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Questão de Português — Uso do Hífen — Quadrix 2026

PortuguêsUso do Hífen
Código
qa394248
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO 9
Ano
2026
Cargo
Fono FIs ( )

ESG na saúde: o imperativo da
governança e sustentabilidade


A interseção entre preservação ambiental, bem‑estar coletivo e diretrizes corporativas rigorosas representa uma fronteira vital para a medicina contemporânea. Historicamente, as instituições de cuidado focavam exclusivamente na resolução de patologias imediatas. Atualmente, o ecossistema médico compreende que a pegada de carbono e a gestão de resíduos de grandes centros de saúde atuam diretamente sobre os determinantes que afetam a saúde populacional. Trata‑se de uma mudança estrutural profunda, em que o cuidado transcende os limites físicos do leito hospitalar para abraçar a responsabilidade sobre o ambiente onde os pacientes habitam.


Nesse cenário de transformação, a adoção de critérios de sustentabilidade e responsabilidade corporativa deixa de ser uma mera formalidade administrativa para se tornar um pilar da qualidade assistencial. Portanto, alinhar as práticas clínicas aos parâmetros globais de desenvolvimento tornou‑se um imperativo ético e operacional.


No âmbito das relações interpessoais e comunitárias, o componente social exige que as instituições de saúde promovam um ambiente de cuidado equitativo einclusivo. O olhar social também se volta rigorosamente ao corpo clínico e assistencial.


A governança, dentro das estruturas de saúde, funciona como o sistema nervoso central que coordena a ética, a conformidade legal e a transparência institucional. A proteção rigorosa dos dados sensíveis dos pacientes, em consonância com as legislações de privacidade contemporâneas, também repousa sobre diretrizes de governança cibernética sólidas.


O progresso das iniciativas de responsabilidade sistêmica só pode ser validado por meio de métricas precisas e transparentes que correlacionem ações de gestão com desfechos em saúde. O conceito de saúdebaseada em valor dialoga com esses preceitos, pois ambos buscam maximizar o benefício ao paciente.


Integrar painéis de monitoramento de sustentabilidade aos relatórios diários de performance clínica permite que a instituição reaja rapidamente a desvios de padrão. Portanto, a qualidade da assistência é indissociável da forma responsável e transparente com a qual a organização conduz seus processos operacionais.


Internet: <galiciaeducacao.com.br> (com adaptações).

Texto para o item.   Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.   No trecho “O progresso das iniciativas de responsabilidade sistêmica só pode ser validado por meio de métricas precisas e transparentes que correlacionem ações de gestão com desfechos em saúde”, a palavra “correlacionem” está grafada corretamente, sem hífen, conforme as regras do Acordo Ortográfico vigente.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Uso do hífen: o caso de “correlacionem”

Gabarito: C (Certo). A palavra “correlacionem” está grafada corretamente, sem hífen, porque o prefixo co- nunca recebe hífen, mesmo quando a base começa com a mesma vogal (como em “correlacionar”, de co- + relacionar). A regra do Acordo Ortográfico é clara: prefixos terminados em vogal não usam hífen diante de vogal diferente; e o prefixo “co-” é exceção absoluta — aglutina-se sempre, como se vê em “coautor”, “cooperação”, “coobrigado”.

O comando pede um julgamento de correção gramatical sobre um trecho do texto: a banca quer saber se a grafia de “correlacionem” está de acordo com a norma vigente. Não se trata de interpretação de sentido, mas de aplicação de regra ortográfica a um vocábulo do texto. O texto-base serve apenas para localizar a palavra; a decisão é puramente gramatical.

No trecho citado, “correlacionem” é a forma do verbo “correlacionar” na 3ª pessoa do plural do presente do subjuntivo. O verbo é formado por prefixação: co- + relacionar. Pela regra geral do hífen, quando o prefixo termina em vogal e a base começa com vogal diferente, não se usa hífen (ex.: autoestrada, extraoficial). Aqui, o prefixo “co-” termina em “o” e a base “relacionar” começa com “r” — consoante, não vogal. Mas mesmo que a base começasse com vogal, o prefixo “co-” nunca leva hífen: “coautor”, “cooperação”, “coobrigado”, “coerdeiro”. Portanto, “correlacionem” está correta.

A pegadinha da banca é tentar fazer o candidato achar que, por haver a sequência “co” + “r”, deveria haver hífen (como em “sub-região”). Mas a regra do “sub” não se aplica ao “co”. O prefixo “co-” é um caso especial: sempre aglutinado, sem hífen, independentemente da letra inicial da base.

PEGA ESSA DICA!

Decore a lista de prefixos que nunca usam hífen: co-, pre-, pro-, re- (ex.: coautor, preencher, proativo, reeleição). E lembre: “co-” é o único que aglutina até com vogal igual (cooperação, coobrigado).

1Nunca usa hífen
Aglutina sempre
Mesmo com vogal igual
2Exemplos
coautor
cooperação
coobrigado
correlacionar
3Não confundir
sub-região (usa hífen)
Prefixo co-
LEVELsoulevel.com.br
Prefixo co-: Nunca usa hífen (Aglutina sempre, Mesmo com vogal igual); Exemplos (coautor, cooperação, coobrigado, correlacionar); Não confundir (sub-região (usa hífen))

Item — ✅ CERTO

A afirmação do item é verdadeira. A grafia “correlacionem” está correta, sem hífen, conforme o Acordo Ortográfico vigente. O prefixo “co-” nunca é separado por hífen, como comprovam os exemplos doutrinários: “coautor”, “cooperação”, “coobrigado”. No caso, “correlacionar” = co- + relacionar, e a forma verbal “correlacionem” mantém a aglutinação. Não há nenhuma regra que exija hífen nesse contexto.

Conclusão: o item está Certo, pois a palavra “correlacionem” obedece à regra do prefixo “co-”, que dispensa o hífen. Gabarito: C.

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