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Questão de Português — Substantivo — FUNDATEC 2026

PortuguêsSubstantivo
Código
qa394889
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref São Martinho RS
Ano
2026
Cargo
ACS PSF ( )

Nem toda dor de cabeça é igual, saiba quando procurar um médico

 

Por Bianca Queiroz

 

A dor de cabeça é uma das queixas mais comuns entre os brasileiros, e, justamente por isso, muitas vezes é ignorada. Mas nem toda dor é igual. Em alguns casos, ela deixa de ser um incômodo passageiro e passa a ser um verdadeiro sinal de alerta do organismo.

 

Segundo o neurologista Thiago Taya, do Hospital Brasília Águas Claras, alguns sintomas não devem ser negligenciados. “Os principais sinais de alerta das dores de cabeça são início súbito e intenso, podendo ser relatada como a pior da vida, acordar durante a noite por causa da dor, mudança de padrão, presença de febre, convulsões, confusão mental ou sinais neurológicos como fraqueza, visão dupla ou fala enrolada”, explica. A neurologista Natalia Nasser Ximenes, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, reforça que mudanças no padrão são um divisor importante. “A dor de cabeça deixa de ser comum quando mudam as características, como aumento da frequência, intensidade ou quando se torna resistente aos tratamentos habituais”, afirma.

 

Nem sempre a intensidade isolada define a gravidade. O contexto da dor de cabeça é o que mais importa. Entre os principais sinais de alerta estão:

 

\bullet Dor súbita e intensa;

 

\bullet Mudança no padrão habitual;

 

\bullet Dor associada a febres ou sintomas neurológicos;

 

\bullet Início após os 50 anos;

 

\bullet Crises convulsivas ou perda de consciência.

 

Taya alerta que a localização da dor nem sempre indica risco, mas outros fatores sim. “A persistência da dor com evolução progressiva e a presença de sinais neurológicos focais são os principais indicativos de maior gravidade”, destaca. Já Natalia enfatiza a urgência nesses casos. “Quando a dor de cabeça é de início súbito, atinge rapidamente o pico ou vem associada a sintomas como alteração visual, fala ou força, é fundamental procurar avaliação médica”, orienta.

 

Ignorar os sinais pode atrasar diagnósticos importantes. De acordo com os especialistas, qualquer sinal de alerta já é motivo suficiente para buscar atendimento, especialmente em pronto-socorro. “Alguns casos podem exigir exames de imagem para excluir condições mais graves, como sangramentos intracranianos, infecções ou tumores”, explica Taya. Além disso, a frequência também importa. “Mais de quatro dias de dor de cabeça por mês já pode ser um indicativo para investigação neurológica”, completa o especialista.

 

Um dos maiores problemas é a banalização da dor de cabeça. Muitas pessoas recorrem diretamente a analgésicos sem investigação adequada, o que pode piorar o quadro. “Um erro comum é acreditar que a maioria das dores está ligada a visão, pressão alta ou sinusite, o que atrasa a procura por um neurologista”, afirma o neurologista.

 

Outro risco é o uso excessivo de medicamentos. O uso frequente de analgésicos pode causar efeito rebote, aumentando a frequência e a intensidade da dor. O erro mais comum é achar que sentir dor de cabeça é normal e abusar de analgésicos. Esse comportamento é extremamente prejudicial, principalmente em casos recorrentes.

 

No fim das contas, tratar a dor de cabeça como algo sempre inofensivo é um risco. Observar padrões, intensidade e sintomas associados pode ser o que separa um desconforto comum de um problema que exige atenção imediata.

 

(Disponível em: www.metropoles.com/saude/dor-de-cabeca-pode-

indicar-algo– texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho retirado do texto “Mais de quatro dias de dor de cabeça por mês já pode ser um indicativo para investigação neurológica”, a classificação do substantivo “investigação” é:
  1. AAbstrato, comum, feminino e singular.
  2. BConcreto, próprio, masculino e singular.
  3. CConcreto, comum, masculino e plural.
  4. DAbstrato, próprio e feminino e plural.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Abstrato, comum, feminino e singular.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classificação do substantivo “investigação” — Gabarito: letra A.

