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Questão de Português — Geral — Quadrix 2026

PortuguêsGeral
Código
qa395491
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO 2
Ano
2026
Cargo
Age Fis ( )

O paradoxo do compliance:
diagnóstico claro, tratamento não

 

Imagine um médico que identifica perfeitamente a doença, mas questiona a eficácia do próprio tratamento que prescreve. É isso que revela a pesquisa “Corrupção e Integridade no Mercado Brasileiro”, conduzida pela Transparência Internacional em 2025 com 96 profissionais de compliance.

 

Os números são preocupantes: 96% dos especialistas concordam que práticas ilegais impactam negativamente o ambiente de negócios brasileiro. Porém, apenas 69% confiam que a due diligence das empresas é adequada para identificar e evitar essas relações perigosas.

 

O problema não está na falta de consciência sobre os riscos, e sim na abordagem fragmentada. Conforme apontado pela pesquisa, 47% veem melhora nas práticas de integridade corporativa, mas isso pode refletir mais uma sofisticação dos processos do que uma mudança real na cultura organizacional.

 

Quando 59% dos especialistas em compliance não veem nenhuma instituição como verdadeiramente comprometida, estamos diante de uma crise de legitimidade. Aqui reside uma oportunidade transformadora: as empresas podem liderar pelo exemplo.

 

Isso exige coragem para ir além do compliance reativo e abraçar uma governança proativa.

 

O caminho passa por três pilares fundamentais: transparência radical nos processos decisórios, accountability real (não apenas formal) e engajamento genuíno com stakeholders. Nesse sentido, estudos recentes indicam que 91% das empresas já utilizam tecnologia em seus programas de compliance, sendo que a inteligência artificial (IA) já é adotada por 42% das organizações dentro de regras de governança. A IA oferece algo que nunca tivemos antes: a capacidade de detectar padrões invisíveis ao olho humano e antecipar riscos em tempo real.

 

A verdadeira revolução acontecerá quando pararmos de ver integridade como custo de conformidade e começarmos a enxergá‑la como fonte de vantagem competitiva sustentável. O paradoxo da integridade corporativa tem solução: parar de tratar ética como obrigação e começar a vê‑la como oportunidade. Quem fizer essa transição primeiro não apenas sobreviverá aos desafios atuais, mas também prosperará no futuro que está sendo construído agora.

 

Internet: <www.exame.com> (com adaptações).

Texto para o item.

   

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.

 

Suponha‑se que um agente fiscal, ao elaborar um relatório, tenha empregado a formulação “Constatou‑se que 91% das entidades investigadas adotam recursos tecnológicos em seus programas de conformidade.”. Nesse caso, é correto afirmar que se estaria adotando um registro linguístico totalmente adequado ao contexto formal do documento, em substituição a expressões coloquiais como “Quase todas as empresas analisadas já usam tecnologias no compliance”.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Adequação do registro linguístico em contexto formal

Gabarito: Certo. A formulação do agente fiscal — “Constatou-se que 91% das entidades investigadas adotam recursos tecnológicos em seus programas de conformidade.” — é totalmente adequada ao registro formal de um relatório, pois emprega construções impessoais (verbo na terceira pessoa com “se”), vocabulário técnico e estrutura sintática completa, em substituição à expressão coloquial “Quase todas as empresas analisadas já usam tecnologias no compliance”. O texto-base sustenta essa adequação ao afirmar que “91% das empresas já utilizam tecnologia em seus programas de compliance”, e a reescrita mantém o sentido, apenas elevando o nível de formalidade.

O que a questão pede

O comando é de julgamento (Certo/Errado) sobre a adequação do registro linguístico. Não se trata de interpretar o conteúdo do texto, mas de avaliar se a reescrita proposta é compatível com o contexto formal de um documento oficial (relatório de fiscalização). A banca quer que você reconheça as marcas de formalidade e coloquialidade.

Análise da substituição

A expressão original do texto é:

“91% das empresas já utilizam tecnologia em seus programas de compliance”

A formulação do agente:

“Constatou-se que 91% das entidades investigadas adotam recursos tecnológicos em seus programas de conformidade.”

Compare os elementos:

Elemento

Original (coloquial)

Reescrita (formal)

Sujeito

“as empresas”

“as entidades investigadas”

Verbo

“utilizam”

“adotam”

Substantivo

“tecnologia”

“recursos tecnológicos”

Termo técnico

“compliance”

“programas de conformidade”

Estrutura

frase direta

“Constatou-se que…” (impessoal)

A reescrita eleva o nível de formalidade: usa a voz passiva sintética (“Constatou-se”), vocabulário mais técnico (“entidades investigadas”, “recursos tecnológicos”, “programas de conformidade”) e evita a contração coloquial “já usam”. Isso é exatamente o que se espera em um relatório oficial.

Por que a alternativa está correta

A afirmação do item é: “é correto afirmar que se estaria adotando um registro linguístico totalmente adequado ao contexto formal do documento”. Isso é verdadeiro. A reescrita é formal, impessoal e clara, atendendo aos requisitos da redação oficial (clareza, precisão, formalidade). Não há qualquer inadequação — pelo contrário, a substituição melhora a adequação ao contexto.

Conclusão

CERTO. A formulação do agente é adequada ao registro formal, pois substitui expressões coloquiais por construções impessoais e vocabulário técnico, mantendo o sentido original. A banca não exige que a reescrita seja idêntica ao texto, apenas que seja adequada ao contexto formal — e ela é.

Gabarito: Certo.

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