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Questão de Português — Geral — FUNDATEC 2026

PortuguêsGeral
Código
qa395362
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Getúlio Vargas
Ano
2026
Cargo
ACS ( )

A linguagem corporal do seu gato

 

Por Pablo Pachón Ramírez

 

Quem convive com um gato sabe que ele não precisa miar para se comunicar. Um movimento rápido do rabo, a forma como abre os olhos ou a postura que adota ao descansar podem revelar muito mais do que aparenta. Compreender esses sinais não só fortalece o vínculo com seu animal de estimação, como também permite identificar precocemente estados de estresse, desconforto ou bem-estar.

 

Ao contrário de outros animais domésticos, os gatos combinam diversos gestos para expressar como se sentem. Sua comunicação é sutil, porém constante. Portanto, observar toda a gama de seus movimentos é fundamental para interpretar corretamente seu comportamento.

 

A posição e o movimento da cauda estão entre os sinais mais visíveis. Quando está erguida e relaxada, geralmente indica confiança e tranquilidade. Se ela se move rapidamente de um lado para o outro, pode ser um sinal de irritação ou tensão. Em contraste, uma cauda erguida ou eriçada pode refletir medo ou uma reação defensiva. Nesses casos, o gato está tentando parecer maior diante de uma possível ameaça. Também é comum que eles enrolem levemente a cauda quando se sentem confortáveis ou seguros em seu ambiente.

 

O olhar de um gato também transmite informações importantes. Uma piscadela lenta é frequentemente interpretada como um sinal de confiança, até mesmo como uma forma de cumprimento entre o animal e seu dono. Por outro lado, pupilas muito dilatadas podem indicar excitação, medo ou surpresa, dependendo do contexto. Se um gato olha fixamente sem piscar, pode estar alerta ou avaliando uma situação.

 

A forma como um gato posiciona o corpo pode revelar se ele se sente confortável ou tenso. Um animal relaxado geralmente se deita de lado ou mostra a barriga, indicando um alto nível de confiança. No entanto, essa postura nem sempre é um convite para o toque. Em muitos casos, o gato está simplesmente descansando e pode reagir se sentir que está sendo invadido. Por outro lado, um corpo curvado, com as costas eriçadas e os pelos eriçados, geralmente é um sinal de defesa. Essa postura aparece quando o animal percebe uma ameaça e busca intimidar ou se proteger.

 

As orelhas são outro elemento fundamental. Quando estão voltadas para a frente, indicam interesse e curiosidade. Se estiverem viradas para trás ou pressionadas contra a cabeça, podem refletir irritação, medo ou desconforto. Além disso, existem outros gestos, como o movimento dos bigodes, a posição da cabeça ou até mesmo a maneira como se aproximam das pessoas. Todos esses detalhes compõem uma linguagem que os gatos usam constantemente.

 

Compreender essa linguagem não só melhora ___ convivência, como também permite que você entenda melhor ___ necessidades do seu gato. Reconhecer quando ele busca atenção, quando precisa de espaço ou quando algo está errado pode fazer toda a diferença para o bem-estar dele. Nesse sentido, aprender a interpretar os sinais do seu animal de estimação é uma ferramenta fundamental para fortalecer o relacionamento e garantir uma melhor qualidade de vida para ambos. Interpretar corretamente um gato exige observar todo o contexto. O mesmo gesto pode ter significados diferentes, dependendo do ambiente, da situação e da personalidade do animal.

 

(Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/04/13/a-linguagem-corporal-do-seu-gato-o-quesignifica- os-movimentos-do-rabo-do-animal.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação à regência e ao emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho a seguir, retirado do texto:   “Compreender essa linguagem não só melhora ___ convivência, como também permite que você entenda melhor ___ necessidades do seu gato”.
  1. Aà – às
  2. Ba – as
  3. Cà – as
  4. Da – às
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — a – as

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase e regência no trecho sobre a linguagem do gato — Gabarito: letra B.

Gabarito: letra B. A primeira lacuna exige apenas o artigo "a" (sem crase), pois o verbo "melhorar" é transitivo direto e não pede preposição; a segunda exige apenas o artigo "as" (sem crase), pois o verbo "entender" também é transitivo direto. A alternativa correta é B) a – as.

