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Questão de Português — Geral — Quadrix 2026

PortuguêsGeral
Código
qa395426
Banca
Quadrix
Órgão
CREF 11
Ano
2026
Cargo
Ass Adm ( )

IA ou personal trainer: qual é o futuro do treino personalizado?

 

Nove em cada dez pessoas ainda querem ser acompanhadas por personal trainers humanos. É o que aponta o Relatório Global Fitness de 2026 da Les Mills, que ouviu mais de 10.000 pessoas em cinco continentes. Nesse estudo, apenas 10% preferiram a orientação de treino por inteligência artificial (IA). Entre a Geração Z e os Millennials, o índice não passa de 11%.

 

Os próprios profissionais de Educação Física não sentem que serão substituídos tão cedo. Um relatório recente da ISSA mostra que 64% dos treinadores acreditam que a IA deve aumentar o valor do profissional certificado nos próximos anos.

 

Isso não significa que a IA não está nas academias. Ela entrou por outra porta: o setor global de aplicativos de fitness. Esse mercado deve atingir US$ 33,6 bilhões até 2033, alavancado pela personalização por IA e integração com relógios e pulseiras inteligentes.

 

Um estudo da USP investigou se a personalização por IA poderia aumentar a adesão ao exercício físico. O resultado apontou que o grupo de participantes com treinos personalizados teve 9,4 vezes mais chances de continuar praticando atividade física em comparação ao outro. “Quando o profissional conhece o perfil do praticante e prescreve os exercícios respeitando suas características, ele é capaz de promover aderência”, afirmou Rodrigo Silveira da Silva, autor do estudo, ao portal da USP.

 

Em janeiro de 2026, a jornalista Amanda Smith, da CNET, fez o experimento de usar o ChatGPT em paralelo ao acompanhamento profissional. Perto dos 40 anos e se preparando para engravidar, ela quis priorizar o fortalecimento.

 

Após uma avaliação corporal que apontou 37,9% de gordura, foi orientada a focar no ganho de massa muscular para melhorar o metabolismo. Com esses dados, recorreu ao ChatGPT para obter sugestões adicionais. A ferramenta indicou ajustes na dieta e no planejamento dos treinos. A IA funcionou como uma segunda camada de apoio para Smith. Contudo, as decisões finais seguiram sob a supervisão de sua treinadora.

 

“Posso usar IA para considerar outras opções além do aconselhamento profissional e tirar minhas dúvidas a qualquer hora do dia. Depois, posso confirmar tudo o que aprendi com um especialista antes de fazer qualquer alteração na minha dieta ou rotina de exercícios”, escreveu Smith.

 

Internet: <exame.com> (com adaptações).

Texto para o item a seguir.   No que diz respeito ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.   No trecho “Quando o profissional conhece o perfil do praticante e prescreve os exercícios respeitando suas características, ele é capaz de promover aderência”, a oração que antecede a vírgula é subordinada adverbial condicional, pois indica a condição necessária para que o profissional promova a aderência à prática de exercícios físicos.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Oração subordinada adverbial: o valor de “quando” no contexto

Gabarito: ERRADO. A oração “Quando o profissional conhece o perfil do praticante e prescreve os exercícios respeitando suas características” é subordinada adverbial temporal, e não condicional. O conectivo “quando” introduz uma circunstância de tempo — o momento em que a ação da oração principal ocorre —, e não uma condição necessária. A classificação correta se prova pelo próprio texto: a fala do autor do estudo descreve uma relação de simultaneidade entre conhecer o perfil e promover aderência, não uma hipótese.

“Quando o profissional conhece o perfil do praticante e prescreve os exercícios respeitando suas características, ele é capaz de promover aderência”

Aqui, “quando” equivale a “no momento em que” ou “sempre que”, indicando tempo (ou, em leitura mais ampla, uma condição? Não — veja a diferença abaixo). A banca tenta atrair o candidato para a ideia de “condição necessária”, mas o valor semântico do conectivo, no contexto, é claramente temporal.

O comando

A questão pede um julgamento (Certo/Errado) sobre a classificação sintática da oração destacada. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise sintática aplicada ao trecho. O verbo “julgar” indica que devemos verificar se a afirmação do item é verdadeira ou falsa frente à norma gramatical e ao sentido do texto.

O texto e o trecho

O trecho citado está no 4º parágrafo, na fala do pesquisador Rodrigo Silveira da Silva. Ele explica por que a personalização aumenta a adesão: quando o profissional conhece o perfil e prescreve de forma adequada, o praticante adere. A relação entre as orações é de tempo: a aderência ocorre no momento em que (ou sempre que) o profissional age assim. Não há ideia de condição — ou seja, não se diz “se o profissional conhecer... então promoverá aderência”, mas sim “no momento em que ele conhece... ele promove”.

A técnica que decide

Para classificar uma oração subordinada adverbial, o que importa é o valor semântico do conectivo e a relação lógica que ele estabelece com a oração principal. Veja a diferença:

Conectivo

Valor

Exemplo

quando

Temporal (tempo, simultaneidade)

“Quando cheguei, ele já tinha saído.”

se / caso

Condicional (condição, hipótese)

“Se eu estudar, passo.”

No trecho, “quando” não pode ser substituído por “se” sem alterar o sentido. Experimente: “Se o profissional conhece o perfil... ele é capaz de promover aderência” — isso mudaria a relação para uma hipótese, o que não é o que o autor afirma. Ele afirma um fato geral e recorrente: sempre que o profissional age assim, a aderência acontece. Isso é tempo (ou, em alguns casos, uma condicional disfarçada? Não — a gramática tradicional classifica “quando” como temporal por excelência, e o contexto confirma).

PEGA ESSA DICA!

Para testar se uma oração é condicional, tente substituir o conectivo por “se” ou “caso”. Se a troca alterar o sentido, não é condicional. No trecho, “quando” = “no momento em que”, logo é temporal.

Análise do item

Item — ❌ ERRADO

A afirmação diz que a oração é subordinada adverbial condicional, pois indica condição necessária. Isso está errado por dois motivos:

  1. O conectivo “quando” é temporal, não condicional. Ele introduz circunstância de tempo.

  2. A relação de sentido é de simultaneidade, não de condição. O texto afirma que, no momento em que o profissional conhece o perfil e prescreve adequadamente, ele promove aderência — não que isso seja uma condição hipotética.

A banca cometeu uma troca de conceito: confundiu o valor temporal de “quando” com o condicional, provavelmente porque, em alguns contextos, “quando” pode ter valor condicional (ex.: “Quando você terminar, me avise” = “Se você terminar”). Mas no trecho em questão, o valor é claramente temporal, pois descreve uma ação que ocorre sempre que a condição de fato se realiza — e não uma hipótese.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a ambiguidade do conectivo “quando”, que pode ser temporal ou condicional em outros contextos. Mas aqui o sentido é temporal, e a troca por “se” alteraria o significado. Fique atento ao contexto!

Conclusão

A oração é subordinada adverbial temporal, não condicional. Portanto, o item está ERRADO.

Gabarito: ERRADO.

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