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Questão de Português — Geral — Quadrix 2026

PortuguêsGeral
Código
qa395481
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO 2
Ano
2026
Cargo
Age Fis ( )

Ética e moral: qual é a diferença?

 

Isso é certo ou errado? Bom ou ruim? Devo ou não devo? Essas perguntas permeiam a reflexão sobre dois termos: ética e moral. É muito comum esses termos serem confundidos como se significassem a mesma coisa.

 

Embora estejam relacionados entre si, moral e ética são conceitos distintos.

 

A palavra “ética” vem do grego ethos, que significa morada, habitat, refúgio. Mas para os filósofos a palavra se refere a caráter, índole, natureza.

 

A palavra “moral” deriva do latim mores, que significa costume. É aquilo que se consolidou como verdadeiro sob o ponto de vista da ação. A moral é fruto do padrão cultural vigente e incorpora as regras eleitas como necessárias ao convívio entre os membros dessa sociedade.

 

Regras essas determinadas pela própria sociedade.

 

E o que seria um comportamento moral ou imoral? Assim como a reflexão ética, uma conduta moral também é uma escolha a ser feita.

 

As normas ou os códigos morais são cumpridos a partir da convicção íntima da pessoa que se comporta.

 

A ética, por sua vez, é a parte da filosofia que estuda a moral, isto é, que reflete e questiona sobre as regras morais. A reflexão ética pode, inclusive, contestar as regras morais vigentes, entendendo‑as, por exemplo, como ultrapassadas ou simplesmente erradas do ponto de vista pessoal.

 

A moral é constituída pelos valores previamente estabelecidos e comportamentos socialmente aceitos e passíveis de serem questionados pela ética em busca de uma condição mais justa. É possível uma ação moral ou imoral sem qualquer reflexão ética, assim como é possível uma reflexão ética acompanhada de uma ação imoral ou amoral.

 

Basicamente, quando se trata de moral, o que é certo e errado depende do lugar onde se está. A ética é o questionamento da moral; ela trata de princípios, e não de mandamentos.

 

Quando uma empresa diz que tem um código de ética, na verdade o que se está presente no texto são códigos ou regras de moral que buscam criar uma cultura ética. A moral é convenção; e a ética, reflexão.

 

Aprender a conviver juntos é um dos maiores desafios no século 21. A ética pode ser uma bússola para orientar o pensamento e responder à seguinte pergunta: qual sociedade eu ajudo a formar com minha ação?

 

Internet: <www.uol.com.br> (com adaptações).

Texto para o item.

   

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

 

Em “É aquilo que se consolidou como verdadeiro sob o ponto de vista da ação”, o pronome “aquilo” poderia ser substituído por o, sem prejuízo para o sentido original e para a correção gramatical do texto.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Esta resolução diverge do gabarito oficial. A banca deu Certo; a resolução abaixo sustenta o contrário e explica por quê — ela não foi reescrita para concordar. Acontece nos dois sentidos: há gabarito que cai em recurso e há resolução que erra. Confira na fonte antes de fixar o entendimento.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição de "aquilo" por "o" — sentido e correção gramatical

Gabarito: letra E (Errado). A substituição de "aquilo" por "o" não preserva o sentido original nem a correção gramatical do trecho. O pronome demonstrativo "aquilo" retoma uma ideia inteira — "aquilo que se consolidou como verdadeiro" —, enquanto o artigo "o" não pode ocupar essa posição sem quebrar a estrutura e o sentido. A passagem que decide está no texto:

"A palavra 'moral' deriva do latim mores, que significa costume. É aquilo que se consolidou como verdadeiro sob o ponto de vista da ação."

Aqui, "aquilo" funciona como sujeito da oração "que se consolidou..." e remete a um conceito abstrato (a moral como costume). Trocar por "o" produziria "É o que se consolidou...", que, embora soe parecido, muda a classe e a referência: "o" seria artigo definido exigindo um substantivo, ou pronome demonstrativo masculino, mas não neutro. A banca explora exatamente essa confusão.

O comando

A questão pede um julgamento sobre substituição vocabular sem prejuízo de sentido e de correção gramatical. Isso exige testar duas coisas: (1) se a troca mantém o referente (o que "aquilo" aponta) e (2) se a estrutura sintática continua íntegra. Não basta a frase "soar bem" — é preciso que a função e o sentido sejam idênticos.

O texto e o trecho

O texto distingue ética e moral. No trecho citado, o autor define moral: "É aquilo que se consolidou como verdadeiro sob o ponto de vista da ação". O pronome "aquilo" é um demonstrativo neutro que resume toda a ideia anterior — a moral como costume, como padrão cultural. Ele não se refere a um substantivo específico, mas a uma noção abstrata.

A técnica que decide

  • "Aquilo" = pronome demonstrativo neutro (invariável), usado para retomar orações ou ideias.

  • "O" = artigo definido masculino singular, que exige um substantivo seguinte, ou pronome demonstrativo (equivalente a "aquele"), mas não neutro.

No trecho, "aquilo" é sujeito de "que se consolidou". Se substituirmos por "o", teremos "É o que se consolidou...". Nessa construção, "o" funcionaria como pronome demonstrativo ("aquele"), mas a referência deixaria de ser neutra e passaria a depender de um antecedente masculino — que não existe no contexto. Além disso, a correção gramatical fica comprometida, pois "o" não pode ser sujeito de "que se consolidou" da mesma forma que "aquilo".

Análise do item

Item — ❌ Errado ⟵ GABARITO

A afirmação do item é falsa. Vejamos por quê:

  1. Sentido: "aquilo" retoma a ideia de moral (algo abstrato, neutro). "O" não tem essa neutralidade; remeteria a um substantivo masculino específico, que não está expresso. Haveria perda de referência.

  1. Correção gramatical: "É aquilo que se consolidou" — "aquilo" é sujeito. "É o que se consolidou" — "o" seria pronome demonstrativo, mas a construção fica ambígua e artificial, e a norma culta prefere "aquilo" para retomar ideias. A troca não é neutra.

  1. Comparação:

Aspecto

"aquilo"

"o"

Classe

Pronome demonstrativo neutro

Artigo definido / pronome demonstrativo masculino

Referência

Ideia abstrata (moral)

Substantivo masculino (inexistente no contexto)

Função sintática

Sujeito

Não exerce a mesma função com clareza

Efeito

Mantém o sentido original

Altera o sentido e a estrutura

Portanto, a substituição não é possível sem prejuízo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca aposta na semelhança sonora entre "aquilo" e "o" em "é o que". O candidato pode achar que são equivalentes, mas a referência neutra de "aquilo" é insubstituível por um artigo masculino.

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar substituições, pergunte: o que o pronome retoma? Se retoma uma ideia inteira, exija um demonstrativo neutro (isso, aquilo). Se retoma um substantivo, aí sim o artigo pode funcionar.

Conclusão: o item está errado, pois a troca de "aquilo" por "o" altera o sentido e compromete a correção gramatical. A resposta correta é a letra E.

Gabarito: letra E

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