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Questão de Português — Geral — FUNDATEC 2026

PortuguêsGeral
Código
qa395365
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Getúlio Vargas
Ano
2026
Cargo
ACS ( )

A linguagem corporal do seu gato

 

Por Pablo Pachón Ramírez

 

Quem convive com um gato sabe que ele não precisa miar para se comunicar. Um movimento rápido do rabo, a forma como abre os olhos ou a postura que adota ao descansar podem revelar muito mais do que aparenta. Compreender esses sinais não só fortalece o vínculo com seu animal de estimação, como também permite identificar precocemente estados de estresse, desconforto ou bem-estar.

 

Ao contrário de outros animais domésticos, os gatos combinam diversos gestos para expressar como se sentem. Sua comunicação é sutil, porém constante. Portanto, observar toda a gama de seus movimentos é fundamental para interpretar corretamente seu comportamento.

 

A posição e o movimento da cauda estão entre os sinais mais visíveis. Quando está erguida e relaxada, geralmente indica confiança e tranquilidade. Se ela se move rapidamente de um lado para o outro, pode ser um sinal de irritação ou tensão. Em contraste, uma cauda erguida ou eriçada pode refletir medo ou uma reação defensiva. Nesses casos, o gato está tentando parecer maior diante de uma possível ameaça. Também é comum que eles enrolem levemente a cauda quando se sentem confortáveis ou seguros em seu ambiente.

 

O olhar de um gato também transmite informações importantes. Uma piscadela lenta é frequentemente interpretada como um sinal de confiança, até mesmo como uma forma de cumprimento entre o animal e seu dono. Por outro lado, pupilas muito dilatadas podem indicar excitação, medo ou surpresa, dependendo do contexto. Se um gato olha fixamente sem piscar, pode estar alerta ou avaliando uma situação.

 

A forma como um gato posiciona o corpo pode revelar se ele se sente confortável ou tenso. Um animal relaxado geralmente se deita de lado ou mostra a barriga, indicando um alto nível de confiança. No entanto, essa postura nem sempre é um convite para o toque. Em muitos casos, o gato está simplesmente descansando e pode reagir se sentir que está sendo invadido. Por outro lado, um corpo curvado, com as costas eriçadas e os pelos eriçados, geralmente é um sinal de defesa. Essa postura aparece quando o animal percebe uma ameaça e busca intimidar ou se proteger.

 

As orelhas são outro elemento fundamental. Quando estão voltadas para a frente, indicam interesse e curiosidade. Se estiverem viradas para trás ou pressionadas contra a cabeça, podem refletir irritação, medo ou desconforto. Além disso, existem outros gestos, como o movimento dos bigodes, a posição da cabeça ou até mesmo a maneira como se aproximam das pessoas. Todos esses detalhes compõem uma linguagem que os gatos usam constantemente.

 

Compreender essa linguagem não só melhora a convivência, como também permite que você entenda melhor as necessidades do seu gato. Reconhecer quando ele busca atenção, quando precisa de espaço ou quando algo está errado pode fazer toda a diferença para o bem-estar dele. Nesse sentido, aprender a interpretar os sinais do seu animal de estimação é uma ferramenta fundamental para fortalecer o relacionamento e garantir uma melhor qualidade de vida para ambos. Interpretar corretamente um gato exige observar todo o contexto. O mesmo gesto pode ter significados diferentes, dependendo do ambiente, da situação e da personalidade do animal.

 

(Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/04/13/a-linguagem-corporal-do-seu-gato-o-quesignifica- os-movimentos-do-rabo-do-animal.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o trecho, retirado do texto, “Compreender esses sinais não só fortalece o vínculo com seu animal de estimação, como também permite identificar precocemente estados de estresse, desconforto ou bem-estar”, as expressões “não só” e “como também” estabelecem entre as orações uma relação de:
  1. AConformidade.
  2. BComparação.
  3. CAdição.
  4. DCausa.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Adição.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Relação semântica de “não só... como também” — Gabarito: letra C.

Gabarito: letra C. As expressões “não só” e “como também” formam uma locução correlata aditiva: elas somam duas ideias — fortalecer o vínculo e identificar precocemente estados de estresse. No trecho, o autor afirma que compreender os sinais do gato produz dois efeitos simultâneos, e não que um seja causa do outro, nem que haja comparação ou conformidade. A pista decisiva está na própria estrutura: “não só X, como também Y” é o equivalente enfático de “X e Y”.

