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Questão de Português — Geral — Quadrix 2026

PortuguêsGeral
Código
qa395575
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO 2
Ano
2026
Cargo
Ana Fis ( )
Como governança e ESG estão redesenhando o papel da liderança

         O conceito de governança ambiental, social e corporativa, também conhecido como ESG, se consolidou como um pilar essencial da estratégia empresarial. Para 2026, a expectativa é que seja um ano de maior rigor regulatório, transparência, uso da tecnologia e integração do ESG à governança corporativa, com impactos diretos na forma como as empresas operam, reportam e atraem investimentos.

        O que muitos parecem esquecer é que o “G”, de governança, é o elemento silencioso que sustenta o “E” e o “S” do ESG. Sem uma governança forte, transparente e estruturada, as práticas ambientais e sociais perdem seu valor.

        Quando falha, o impacto é imediato e vai desde a perda de confiança do mercado até a violação de normas e regulamentações. No entanto, quando a governança funciona, os efeitos são poderosos, pois ela aumenta a confiança, agrega valor e gera impacto positivo para toda a sociedade.

        Além de refletir riscos reputacionais e financeiros, o não cumprimento das diretrizes ESG representa um risco jurídico real e crescente para os líderes empresariais. Casos de greenwashing e social washing afetam a imagem institucional e podem configurar práticas enganosas e fraudulentas, especialmente em setores regulados ou com forte exposição pública. A responsabilização penal e cível dos executivos, nesses contextos, é cada vez mais frequente, inclusive em ações coletivas ou de consumidores.

        A ausência de mecanismos robustos de controle interno das organizações, auditoria independente e prestação de contas pode ser interpretada como negligência ou omissão da alta administração, inclusive configurando violação de dever fiduciário. Mais do que delegar o tema ao setor de compliance, portanto, é essencial que os C‑levels assumam liderança ativa, direta e estratégica na integração do ESG à governança corporativa. O cenário regulatório atual impõe desafios significativos às empresas.

        A governança sólida será o diferencial competitivo de empresas preparadas para atender às expectativas dos investidores, dos consumidores e da sociedade. Assim, empresas que ignorarem a importância da governança, da transparência e da ética estarão sujeitas a riscos jurídicos significativos, incluindo a responsabilidade penal de executivos e perdas irreparáveis em reputação.

Internet: <exame.com>  (com adaptações).

Texto para o item.

   

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.

 

No período “Quando falha, o impacto é imediato e vai desde a perda de confiança do mercado até a violação de normas e regulamentações.”, em razão do paralelismo, a inserção do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” que antecede a palavra “violação” é de caráter obrigatório.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase e paralelismo no trecho “Quando falha...”

Gabarito: letra E (Errado). A inserção do acento grave em “a violação” é facultativa, não obrigatória, porque o termo regente é o verbo ir (“vai ... até a violação”), que admite a preposição a sem exigir artigo diante do substantivo feminino “violação”. O paralelismo com “perda de confiança” não impõe a crase; apenas a torna possível. Como se vê no trecho:

“Quando falha, o impacto é imediato e vai desde a perda de confiança do mercado até a violação de normas e regulamentações.”

Aqui, “vai” rege a preposição a (ir a algo), e “violação” é um substantivo que pode ou não vir precedido de artigo definido feminino “a”. Quando há preposição + artigo facultativo, a crase é facultativa — exatamente o caso.

O comando da questão

O item afirma que, “em razão do paralelismo”, a crase seria obrigatória. Isso mistura dois conceitos: paralelismo (simetria estrutural entre termos coordenados) e crase (fusão de preposição + artigo). O paralelismo exige que os termos coordenados tenham a mesma função sintática e estrutura semelhante — aqui, “perda de confiança” e “violação de normas” são ambos objetos da preposição “até”. Mas o paralelismo não altera a regência do verbo “ir” nem obriga o uso de artigo antes de “violação”.

A regra que decide

A crase é obrigatória quando há preposição “a” + artigo “a” e o termo seguinte é feminino e admite artigo. É facultativa quando o substantivo feminino pode vir sem artigo, como em “a violação” (compare: “ir a violação” é possível, embora menos comum). No trecho, o verbo “vai” rege a preposição “a”, mas o substantivo “violação” não exige artigo — por isso, escrever “até a violação” ou “até à violação” são ambas formas corretas. A banca tenta fazer o candidato acreditar que o paralelismo com “perda de confiança” (que tem artigo “a” antes de “perda”) obrigaria a repetir o artigo antes de “violação”, mas isso é falso: o paralelismo não impõe a presença de artigo, apenas a mesma função sintática.

Análise das alternativas

1Verbo "ir" rege preposição "a"
2Substantivo "violação"
Admite artigo (a violação)
Dispensa artigo (a violação)
3Consequência
Crase facultativa
Não é obrigatória
4Paralelismo
Exige mesma função sintática
Não impõe artigo
Crase em "até a violação"
LEVELsoulevel.com.br
Crase em "até a violação": Verbo "ir" rege preposição "a"; Substantivo "violação" (Admite artigo (a violação), Dispensa artigo (a violação)); Consequência (Crase facultativa, Não é obrigatória); Paralelismo (Exige mesma função sintática, Não impõe artigo)

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmação de que a crase é obrigatória está errada. O trecho admite tanto “até a violação” quanto “até à violação”, pois o artigo é facultativo diante de “violação”. O paralelismo não torna a crase obrigatória; ele apenas sugere uma simetria que pode ser mantida com ou sem crase.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A crase é facultativa no contexto. O verbo “vai” rege a preposição “a”, mas o substantivo “violação” não exige artigo definido. Portanto, a inserção do acento grave é opcional, não obrigatória. O item está errado ao afirmar que é obrigatória.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre paralelismo e regência. O paralelismo pede simetria estrutural, não a repetição obrigatória de artigos. A crase só é obrigatória quando o artigo é indispensável ao sentido — aqui, ele é dispensável.

PEGA ESSA DICA!

Para testar a obrigatoriedade da crase, substitua o termo feminino por um masculino: se “ir a o violação” não faz sentido, o artigo é obrigatório; se “ir a violação” é possível, a crase é facultativa. No caso, “ir a violação” é aceitável, logo facultativa.

Conclusão: a questão cobra a distinção entre crase obrigatória e facultativa. O paralelismo não altera a regência; a crase permanece facultativa. Portanto, gabarito: letra E.

Gabarito: letra E

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