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Questão de Português — Geral — FUNDATEC 2026

PortuguêsGeral
Código
qa395622
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Morro Reuter
Ano
2026
Cargo
Moto ( )

A história do avião feito no RS

 

Por Leandro Staudt

 

A indústria aeronáutica brasileira viveu um momento histórico em Porto Alegre no dia 5 de junho de 1986. A empresa gaúcha Aeromot realizou o batismo oficial do AMT-100 Ximango, o primeiro motoplanador fabricado no Brasil.

 

Fundada em 1967 pelos engenheiros Claudio Barreto Viana e João Claudio Jotz, dois ex-funcionários da Varig, a Aeromot iniciou como centro de manutenção de pequenos aviões no Aeroporto Salgado Filho. A empresa passou a fabricar componentes e peças, como poltronas e instrumentos. Nos anos 1980, surgiu a possibilidade de produzir pequenas aeronaves, após parceria com o projetista francês René Fournier.

 

Em um dia de festa, em 1986, o Ministro da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Otávio Júlio Moreira Lima, celebrou o avanço da indústria nacional e recebeu simbolicamente o primeiro motoplanador. Em reportagem sobre a cerimônia, foi informado que o Governo Federal encomendou um lote inicial de 100 unidades do Ximango para equipar aeroclubes do país e formar novos pilotos da aviação comercial. Entusiasmado com o baixo custo e a manutenção simples do modelo, o Ministro anunciou também o plano de adquirir exemplares para a academia da Força Aérea. Em notícias posteriores, porém, essa numerosa compra não se confirmou.

 

A Aeromot adquiriu os direitos da aeronave francesa RF-10 e transferiu todo o acervo técnico, a matriz e o ferramental para Porto Alegre. Com isso, a empresa gaúcha tornou-se a única fabricante desse modelo no mundo. No evento de lançamento, o Governador Jair Soares entregou a segunda unidade produzida ao piloto Wilson Fittipaldi, o primeiro comprador particular.

 

Em razão das restrições impostas pelo governo brasileiro à importação de componentes, a produção ficou abaixo da capacidade nos primeiros anos. Em 1988, foi revelado que a empresa poderia fabricar quatro aeronaves por mês, mas, devido à falta de insumos, montava apenas uma unidade. Na época, a Aeromot esperava cerca de 400 empregos. Também fazia poltronas para aviões da Varig e outras empresas.

 

Em março de 1990, quando embarcou dois Ximangos para a França, o balanço era de 25 aeronaves fabricadas desde o início da produção em série. Posteriormente, a indústria desenvolveu outras versões do modelo: AMT-200 Super Ximango e o AMT-300 Turbo Ximango Shark. Também produziu o AMT-600 Guri.

 

Em 2001, a empresa gaúcha ganhou destaque internacional quando o suíço-brasileiro Gérard Moss completou a volta ao mundo em um Super Ximango, após 100 dias de viagem.

 

O Ximango não é mais produzido. Ximango (ou Chimango) é uma ave de rapina comum no Rio Grande do Sul.

 

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/leandro-staudt/noticia/2026/06/lancado-em- 1986-a-historia-de-aviao-feito-no-rs-.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que NÃO apresenta um nome próprio e, portanto, que não necessita que seja escrito com letra maiúscula em todos os contextos.
  1. ABrasil.
  2. BAeromot.
  3. CVarig.
  4. DGaúcho.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Gaúcho.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Emprego de maiúsculas: nomes próprios × adjetivos pátrios

Gabarito: letra D. A alternativa D é a correta porque “gaúcho” é um adjetivo pátrio (designa quem nasceu no Rio Grande do Sul) e, como tal, escreve-se com letra minúscula em todos os contextos comuns — diferente de “Brasil”, “Aeromot” e “Varig”, que são nomes próprios e exigem maiúscula. O próprio texto confirma o uso: no último parágrafo, lê-se “Ximango (ou Chimango) é uma ave de rapina comum no Rio Grande do Sul” — e a palavra “gaúcho” aparece no título como parte de um nome próprio composto, mas isoladamente é adjetivo.

O comando

A questão pede a alternativa que NÃO apresenta um nome próprio e que, portanto, não necessita de maiúscula em todos os contextos. Isso é uma questão de ortografia (emprego de maiúsculas e minúsculas), não de interpretação de texto. O comando é direto: identificar a palavra que, por sua natureza gramatical, não é um nome próprio.

O texto e a regra

O texto fala da história do avião Ximango, fabricado pela empresa gaúcha Aeromot. Nele aparecem vários nomes próprios: “Brasil”, “Aeromot”, “Varig”, “Porto Alegre”, “Ximango”, “René Fournier”, etc. A questão, porém, não pede para analisar o texto em si, mas para reconhecer a classe das palavras listadas.

A regra é clara: nomes próprios (de pessoas, lugares, instituições, marcas) escrevem-se com inicial maiúscula. Já os adjetivos pátrios (que indicam naturalidade ou procedência) escrevem-se com inicial minúscula, salvo quando integram um nome próprio composto (ex.: “Rio Grande do Sul”, “Porto Alegre”). No caso de “gaúcho”, mesmo quando usado como substantivo (o gaúcho), a forma padrão é minúscula, pois não designa um ente único e específico, mas uma qualidade ou origem.

PEGA ESSA DICA!

Desconfie de palavras que, embora apareçam com maiúscula no texto (como “Gaúcho” no título), são essencialmente adjetivos. A maiúscula ali é circunstancial (faz parte de um nome próprio), não uma exigência da palavra em si.

Análise das alternativas

Maiúsculas
  • 1Nomes próprios (sempre maiúscula)
    • Topônimos (Brasil)
    • Instituições (Aeromot, Varig)
  • 2Adjetivos pátrios (minúscula)
    • Gaúcho
    • Maiúscula só em nome próprio composto
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Alternativa A — ❌ Incorreta

“Brasil” é um topônimo (nome de país) e, portanto, um nome próprio. Escreve-se sempre com maiúscula: “Brasil”. O texto usa “Brasil” no primeiro parágrafo: “o primeiro motoplanador fabricado no Brasil”. A alternativa está errada porque apresenta um nome próprio.

Alternativa B — ❌ Incorreta

“Aeromot” é o nome de uma empresa (instituição) e, portanto, um nome próprio. Escreve-se sempre com maiúscula: “Aeromot”. O texto menciona “A empresa gaúcha Aeromot”. A alternativa está errada porque apresenta um nome próprio.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“Varig” é o nome de uma empresa aérea (instituição) e, portanto, um nome próprio. Escreve-se sempre com maiúscula: “Varig”. O texto cita “dois ex-funcionários da Varig”. A alternativa está errada porque apresenta um nome próprio.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“Gaúcho” é um adjetivo pátrio (indica naturalidade: quem nasceu no Rio Grande do Sul). Como adjetivo, escreve-se com minúscula em contextos comuns: “o povo gaúcho”, “um gaúcho”. A maiúscula só aparece quando integra um nome próprio composto, como no título “A história do avião feito no RS” (que não usa a palavra) ou em “Gaúcho” como apelido de pessoa — mas isso é exceção, não regra. Portanto, é a única alternativa que não é um nome próprio e que não necessita de maiúscula em todos os contextos.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre adjetivo pátrio e nome próprio. “Gaúcho” pode parecer nome próprio por ser uma designação regional, mas gramaticalmente é adjetivo. As demais alternativas são nomes próprios inequívocos.

Conclusão: A única palavra que não é nome próprio é “gaúcho”. Portanto, a alternativa correta é a letra D.

Gabarito: letra D

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