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Questão de Português — Conjunção — INSTITUTO AOCP 2026

PortuguêsConjunção
Código
qa394604
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Pref V Conquista
Ano
2026
Cargo
Peda ( )

Dados do IBGE sobre saúde de estudantes levantam temas para a formulação de políticas públicas

 

A quinta edição da PeNSE trata de temas como consumo de cigarros eletrônicos, abuso sexual e segurança e traz informações que permitem conhecer e dimensionar os fatores de risco e proteção à saúde de adolescentes entre 13 e 17 anos das redes pública e privada.

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a quinta edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2024). A PeNSE é uma ação promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE e o Ministério da Educação. Ela investiga informações que permitem conhecer e dimensionar os fatores de risco e proteção à saúde de adolescentes entre 13 e 17 anos. Segundo a professora Luciane Sá de Andrade, do Departamento de Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP, a pesquisa é importante porque gera dados suficientes para a melhoria de políticas públicas voltadas para a faixa etária pesquisada.

 

A PeNSE tem o objetivo de coletar dados essenciais de diferentes aspectos da vida dos adolescentes e investigar, segundo o Ministério da Saúde, a frequência e distribuição de fatores de riscos para doenças crônicas não transmissíveis, saúde mental, vacinação, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e questões de conflito e violência dentro do ambiente escolar e familiar. Luciane explica que a visão plural de saúde é fundamental dentro da pesquisa. “Não é só a saúde do ponto de vista biológico ou de uma doença instalada, mas também aspectos que podem interferir ou produzir estados relacionados à saúde também, como saúde mental, a questão da violência fora e dentro da escola, saúde sexual e reprodutiva. Ela é uma pesquisa bem completa.”.

 

Os pontos ressaltados na pesquisa orientam o desenvolvimento de políticas públicas, principalmente o Programa Saúde na Escola (PSE), que associa duas áreas interdependentes: educação e saúde. “A educação é um dos determinantes de saúde por uma das abordagens teóricas na relação saúde e educação. Dentro das políticas públicas elas estão interligadas pelo Programa Saúde na Escola (PSE) e, até antes disso, pela área de saúde escolar. Nós podemos pensar também que melhores níveis de educação possibilitam às pessoas maior acesso e melhores condições de saúde. Não só pela educação, mas há outros determinantes interligados a isso, como renda, como saneamento básico e outros determinantes aí envolvidos na produção da saúde.”.

[...]

 

A integração entre outros agentes da sociedade é importante para o desenvolvimento de políticas públicas. “A PeNSE é esse retrato de como estão os jovens, crianças e adolescentes em relação a diferentes questões relacionadas à saúde. E isso traz elementos muito importantes para essa construção ou reformulação das políticas públicas na área e para as ações. A universidade pode colaborar também no desenho dessas políticas públicas e por meio da extensão que já faz com ações junto à escola, junto às Secretarias de Saúde, junto aos Ministérios”, diz Luciane.

 

Adaptado de: https://jornal.usp.br/atualidades/dados-do-ibge-sobre-saude-de-estudantes-levantam-temas-para-a-formulacao-de-politicas-publicas/. Acesso em: 23 abr. 2026.

Em “[...] a pesquisa é importante porque gera dados suficientes para a melhoria de políticas públicas voltadas para a faixa etária pesquisada.”, o termo destacado tem o valor de

  1. Aadição.
  2. Bcomplementaridade.
  3. Cconcomitância.
  4. Dalternância.
  5. Eexplicação.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — explicação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Valor semântico da conjunção "porque"

Gabarito: letra E. No trecho "a pesquisa é importante porque gera dados suficientes para a melhoria de políticas públicas", a conjunção "porque" introduz a justificativa/explicação da afirmação anterior: a pesquisa é importante pelo fato de gerar dados. Trata-se de uma oração coordenada explicativa, e a alternativa E é a única que nomeia corretamente esse valor.

"a pesquisa é importante porque gera dados suficientes para a melhoria de políticas públicas voltadas para a faixa etária pesquisada"

A oração iniciada por "porque" responde à pergunta "por que a pesquisa é importante?" — exatamente a função de uma explicação. Não há soma de ideias (adição), nem relação de simultaneidade (concomitância), nem escolha entre alternativas (alternância).

O comando

A questão pede o valor semântico do termo destacado, ou seja, a relação de sentido que a conjunção estabelece entre as orações. Isso é diferente de pedir a classificação sintática (coordenada/subordinada) — aqui o foco é o efeito de sentido no contexto. Para resolver, basta substituir mentalmente o conectivo por outro de mesmo valor: "a pesquisa é importante pois gera dados..." ou "a pesquisa é importante já que gera dados...". A substituição por "pois" (anteposto ao verbo) ou "porque" mantém o sentido de explicação.

A técnica

Conjunções coordenativas explicativas (porque, pois, porquanto) ligam orações em que a segunda justifica a primeira. Diferente das causais (subordinadas), em que a oração com "porque" é o motivo do fato expresso na principal — mas na prática, em muitos contextos, a distinção é sutil. Aqui, a oração "gera dados suficientes" é a razão pela qual se afirma que a pesquisa é importante. Teste: troque por "pois" (explicativo) — funciona. Troque por "portanto" (conclusivo) — inverte o sentido. Troque por "e" (aditivo) — perde a justificativa.

Análise das alternativas

Conjunção "porque"
  • 1Valor explicativo (gabarito)
    • Justifica a afirmação anterior
    • Responde a "por quê?"
    • Substituível por "pois"
  • 2Valores que NÃO se aplicam
    • Adição ("e")
    • Concomitância ("enquanto")
    • Alternância ("ou...ou")
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Adição seria expressa por "e", "nem", "mas também". O trecho não soma duas informações independentes; a segunda oração explica a primeira. Exemplo de adição: "a pesquisa é importante e gera dados". Aqui, sem o "porque", a relação de causa desaparece.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Complementaridade não é um valor clássico de conjunção. Pode até parecer que a segunda oração "complementa" a ideia, mas o termo técnico para a relação estabelecida por "porque" é explicação (ou causa). A banca usa esse distrator para confundir quem não domina a nomenclatura.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Concomitância (simultaneidade) é típica de conjunções temporais como "enquanto", "quando", "ao passo que". Não há ideia de tempo simultâneo aqui; há uma relação de justificativa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Alternância é expressa por "ou...ou", "ora...ora", "já...já". O trecho não apresenta opções ou alternativas; apresenta a razão da importância.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Explicação é exatamente o valor de "porque" neste contexto. A oração "gera dados suficientes..." explica por que a pesquisa é importante. Confirma-se pela substituição por "pois" (explicativo) ou pela pergunta "por quê?" — a resposta é a oração destacada.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar o valor de uma conjunção, substitua por outra de mesmo valor e veja se o sentido se mantém. "Porque" pode ser causal ou explicativo; no contexto, se a oração responde a "por quê?", é explicação.

Gabarito: letra E — a conjunção "porque" tem valor explicativo, pois introduz a justificativa da importância da pesquisa.

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