Desenvolvimento

O comando

A questão pede que você preencha as lacunas considerando regência (a relação entre verbo e seus complementos) e crase (a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a"). Não é uma questão de interpretação de texto, mas de gramática aplicada ao trecho: você precisa analisar a transitividade dos verbos "melhorar" e "entender" para decidir se há preposição antes dos substantivos femininos.

O texto

O trecho em análise é:

"Compreender essa linguagem não só melhora ___ convivência, como também permite que você entenda melhor ___ necessidades do seu gato."

Aqui, o foco não é o conteúdo sobre gatos, mas a estrutura sintática das orações. O verbo "melhorar" é transitivo direto (quem melhora, melhora algo), e o verbo "entender" também é transitivo direto (quem entende, entende algo). Nenhum dos dois exige preposição antes do complemento. Portanto, não há crase em nenhuma das lacunas: apenas o artigo definido feminino "a" e "as" são necessários.

A técnica/regra que decide

A crase ocorre quando há a fusão da preposição "a" (exigida por um termo anterior) com o artigo feminino "a" ou com o "a" inicial de pronomes demonstrativos (aquele, aquela) e relativos (a qual). Para saber se há crase, você deve verificar se o verbo (ou nome) anterior exige a preposição "a".

  • Melhorar: verbo transitivo direto — "melhorar algo". Não pede preposição. Logo, "melhorar a convivência" = sem crase.

  • Entender: verbo transitivo direto — "entender algo". Não pede preposição. Logo, "entender as necessidades" = sem crase.

Compare com verbos que pedem preposição "a":

Verbo

Regência

Exemplo

Melhorar

VTD (sem preposição)

Melhorar a convivência

Entender

VTD (sem preposição)

Entender as necessidades

Assistir (no sentido de presenciar)

VTI (preposição a)

Assistir à novela

Aspirar (no sentido de almejar)

VTI (preposição a)

Aspirar à vaga

A pegadinha da banca é justamente fazer você pensar que "melhorar" pede preposição, como se fosse "melhorar a algo". Mas não é: "melhorar" é transitivo direto.

O gancho

Teste cada alternativa perguntando: o verbo exige preposição "a" antes do complemento? Se sim, há crase; se não, apenas o artigo. No trecho, nenhum verbo exige preposição, então a resposta é a – as.

Alternativa A — ❌ Incorreta

à – às: Errada porque coloca crase nas duas lacunas. "Melhorar à convivência" e "entender às necessidades" são construções incorretas, pois os verbos são transitivos diretos e não pedem preposição. A crase seria possível apenas se houvesse a preposição "a" exigida pelo verbo, o que não ocorre.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

a – as: Correta. "Melhorar a convivência" — "melhorar" é VTD, objeto direto "a convivência", sem preposição. "Entender as necessidades" — "entender" é VTD, objeto direto "as necessidades", sem preposição. Não há crase em nenhuma das lacunas.

Alternativa C — ❌ Incorreta

à – as: Errada porque coloca crase na primeira lacuna. "Melhorar à convivência" é incorreto, pois "melhorar" não exige preposição. A segunda lacuna está correta ("as"), mas a primeira invalida a alternativa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

a – às: Errada porque coloca crase na segunda lacuna. "Entender às necessidades" é incorreto, pois "entender" não exige preposição. A primeira lacuna está correta ("a"), mas a segunda invalida a alternativa.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre verbos que pedem preposição "a" (como "assistir", "aspirar") e verbos transitivos diretos (como "melhorar", "entender"). Se você decorar que "a" antes de palavra feminina sempre leva crase, erra. A crase só ocorre quando há a fusão da preposição com o artigo.

PEGA ESSA DICA!

Antes de preencher a lacuna, pergunte: quem rege o termo seguinte? Se o verbo for transitivo direto, não há preposição, logo não há crase. Se for transitivo indireto com "a", há crase.

Gabarito: letra B — a única alternativa em que nenhuma lacuna recebe crase, pois ambos os verbos são transitivos diretos.

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