O comando

A questão pede que você identifique a relação semântica que os conectivos “não só” e “como também” estabelecem entre as orações. Isso é uma tarefa de gramática aplicada ao texto: não se trata de interpretar o conteúdo, mas de reconhecer o valor do conectivo no período. Para resolver, você precisa saber a classificação das conjunções coordenativas e, principalmente, testar o sentido no trecho: qual relação faz sentido entre “fortalece o vínculo” e “permite identificar precocemente”?

O texto e o trecho

O texto fala sobre a linguagem corporal dos gatos e defende que compreender esses sinais traz benefícios. No trecho destacado, o autor enumera dois benefícios:

“Compreender esses sinais não só fortalece o vínculo com seu animal de estimação, como também permite identificar precocemente estados de estresse, desconforto ou bem-estar”

Repare: as duas orações estão no mesmo nível sintático — são coordenadas — e o conectivo apenas acrescenta uma informação à outra. Não há hierarquia (causa/efeito), não há comparação de qualidades, não há conformidade (modo como algo é feito). A relação é puramente aditiva: X acontece e Y também acontece.

A técnica que decide

A expressão “não só... como também” é uma locução conjuntiva correlata — ela aparece em par e exige que as duas partes sejam preenchidas. Seu valor é aditivo, equivalente a “tanto... quanto” ou simplesmente “e”. Veja o paralelo:

  • “Ele não só estuda, como também trabalha.” → Ele estuda e trabalha (adição).

  • “Ela não só canta, como também dança.” → Ela canta e dança (adição).

A banca adora cobrar essa locução porque a palavra “como” pode, em outros contextos, indicar comparação (ex.: “tão inteligente como o irmão”). Mas aqui o “como” faz parte da correlação aditiva, e não de uma comparação. O mesmo vale para “conformidade” (ex.: “como foi dito”) e “causa” (ex.: “como choveu, fiquei em casa”).

Análise das alternativas

1Aditivos
e, nem
não só... como também
tanto... quanto
2Adversativos
mas, porém, contudo
3Alternativos
ou, ora... ora
4Conclusivos
logo, portanto
5Explicativos
pois, porque
Conectivos coordenativos
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Conectivos coordenativos: Aditivos (e, nem, não só... como também, tanto... quanto); Adversativos (mas, porém, contudo); Alternativos (ou, ora... ora); Conclusivos (logo, portanto); Explicativos (pois, porque)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Conformidade seria indicada por conectivos como “conforme”, “segundo”, “como” (no sentido de “de acordo com”). No trecho, não há ideia de que uma oração esteja em conformidade com a outra. O autor não diz que “identificar precocemente” ocorre conforme “fortalece o vínculo”. A relação é de soma, não de adequação a um padrão.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Comparação seria marcada por “como”, “tal qual”, “mais... do que”, “tão... quanto”. A presença da palavra “como” pode tentar você, mas aqui ela integra a locução “não só... como também”, que é aditiva, não comparativa. Não há comparação entre dois termos; há acréscimo de uma segunda informação.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Adição é a relação correta. A locução “não só... como também” é uma conjunção coordenativa aditiva correlata: ela soma as duas orações. O trecho afirma que compreender os sinais fortalece o vínculo e permite identificar estados de estresse. As duas ações são acrescidas uma à outra, sem relação de causa, comparação ou conformidade. A prova está na possibilidade de reescrever com “e”: “Compreender esses sinais fortalece o vínculo e permite identificar precocemente...”.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Causa seria indicada por “porque”, “pois”, “já que”, “visto que”. No trecho, não há relação de causa e efeito entre as duas orações: “fortalecer o vínculo” não é causa de “identificar precocemente”, nem o contrário. São dois efeitos paralelos de uma mesma ação (compreender os sinais). A relação é de adição, não de causalidade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre adição e comparação. A palavra “como” em “como também” pode sugerir comparação, mas aqui ela faz parte da locução correlata aditiva “não só... como também”. Desconfie sempre de conectivos que têm mais de um valor: teste o sentido no contexto.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar o valor de um conectivo, substitua por outro e veja se o sentido muda. Se “não só... como também” puder ser trocado por “e” sem alterar o sentido, é adição. Se puder ser trocado por “porque”, é causa; por “conforme”, é conformidade; por “tal qual”, é comparação.

Conclusão: a relação estabelecida por “não só” e “como também” é de adição, pois as duas orações são coordenadas aditivas que somam benefícios. Portanto, Gabarito: letra C.

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