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Questão de Português — Geral — INSTITUTO AOCP 2026

PortuguêsGeral
Código
qa395534
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
MPE GO
Ano
2026
Cargo
Ana MP ( )

Contato diário com cultura e arte pode desacelerar envelhecimento, diz estudo

 

Pesquisa feita com mais de 3.500 adultos sugere que prática de atividades ligadas à criatividade e cultura pode estar ligada a ritmo mais lento de envelhecimento celular

 

Sarah Macedo

 

Atividades como ouvir música, ler um livro, desenhar ou visitar um museu podem fazer mais pela sua saúde do que relaxar a mente. Segundo uma nova pesquisa da UCL (University College London), na Inglaterra, pessoas que mantêm contato frequente com artes e atividades culturais apresentam um ritmo mais lento de envelhecimento biológico.

 

O estudo, publicado em 11 de maio na revista Innovation in Aging, reuniu informações de mais de 3,5 mil adultos do Reino Unido, incluindo exames de sangue e questionários sobre hábitos culturais. Com esses dados, os pesquisadores conseguiram calcular a idade biológica dos participantes e acompanhar a velocidade com que o corpo envelhece.

 

Os resultados mostraram que pessoas que se envolviam com atividades artísticas semanalmente envelheciam cerca de 4% mais lentamente do que aquelas que quase nunca tinham esse tipo de contato. Já quem mantinha esse hábito ao menos uma vez por mês apresentava um envelhecimento cerca de 3% mais lento.

 

Em média, os participantes que realizavam alguma atividade artística semanalmente eram biologicamente um ano mais jovens do que aqueles que raramente se dedicavam a elas, enquanto as pessoas que praticavam exercícios físicos uma vez por semana apresentavam uma diferença de cerca de seis meses nessa mesma métrica.

 

Como o estudo foi feito

 

Para a pesquisa, os participantes precisaram responder com que frequência, ao longo do último ano, participaram de atividades como canto, dança, pintura, fotografia e artesanato, além de visitas a exposições, eventos culturais, museus, bibliotecas, arquivos e patrimônios históricos (como monumentos, prédios antigos e parques históricos).

 

“Os resultados fornecem evidências de que o envolvimento com as artes e a cultura deve ser reconhecido como um comportamento promotor da saúde, de forma semelhante ao exercício físico”, disse Daisy Fancourt, psicobióloga da UCL e autora principal do estudo, em entrevista ao The Guardian.

 

Para Feifei Bu, pesquisadora da UCL e autora sênior do estudo, o estudo traz “a primeira evidência” de uma relação entre o envolvimento com atividades artísticas e cultura e um envelhecimento biológico mais lento. Segundo ela, os resultados reforçam pesquisas anteriores que associam as artes à redução do estresse, diminuição de inflamações e melhora do risco de doenças cardiovasculares, benefícios já observados com a prática de exercícios físicos.

 

Fancourt também destacou que diferentes atividades culturais podem impactar o organismo de maneiras distintas. “Cada tipo de atividade artística — ler, fazer música, assistir a apresentações culturais, visitar locais históricos — tem efeitos diferentes sobre nós cognitivamente, emocionalmente e fisiologicamente”, afirmou em entrevista à revista Smithsonian. “Por isso, se envolver em uma variedade de atividades, assim como manter uma alimentação diversificada, é extremamente benéfico para a saúde.” [...]

 

Adaptado de: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/05/contatodiario- com-cultura-e-arte-pode-desacelerar-envelhecimento-dizestudo. ghtml. Acesso em: 17 jun. 2026.

Em relação ao excerto “‘Os resultados fornecem evidências de que o envolvimento com as artes e a cultura deve ser reconhecido como um comportamento promotor da saúde, de forma semelhante ao exercício físico’, disse Daisy Fancourt, psicobióloga da UCL e autora principal do estudo, em entrevista ao The Guardian.”, assinale a alternativa correta.
  1. AO termo “que” é um pronome relativo, o qual retoma a palavra “evidências”.
  2. BO verbo “deve” é classificado como um auxiliar modal e veicula o sentido de possibilidade.
  3. CA substituição da expressão “promotor da saúde” por “que promove a saúde” geraria inadequação sintática e semântica ao excerto.
  4. DO uso das aspas indica que se trata de um discurso indireto reportado por Sarah Macedo.
  5. EAs vírgulas que isolam o trecho “psicobióloga da UCL e autora principal do estudo” são de uso obrigatório.
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GabaritoE — As vírgulas que isolam o trecho “psicobióloga da UCL e autora principal do estudo” são de uso obrigatório.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise sintática e de pontuação no excerto sobre cultura e envelhecimento

Gabarito: letra E. A alternativa correta é a única que trata de um caso de vírgula obrigatória: o trecho “psicobióloga da UCL e autora principal do estudo” é um aposto explicativo — termo que explica ou especifica o substantivo anterior (“Daisy Fancourt”) — e, por isso, deve vir isolado por vírgulas, como se lê no próprio excerto: “disse Daisy Fancourt, psicobióloga da UCL e autora principal do estudo, em entrevista ao The Guardian”. As demais alternativas ou classificam erroneamente o “que”, ou atribuem sentido indevido ao verbo “deve”, ou propõem uma substituição que não gera inadequação, ou confundem discurso direto com indireto.