Gabarito: letra A. O substantivo “investigação” é abstrato (designa uma ação — o ato de investigar), comum (nomeia genericamente qualquer investigação, não um ser único), feminino (concorda com o artigo “a”) e singular (refere-se a uma só investigação). A classificação se prova no próprio trecho: “Mais de quatro dias de dor de cabeça por mês já pode ser um indicativo para investigação neurológica”. A palavra nomeia uma ação (investigar), e ações são, por definição, substantivos abstratos — dependem de um ser que as pratique.

O comando

A questão pede a classificação do substantivo “investigação” — tarefa de morfologia (classes de palavras), não de interpretação de texto. Você não precisa inferir nada do conteúdo; basta aplicar os critérios de classificação do substantivo: quanto à significação (abstrato × concreto), quanto à especificidade (comum × próprio) e quanto à flexão (gênero e número). O texto serve apenas para localizar a palavra e confirmar o contexto — mas a classificação é intrínseca à palavra.

O texto e a palavra

No trecho, “investigação” aparece como núcleo de um sintagma: “indicativo para investigação neurológica”. O contexto é médico: o especialista sugere que dores frequentes podem levar a uma investigação (exame, avaliação) por um neurologista. Essa ideia de ação é a chave: substantivos que nomeiam ações, estados, qualidades ou sentimentos são abstratos, pois não têm existência própria — dependem de um ser (no caso, o paciente ou o médico) para se concretizarem.

A técnica que decide

Para classificar um substantivo, faça quatro perguntas:

  1. Abstrato ou concreto? Nomeia ação/estado/qualidade/sentimento → abstrato. Nomeia ser com existência própria (real ou imaginária) → concreto. “Investigação” = ato de investigar → abstrato.

  2. Comum ou próprio? Nomeia qualquer ser da espécie → comum. Nomeia um ser único, com inicial maiúscula → próprio. “Investigação” não é nome próprio de nada → comum.

  3. Gênero? Verifique o artigo/determinante: “a investigação” → feminino.

  4. Número? Verifique se está no singular ou plural: “investigação” (sem “s”) → singular.

A alternativa A reúne exatamente esses quatro atributos. As demais trocam um ou mais deles — e é aí que mora a pegadinha.

1Quanto à significação
Abstrato (ação de investigar)
2Quanto à especificidade
Comum (genérico)
3Quanto ao gênero
Feminino (a investigação)
4Quanto ao número
Singular
Substantivo "investigação"
LEVELsoulevel.com.br
Substantivo "investigação": Quanto à significação (Abstrato (ação de investigar)); Quanto à especificidade (Comum (genérico)); Quanto ao gênero (Feminino (a investigação)); Quanto ao número (Singular)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Abstrato, comum, feminino e singular. Todos os atributos corretos: “investigação” é abstrato (ação), comum (genérico), feminino (a investigação) e singular (uma só). Nada a corrigir.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Concreto, próprio, masculino e singular. Erra em três pontos: “investigação” não é concreto (é ação, não ser físico), não é próprio (não é nome único como “Brasil” ou “João”) e não é masculino (o artigo é “a”). A banca troca “abstrato” por “concreto” e “comum” por “próprio” — clássica troca de conceito.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Concreto, comum, masculino e plural. Erra em três pontos: não é concreto, não é masculino e não está no plural (a palavra é “investigação”, singular). Apenas “comum” está correto. A banca mistura atributos de palavras diferentes para confundir.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Abstrato, próprio e feminino e plural. Acerta “abstrato” e “feminino”, mas erra em “próprio” (é comum) e “plural” (é singular). A banca troca “comum” por “próprio” e “singular” por “plural” — restrição indevida do alcance da palavra.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura critérios de classificação e troca um único atributo em cada distratora. A mais sedutora é a D, que acerta dois atributos e erra dois — mas o erro em “próprio” e “plural” basta para eliminá-la.

PEGA ESSA DICA!

Para classificar substantivos, decore a lista de “ações, estados, qualidades, sentimentos” → abstrato. E desconfie de “próprio” e “plural” quando a palavra não for nome próprio nem tiver “s” no final.

Gabarito: letra A.

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