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Questão de Português — Geral — Quadrix 2026

PortuguêsGeral
Código
qa395577
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO 2
Ano
2026
Cargo
Ana Fis ( )
Como governança e ESG estão redesenhando o papel da liderança

         O conceito de governança ambiental, social e corporativa, também conhecido como ESG, se consolidou como um pilar essencial da estratégia empresarial. Para 2026, a expectativa é que seja um ano de maior rigor regulatório, transparência, uso da tecnologia e integração do ESG à governança corporativa, com impactos diretos na forma como as empresas operam, reportam e atraem investimentos.

        O que muitos parecem esquecer é que o “G”, de governança, é o elemento silencioso que sustenta o “E” e o “S” do ESG. Sem uma governança forte, transparente e estruturada, as práticas ambientais e sociais perdem seu valor.

        Quando falha, o impacto é imediato e vai desde a perda de confiança do mercado até a violação de normas e regulamentações. No entanto, quando a governança funciona, os efeitos são poderosos, pois ela aumenta a confiança, agrega valor e gera impacto positivo para toda a sociedade.

        Além de refletir riscos reputacionais e financeiros, o não cumprimento das diretrizes ESG representa um risco jurídico real e crescente para os líderes empresariais. Casos de greenwashing e social washing afetam a imagem institucional e podem configurar práticas enganosas e fraudulentas, especialmente em setores regulados ou com forte exposição pública. A responsabilização penal e cível dos executivos, nesses contextos, é cada vez mais frequente, inclusive em ações coletivas ou de consumidores.

        A ausência de mecanismos robustos de controle interno das organizações, auditoria independente e prestação de contas pode ser interpretada como negligência ou omissão da alta administração, inclusive configurando violação de dever fiduciário. Mais do que delegar o tema ao setor de compliance, portanto, é essencial que os C‑levels assumam liderança ativa, direta e estratégica na integração do ESG à governança corporativa. O cenário regulatório atual impõe desafios significativos às empresas.

        A governança sólida será o diferencial competitivo de empresas preparadas para atender às expectativas dos investidores, dos consumidores e da sociedade. Assim, empresas que ignorarem a importância da governança, da transparência e da ética estarão sujeitas a riscos jurídicos significativos, incluindo a responsabilidade penal de executivos e perdas irreparáveis em reputação.

Internet: <exame.com>  (com adaptações).

Texto para o item.

   

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.

 

No período “Mais do que delegar o tema ao setor de compliance, portanto, é essencial que os C‑levels assumam liderança ativa, direta e estratégica na integração do ESG à governança corporativa.”, o segmento “que os C‑levels assumam liderança ativa, direta e estratégica na integração do ESG à governança corporativa” exerce a função sintática de sujeito da forma verbal “é”.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática da oração subordinada substantiva subjetiva

Gabarito: C (Certo). O segmento “que os C‑levels assumam liderança ativa, direta e estratégica na integração do ESG à governança corporativa” exerce, sim, a função de sujeito da forma verbal “é”. Trata-se de uma oração subordinada substantiva subjetiva, pois o verbo “é”, na construção “é essencial que...”, é um verbo de ligação cujo sujeito é a oração que vem após a conjunção “que”. A prova está na possibilidade de substituir a oração por um núcleo nominal: “A liderança ativa dos C-levels é essencial”.

O comando

A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre a função sintática de um segmento oracional. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise sintática aplicada a um trecho específico. O comando é direto: o candidato deve identificar se a oração destacada é o sujeito do verbo “é”.

O texto e o trecho analisado

O texto discute a importância da governança (o “G” do ESG) e a necessidade de os líderes assumirem papel ativo. No trecho final, o autor afirma:

“Mais do que delegar o tema ao setor de compliance, portanto, é essencial que os C‑levels assumam liderança ativa, direta e estratégica na integração do ESG à governança corporativa.”

A oração “que os C‑levels assumam liderança...” é introduzida pela conjunção integrante “que” e funciona como o sujeito do verbo “é”. A estrutura é: “é essencial [que os C-levels assumam liderança]” — ou seja, aquilo que é essencial é exatamente a ação de os C-levels assumirem liderança.

A técnica que decide

Para confirmar que uma oração é subjetiva (sujeito), aplica-se o teste da substituição por um nome:

  • “É essencial que os C-levels assumam liderança.”

  • A liderança ativa dos C-levels é essencial.”

Como a oração pode ser trocada por um sintagma nominal que ocupa a posição de sujeito, está provada a função. Além disso, o verbo “é” (verbo de ligação) exige um sujeito; sem a oração, a frase fica sem sentido: “é essencial” — essencial o quê? A oração completa o sentido, funcionando como sujeito.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre oração subjetiva e objetiva direta. Muitos candidatos, ao verem o verbo “assumir” (transitivo direto), pensam que a oração é objeto direto de “assumir”. Mas o verbo da oração principal é “é”, não “assumir”. A oração “que os C-levels assumam...” é o sujeito de “é”, e dentro dela “liderança” é que é o objeto direto de “assumir”.

Análise da alternativa

Alternativa C — ✅ CertoGABARITO

A afirmação está correta. A oração “que os C‑levels assumam liderança ativa, direta e estratégica na integração do ESG à governança corporativa” é o sujeito do verbo “é”. A prova é a substituição: “A liderança ativa dos C-levels é essencial”. A oração é uma subordinada substantiva subjetiva, pois exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A afirmação de que o segmento não exerce função de sujeito está errada. Como demonstrado, a oração é exatamente o sujeito de “é”. Quem marca esta alternativa confunde a função da oração com a função de outros termos, como objeto direto ou complemento nominal, mas a estrutura sintática do período não deixa dúvida: “é essencial que...” — a oração introduzida por “que” é o sujeito.

Conclusão

A questão cobra a identificação da oração subordinada substantiva subjetiva. O teste da substituição por um nome (“A liderança ativa é essencial”) resolve a questão sem margem para dúvida. Sempre que houver um verbo de ligação (“é”, “parece”, “fica”) seguido de predicativo e de uma oração com “que”, desconfie: ela pode ser o sujeito.

Gabarito: letra C (Certo).

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