:

“Quando o cuidado com comunicação, voz e audição não é conduzido por um fonoaudiólogo, perdem‑se a escuta sensível, a adaptação às necessidades individuais e a compreensão do contexto emocional e social do paciente.”

Aqui, “é conduzido” está no presente do indicativo, na voz passiva analítica. O presente do indicativo, nesse contexto, expressa um fato habitual, atual e real: sempre que o cuidado não é feito por um fonoaudiólogo, ocorrem as perdas descritas. É uma condição real — algo que acontece de fato.

A técnica: tempo e modo verbal mudam o sentido

A troca para “fosse conduzido” coloca o verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo. Esse tempo/modo é típico de condições hipotéticas, irreais ou contrafactuais — ou seja, algo que não está ocorrendo ou que é pouco provável. Compare:

  • “Quando o cuidado não é conduzido” → fato real, atual, recorrente.

  • “Quando o cuidado não fosse conduzido” → hipótese, suposição, algo que poderia acontecer, mas não se afirma que acontece.

A diferença é crucial: a primeira afirma uma realidade; a segunda, uma possibilidade. Portanto, o sentido não é preservado — há mudança de valor factual para hipotético.

Análise das alternativas

Troca verbal: "é conduzido" → "fosse conduzido"
  • 1"é conduzido"
    • Presente do indicativo
    • Fato real e atual
    • Preserva o sentido original
  • 2"fosse conduzido"
    • Pretérito imperfeito do subjuntivo
    • Hipótese contrafactual
    • Altera o sentido
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Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmativa de que a substituição preservaria o sentido original é falsa. Como demonstrado, a troca de presente do indicativo por pretérito imperfeito do subjuntivo altera o valor temporal e modal, deslocando o sentido de fato real para hipótese. A banca explora a falsa equivalência entre as duas formas, mas a mudança de modo é decisiva: o indicativo expressa certeza, o subjuntivo expressa dúvida ou irrealidade.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmativa de que a substituição não preservaria o sentido original é correta. A passagem do texto que sustenta isso é a própria frase em análise, que usa o presente do indicativo para descrever uma situação real e atual. A troca para o subjuntivo introduziria uma condição hipotética, o que contradiz o sentido original. Portanto, a reescrita altera o sentido — e é exatamente isso que a alternativa E afirma.

NÃO CAIA NESSA!

A banca aposta na falsa impressão de que “é conduzido” e “fosse conduzido” são equivalentes por serem formas do mesmo verbo “conduzir”. Mas a mudança de modo (indicativo → subjuntivo) e de tempo (presente → pretérito) altera o valor de verdade da oração: de fato real para hipótese.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de reescrita, sempre verifique tempo, modo, voz e pessoa do verbo. Se qualquer um desses mudar, o sentido provavelmente não é preservado — a menos que a mudança seja apenas de sinonímia ou de estrutura sem alteração semântica.

Conclusão: a substituição de “é conduzido” por “fosse conduzido” não preserva o sentido original, pois altera o valor temporal e modal do verbo, transformando uma afirmação factual em hipótese. Por isso, o item está errado.

Gabarito: letra E.

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