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Questão de Português — Geral — Quadrix 2026

PortuguêsGeral
Código
qa395387
Banca
Quadrix
Órgão
CREF 11
Ano
2026
Cargo
Ag Fisc ( )

Exercício com acolhimento transforma vida de pessoas com autismo

 

Imagine entrar em uma academia onde o som parece alto demais, a luz incomoda e estímulos surgem por todos os lados. Para muitas pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), essa não é uma situação hipotética, mas, sim, a realidade que muitos enfrentam ao tentar praticar exercícios físicos.

 

O TEA é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta, em diferentes graus, comunicação, linguagem, interação social e comportamento. No Brasil, cerca de 2,4 milhões de pessoas têm diagnóstico de autismo, segundo o Censo de 2022. O número ajuda a dimensionar um desafio pouco discutido: como os estabelecimentos com oferta de atividades físicas podem se preparar para recebê-las melhor.

 

As barreiras não são apenas sociais ou sensoriais. Pessoas autistas frequentemente apresentam condições associadas, como distúrbios do sono, alterações metabólicas e gastrointestinais e maior risco de ganho de peso.

 

Nesse cenário, a prática regular de atividade física é não apenas recomendada, mas, também, parte importante do cuidado com a saúde, o que torna o papel do profissional de Educação Física indispensável. Mas o sucesso dessa prática depende diretamente de como o ambiente e o atendimento são conduzidos. Espaços com excesso de estímulos e a ausência de previsibilidade podem transformar o exercício em uma experiência desafiadora, levando ao abandono da atividade.

 

Entender as especificidades de cada indivíduo faz parte da atuação do profissional de Educação Física. No atendimento a pessoas com espectro autista, essa atenção se torna ainda mais necessária. Cabe, portanto, ao profissional compreender o funcionamento corporal do aluno e adaptar o ambiente para que a prática seja segura, confortável e acolhedora.

 

Mais do que possibilitar a prática de exercícios, o atendimento adequado amplia a participação social de pessoas com TEA. Quando o ambiente é compreendido, estruturado e conduzido por profissionais preparados, o que antes era uma fonte de sobrecarga se transforma em oportunidade de desenvolvimento, autonomia e qualidade de vida.

 

À medida que a Educação Física avança em formação e conhecimento, cresce também a capacidade de incluir de forma real. O futuro do atendimento passa menos por adaptações improvisadas e mais por preparo técnico e sensibilidade profissional.

 

Internet: <www.confef.org.br> (com adaptações).

Texto para o item a seguir.     Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.   No período “Quando o ambiente é compreendido, estruturado e conduzido por profissionais preparados, o que antes era uma fonte de sobrecarga se transforma em oportunidade de desenvolvimento, autonomia e qualidade de vida.”, o pronome “se”, em “se transforma”, poderia ser suprimido sem prejuízo gramatical nem alteração de sentido.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Supressão do pronome “se” em verbo pronominal — “se transforma”

Gabarito: E (ERRADO). O pronome “se”, em “se transforma”, não pode ser suprimido sem prejuíco gramatical, pois integra a estrutura do verbo pronominal “transformar-se”, que exige o pronome para manter o sentido de mudança de estado. Sua retirada tornaria a frase agramatical e alteraria o sentido, como se lê no trecho: “o que antes era uma fonte de sobrecarga se transforma em oportunidade de desenvolvimento, autonomia e qualidade de vida.”

O comando pede que se julgue a possibilidade de supressão do pronome “se” com manutenção da gramaticalidade e do sentido. Trata-se de uma questão de reescritura e de análise morfossintática: é preciso identificar a função do “se” no verbo e avaliar se ele é parte integrante do verbo (pronominal) ou um pronome apassivador/reflexivo que poderia, em tese, ser dispensado.

No trecho, o verbo é “transformar-se”, um verbo pronominal — ou seja, um verbo que exige o pronome oblíquo átono para expressar seu sentido. A forma “transformar-se” significa “mudar de estado”, “converter-se”. Sem o “se”, o verbo “transformar” passa a ter outro sentido (transformar algo em algo, no sentido transitivo direto), o que quebraria a estrutura sintática da oração e alteraria o sentido pretendido pelo autor.

“o que antes era uma fonte de sobrecarga se transforma em oportunidade de desenvolvimento, autonomia e qualidade de vida.”

Aqui, o sujeito é “o que antes era uma fonte de sobrecarga” (oração substantiva subjetiva), e o predicado é “se transforma em oportunidade...”. O “se” é parte do verbo, funcionando como índice de indeterminação do sujeito? Não! — na verdade, é um pronome apassivador? Também não! — é um pronome integrante do verbo, que forma com ele uma unidade de sentido. A gramática tradicional classifica esse “se” como parte integrante do verbo (ou pronome expletivo em algumas análises), mas o ponto central é: sem ele, a construção fica agramatical.

Se suprimíssemos o “se”, teríamos: “o que antes era uma fonte de sobrecarga transforma em oportunidade...”. Essa frase é inaceitável em português — falta o objeto direto para o verbo “transformar” (transformar algo em algo). O verbo “transformar”, sem o pronome, exige complemento: “transforma a sobrecarga em oportunidade”. Como o sujeito é oracional e não há objeto, a frase fica sem sentido e gramaticalmente incorreta.

Portanto, a afirmação do item é falsa: o pronome “se” não pode ser suprimido sem prejuízo gramatical nem alteração de sentido. A banca explora exatamente a confusão entre o “se” apassivador (que pode ser retirado em algumas construções, como “vendem-se casas” → “casas são vendidas”) e o “se” integrante do verbo pronominal (que é obrigatório).

"Se" em "se transforma"
  • 1Verbo pronominal (transformar-se)
    • Exige o pronome
    • Sem ele: agramatical
    • Sem ele: altera o sentido
  • 2"Se" apassivador (dispensável)
    • "Vendem-se casas" → "casas são vendidas"
    • Não é o caso do trecho
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Item — ❌ ERRADO

A assertiva afirma que o “se” poderia ser suprimido sem prejuízo gramatical nem alteração de sentido. Isso é falso.

  • Prejuízo gramatical: o verbo “transformar-se” é pronominal; sem o “se”, a oração fica agramatical (“...a sobrecarga transforma em oportunidade...”). O verbo “transformar” exige objeto direto, que não existe na frase.

  • Alteração de sentido: mesmo que se tentasse reestruturar a frase (ex.: “...transforma a sobrecarga em oportunidade...”), o sentido mudaria: o sujeito deixaria de ser o elemento que se transforma e passaria a ser o agente que transforma algo. O texto quer dizer que a sobrecarga se converte em oportunidade, não que algo a converte.

PEGA ESSA DICA!

Desconfie de itens que afirmam que um pronome pode ser “suprimido sem prejuízo”. Verifique se o verbo é pronominal (ex.: queixar-se, arrepender-se, transformar-se) — nesses casos, o pronome é obrigatório. O “se” só é dispensável em construções de voz passiva sintética (ex.: “vendem-se casas” → “casas são vendidas”), o que não ocorre aqui.

Conclusão: o item está ERRADO, pois o pronome “se” é parte integrante do verbo pronominal “transformar-se”, e sua supressão comprometeria a gramaticalidade e o sentido da oração.

Gabarito: E (ERRADO).

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