O comando

A questão pede que se assinale a alternativa correta a respeito do excerto citado. Isso significa que cada afirmativa deve ser testada contra o que o texto efetivamente apresenta — não contra o que “parece” certo ou contra regras decoradas fora de contexto. O foco está em análise sintática (função do “que”, classificação do verbo, aposto) e em pontuação (uso das vírgulas e das aspas). É uma questão de gramática aplicada ao texto: a resposta se prova pelo efeito que cada elemento produz no trecho.

O texto

O excerto é uma citação em discurso direto da pesquisadora Daisy Fancourt, introduzida pelo verbo “disse”. A estrutura é: “Os resultados fornecem evidências de que o envolvimento com as artes e a cultura deve ser reconhecido como um comportamento promotor da saúde, de forma semelhante ao exercício físico”, disse Daisy Fancourt, psicobióloga da UCL e autora principal do estudo, em entrevista ao The Guardian. O trecho entre vírgulas — “psicobióloga da UCL e autora principal do estudo” — é um aposto explicativo: ele acrescenta uma informação sobre “Daisy Fancourt”, sem restringir ou limitar o sentido do nome. É exatamente esse o ponto que a alternativa E explora.

A técnica que decide

A regra é clara: aposto explicativo é um termo acessório da oração que explica, especifica ou desenvolve um termo anterior, e deve ser isolado por vírgulas (ou travessões, ou parênteses). No excerto, o aposto vem logo após o nome próprio e é intercalado por duas vírgulas. Retirar essas vírgulas tornaria o trecho confuso e sintaticamente inadequado, pois o aposto ficaria “grudado” ao nome sem a pausa que marca sua função explicativa. Portanto, o uso é obrigatório, não facultativo.

“disse Daisy Fancourt, psicobióloga da UCL e autora principal do estudo, em entrevista ao The Guardian.”

A passagem mostra o aposto entre vírgulas, confirmando a obrigatoriedade. As demais alternativas falham por diferentes razões, como se verá a seguir.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A afirmativa diz que o “que” é um pronome relativo que retoma “evidências”. Errado. No trecho “evidências de que o envolvimento com as artes e a cultura deve ser reconhecido”, o “que” é uma conjunção integrante, pois introduz uma oração subordinada substantiva completiva nominal — ela completa o sentido do substantivo “evidências” (evidências de quê? de que o envolvimento deve ser reconhecido). Se fosse pronome relativo, haveria um antecedente claro e a oração seria adjetiva (ex.: “as evidências que foram coletadas”). Aqui, o “que” não retoma “evidências”; ele apenas liga a oração ao termo anterior, funcionando como conectivo integrante. A alternativa troca a classe gramatical do “que”.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A afirmativa classifica “deve” como auxiliar modal com sentido de possibilidade. Errado. No contexto, “deve ser reconhecido” expressa obrigação ou necessidade — algo que se recomenda fazer, não uma mera possibilidade. O verbo “dever”, seguido de infinitivo, pode indicar:

Sentido

Exemplo

Obrigação/necessidade

“deve ser reconhecido” (recomendação forte)

Probabilidade/suposição

“ele deve estar em casa” (hipótese)

No excerto, a fala da pesquisadora defende que o envolvimento com artes precisa ser reconhecido como comportamento promotor de saúde — é uma recomendação, não uma conjectura. A alternativa atribui sentido indevido ao verbo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmativa diz que substituir “promotor da saúde” por “que promove a saúde” geraria inadequação sintática e semântica. Errado. A troca é perfeitamente adequada: “promotor da saúde” é uma locução adjetiva (promotor de saúde = que promove a saúde). A substituição por uma oração adjetiva equivalente mantém o sentido e a correção gramatical. Veja:

  • “comportamento promotor da saúde” → “comportamento que promove a saúde”

Ambas as formas são corretas e sinônimas. A alternativa inventa um problema que não existe.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A afirmativa diz que as aspas indicam discurso indireto reportado por Sarah Macedo. Errado. As aspas, no excerto, marcam discurso direto: a fala é reproduzida literalmente, com o verbo “disse” introduzindo a citação. Sarah Macedo é a autora do texto jornalístico, mas quem fala entre aspas é Daisy Fancourt. Discurso indireto seria algo como “Daisy Fancourt disse que os resultados fornecem evidências...”, sem aspas e com adaptação dos tempos verbais. A alternativa confunde os tipos de discurso.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmativa está correta: as vírgulas que isolam “psicobióloga da UCL e autora principal do estudo” são obrigatórias, pois o trecho é um aposto explicativo — termo que acrescenta uma informação sobre “Daisy Fancourt”, sem restringi-lo. A regra é: aposto explicativo sempre vem isolado por vírgulas (ou travessões/parenteses). A passagem confirma:

“disse Daisy Fancourt, psicobióloga da UCL e autora principal do estudo, em entrevista ao The Guardian.”

Sem as vírgulas, o aposto se fundiria ao nome, prejudicando a clareza e a função explicativa. Portanto, o uso é obrigatório, e a alternativa está correta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura conceitos de classes gramaticais e de pontuação. A alternativa A tenta confundir “que” conjunção integrante com pronome relativo; a B atribui sentido de possibilidade a “deve”, quando o contexto exige obrigação; a C nega uma substituição perfeitamente válida; a D inverte discurso direto e indireto. A única que acerta é a E, que reconhece o aposto explicativo.

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar o “que”, pergunte: há um substantivo antes que ele retoma? Se sim, é pronome relativo; se não, é conjunção integrante. E lembre: aposto explicativo sempre pede vírgulas.

Gabarito: letra E.

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