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Questão de Português — Geral — Quadrix 2026

PortuguêsGeral
Código
qa395564
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO 2
Ano
2026
Cargo
Ana Fis ( )
Conselhos de fiscalização profissional e proteção da sociedade

        As profissões são necessárias ao desenvolvimento de uma sociedade, razão pela qual a Constituição Federal aponta o valor social do trabalho e da livre iniciativa como um dos fundamentos da República. Elas têm repercussão social, por isso é necessário proteger a coletividade. É nesse contexto em que os conselhos de fiscalização profissional se destacam como entidades que regulamentam, normatizam e fiscalizam o exercício da profissão em prol da sociedade.

        Embora a Constituição Federal tenha outorgado à União a competência para legislar e fiscalizar o exercício profissional, em determinadas profissões essa função foi delegada aos denominados conselhos de fiscalização profissional. Como entidades não integrantes da administração pública, os conselhos de fiscalização profissional têm autonomia financeira e administrativa, não recebem subvenções ou repasses financeiros da União e tampouco estão submetidos à supervisão ministerial.

        Dada a sua natureza autárquica, os conselhos têm personalidade jurídica de direito público e se submetem aos ditames constitucionais. Os conselhos de fiscalização profissional, portanto, estão submetidos ao sistema de concurso público, são obrigados à realização de processo licitatório e seus atos são controlados e fiscalizados pelo TCU.

        Os conselhos de fiscalização profissional têm papel fundamental na proteção à saúde, à vida, ao bem‑estar, à segurança e à liberdade da população e só podem cumprir essas funções a partir de seu reconhecimento como pessoas jurídicas de direito público. Para o pleno exercício de suas funções, os atos emanados dos conselhos de fiscalização profissional devem ter discricionariedade, coercibilidade e autoexecutoriedade a fim de que se imponham restrições aos direitos individuais dos profissionais em favor dos interesses maiores da coletividade. Portanto, cabe à população e aos profissionais entender e defender o papel fundamental dos conselhos de fiscalização profissional na defesa dos interesses coletivos.


Internet: <cremers.org.br>  (com adaptações).

Texto para o item.

   

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

 

No trecho “As profissões são necessárias ao desenvolvimento de uma sociedade, razão pela qual a Constituição Federal aponta o valor social do trabalho e da livre iniciativa como um dos fundamentos da República.”, a expressão “razão pela qual” estabelece relação de causalidade entre as ideias do período, introduzindo a consequência que decorre da causa previamente enunciada.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Relação de causalidade no trecho: “razão pela qual”

Gabarito: C (Certo). A expressão “razão pela qual” estabelece, sim, relação de causalidade: a primeira oração (“As profissões são necessárias ao desenvolvimento de uma sociedade”) é a causa, e a segunda (“a Constituição Federal aponta o valor social do trabalho e da livre iniciativa como um dos fundamentos da República”) é a consequência. O trecho do texto que comprova isso é exatamente o citado no enunciado, e a análise sintático-semântica do conectivo confirma o valor consecutivo-causal.

O comando

A questão pede que você julgue (Certo/Errado) uma afirmação sobre o valor semântico de uma expressão dentro do texto. Isso é uma questão de compreensão de texto aliada a gramática em uso: não se trata de decorar regra, mas de perceber como o conectivo organiza as ideias no período. O comando é direto: “a expressão ‘razão pela qual’ estabelece relação de causalidade… introduzindo a consequência que decorre da causa previamente enunciada”. Você precisa verificar se essa leitura é fiel ao que o texto apresenta.

O texto e o trecho em foco

O texto fala sobre a importância dos conselhos de fiscalização profissional. No primeiro parágrafo, o autor constrói uma cadeia lógica: as profissões são necessárias → por isso a Constituição as valoriza → por isso é preciso proteger a coletividade → por isso existem os conselhos. O trecho destacado é o elo inicial dessa corrente:

“As profissões são necessárias ao desenvolvimento de uma sociedade, razão pela qual a Constituição Federal aponta o valor social do trabalho e da livre iniciativa como um dos fundamentos da República.”

Aqui, “razão pela qual” equivale a “por essa razão”, “por isso”, “portanto”. A primeira oração apresenta um fato (as profissões são necessárias); a segunda apresenta a decorrência desse fato (a Constituição as reconhece como fundamento). Ou seja: a necessidade das profissões é a causa; o reconhecimento constitucional é a consequência.

A técnica que decide

Para identificar o valor de um conectivo, pergunte: que relação lógica ele instaura entre as ideias? Se a primeira ideia é o motivo e a segunda é o efeito, temos causalidade. No caso, “razão pela qual” é uma locução conjuntiva conclusiva (ou consecutiva), que introduz a consequência. Veja a estrutura:

  • Causa: As profissões são necessárias ao desenvolvimento de uma sociedade.

  • Consequência: A Constituição aponta o valor social do trabalho e da livre iniciativa como fundamento da República.

A banca não pede para você identificar se é causa ou consequência em si, mas se a expressão estabelece relação de causalidade e se introduz a consequência. Isso está exatamente correto.

Por que as outras opções não se aplicam

Como é uma questão de Certo/Errado, não há alternativas A–E. A única opção é julgar a afirmação. Ela é verdadeira, pois o texto e a gramática confirmam o valor causal-consecutivo de “razão pela qual”.

Pegadinha

Não há pegadinha real aqui. A banca apenas testa se você reconhece o valor semântico de um conectivo comum. O risco seria confundir “razão pela qual” com uma relação de finalidade (para que) ou de condição (se), mas o contexto deixa claro o valor de consequência.

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar conectivos, substitua mentalmente por sinônimos: “razão pela qual” = “por isso” = “portanto”. Se a substituição mantém o sentido, o valor é conclusivo/consecutivo. Desconfie de conectivos que indicam oposição (mas, porém), condição (se, caso) ou finalidade (para que).

Conclusão

A afirmação está correta. A expressão “razão pela qual” estabelece relação de causalidade, e a segunda oração é a consequência da causa enunciada na primeira. Gabarito: C (Certo).

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