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Questão de Português — Geral — INSTITUTO AOCP 2026

PortuguêsGeral
Código
qa395562
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
MPE GO
Ano
2026
Cargo
Estag ( )

Boas amizades mudam o jeito que você vê o mundo e seu reflexo

 

Melhores amigos ‘perdem’ os limites do ‘eu próprio’ e englobam características e sentimentos da outra pessoa

 

Redação Galileu

 

Mais que amigos, friends: novo estudo sugere que suas amizades moldam, literalmente, a maneira como você enxerga o mundo e até seu próprio reflexo (!). Não é à toa que você guarda ressentimentos indiretos contra pessoas que, de outra forma, não teria motivos para não gostar.

 

Publicada no Journal of Social and Personal Relationships, a pesquisa realizou testes de imagens com participantes voluntários. Em um momento, os cientistas pediram que eles indicassem se a foto de um rosto que aparecia em uma tela pertencia a eles mesmos ou a outra pessoa.

 

De acordo com o relatório, os participantes demoraram mais tempo para distinguir sua própria imagem do que a de um amigo ou a de uma celebridade.

 

Para os pesquisadores, reconhecer um amigo como uma pessoa que não é você mesmo parece consumir energia extra da mente — seria um processo, e não somente uma reação intuitiva de parar, olhar para seu colega e pensar: “ah sim, é outra pessoa”.

 

O estudo não foi muito extenso, mas sugere que uma amizade próxima representa não só uma conexão entre, pelo menos, dois indivíduos, mas também a indefinição dos limites entre dois “eus”.

 

Outra pesquisa de 2013 descobriu que o cérebro reage da mesma maneira a uma ameaça contra um amigo como se fosse você que estivesse recebendo o sinal de perigo. Análises anteriores também apontaram que bons amigos agem como um “Google” para as histórias de vida um do outro, no fenômeno chamado “memória transacionada”. Isso significa que você contou tantas coisas ao seu amigo que não precisa se esforçar para lembrar de algo, pois confia que a outra pessoa irá saber de algum fato se você precisar.

 

Segundo o portal The Cut, psicólogos nomeiam de “auto-expansão” a ideia de que, à medida que uma amizade se aprofunda, seu senso de si cresce, chegando a abranger parte do outro indivíduo dentro de si próprio. Ou seja, você envolve seus amigos no âmago da sua personalidade, até no mais básico sentimento.

 

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2018/08/boas-amizades-mudam-o-jeito-que-voce-ve-o-mundo-e-seu-reflexo.html. Acesso em: 17 jun. 2026.

Assinale a alternativa que analisa corretamente o excerto “Segundo o portal The Cut, psicólogos nomeiam de ‘auto-expansão’ a ideia de que, à medida que uma amizade se aprofunda, seu senso de si cresce [...]”.
  1. AA oração iniciada por “à medida que” expressa a causa do evento presente na oração posterior.
  2. BA primeira vírgula presente no excerto é de uso facultativo, visto que tem a função estilística de gerar uma pausa dramática no excerto.
  3. CO termo “seu” é um pronome possessivo que atua na coesão textual retomando a palavra “psicólogos”.
  4. DEm “auto-expansão”, o uso do hífen está de acordo com as regras atuais de ortografia, pois o segundo elemento se inicia com uma vogal.
  5. EO pronome “se” não pode ser movido para depois do verbo sem que isso infrinja as regras de colocação pronominal da norma-padrão.
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GabaritoE — O pronome “se” não pode ser movido para depois do verbo sem que isso infrinja as regras de colocação pronominal da norma-padrão.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise do excerto: colocação pronominal e relações sintáticas

Gabarito: letra E. A alternativa correta afirma que o pronome "se" não pode ser movido para depois do verbo sem infringir as regras de colocação pronominal da norma-padrão. No excerto, o "se" está em posição proclítica (antes do verbo) porque há um fator de próclise: a conjunção subordinativa "que" atrai o pronome. Movê-lo para depois do verbo (ênclise) violaria a regra que proíbe ênclise após palavra atrativa.

O comando pede que se analise corretamente o excerto, o que exige conhecimento de gramática normativa aplicada ao trecho. Não se trata de interpretação de sentido, mas de reconhecimento de fenômenos sintáticos e ortográficos. A banca testa, sobretudo, a capacidade de identificar a função do "se", do "seu", da vírgula e do hífen, além da relação semântica estabelecida por "à medida que".

O excerto é: "Segundo o portal The Cut, psicólogos nomeiam de 'auto-expansão' a ideia de que, à medida que uma amizade se aprofunda, seu senso de si cresce [...]". A oração "à medida que uma amizade se aprofunda" expressa uma ideia de proporcionalidade/tempo, e o "se" em "se aprofunda" é um pronome apassivador ou parte integrante do verbo, mas, sintaticamente, está em próclise obrigatória por ser atraído pela conjunção "que".

A técnica central é identificar os fatores de próclise. Palavras como "que", "se", "não", "quando", "como", "embora", entre outras, atraem o pronome para antes do verbo. No trecho, "que" (conjunção integrante) atrai o "se", tornando a próclise obrigatória. Mover o pronome para depois do verbo ("aprofunda-se") seria um erro, pois a norma-padrão proíbe ênclise após palavra atrativa. Essa é a regra que decide a alternativa E.

Colocação pronominal
  • 1Próclise (antes do verbo)
    • Palavras atrativas
      • "que", "se", "não"
      • "quando", "como", "embora"
    • Obrigatória após atrativa
  • 2Ênclise (depois do verbo)
    • Proibida após palavra atrativa
  • 3No excerto
    • "se aprofunda"
    • Atraído por "que"
    • Não pode virar "aprofunda-se"
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A oração iniciada por "à medida que" expressa proporcionalidade, não causa. No excerto, "à medida que uma amizade se aprofunda" indica uma relação de proporção: o crescimento do senso de si ocorre na mesma medida em que a amizade se aprofunda. A alternativa erra ao classificar como causa, confundindo a relação semântica. A causa seria expressa por "porque", "já que", "uma vez que".

Alternativa B — ❌ Incorreta

A primeira vírgula (após "The Cut") é obrigatória, não facultativa. Ela isola uma locução adverbial deslocada ("Segundo o portal The Cut"), que está no início da oração. A norma-padrão exige vírgula para separar adjuntos adverbiais deslocados. A alternativa erra ao chamá-la de facultativa e atribuir função estilística.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O termo "seu" é um pronome possessivo, mas retoma "amizade" (ou "senso de si"), não "psicólogos". No excerto, "seu senso de si cresce" refere-se ao senso de si da pessoa cuja amizade se aprofunda, não aos psicólogos. A alternativa erra ao apontar o referente incorreto, confundindo a coesão referencial.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Em "auto-expansão", o hífen está correto, mas a justificativa está errada. A regra atual (Acordo Ortográfico de 1990) mantém o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com a mesma vogal (auto + expansão = auto-expansão). A alternativa erra ao afirmar que o hífen se justifica porque o segundo elemento se inicia com vogal, sem mencionar a exigência de serem a mesma vogal.

Alternativa E — ✅ Correta

O pronome "se" está em próclise obrigatória porque é atraído pela conjunção "que". Mover para depois do verbo ("aprofunda-se") infringiria a regra que proíbe ênclise após palavra atrativa. A alternativa está correta ao afirmar que o "se" não pode ser movido sem violar a norma-padrão.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre próclise e ênclise, e a tentação de achar que o "se" pode ser movido livremente. Lembre-se: palavra atrativa (que, se, não, quando) obriga próclise.

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar colocação pronominal, identifique primeiro se há palavra atrativa antes do verbo. Se houver, a próclise é obrigatória.

Gabarito: letra E

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