Questão de Noções de Informática — Aplicativos para Videoconferência (Zoom, Google Meet, etc.) — Quadrix 2026
- Código
- qa407622
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- COREN AC
- Ano
- 2026
- Cargo
- Ass Com ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO. A afirmativa é falsa porque o Google Meet não aplica criptografia de ponta a ponta em todas as modalidades de uso — a criptografia de ponta a ponta (E2EE) é um recurso opcional e limitado a contas do Google Workspace (planos pagos), enquanto a criptografia padrão do Meet é a em trânsito (TLS), que protege os dados durante a transmissão, mas não impede que o próprio Google (ou terceiros com acesso aos servidores) acesse o conteúdo. A banca explora a confusão entre "criptografia em trânsito" e "criptografia de ponta a ponta".
A criptografia de ponta a ponta é um conceito de segurança em que apenas os participantes da comunicação possuem as chaves para decifrar o conteúdo — nem mesmo o provedor do serviço consegue acessar os dados. No Google Meet, a implementação padrão usa criptografia em trânsito (TLS/HTTPS), que protege os dados enquanto trafegam entre o dispositivo do usuário e os servidores do Google, mas o Google mantém acesso aos dados nos seus servidores. A E2EE no Meet foi introduzida como um recurso adicional e opcional, disponível apenas para contas do Google Workspace (planos pagos), e mesmo assim com limitações — por exemplo, não é compatível com todos os recursos da plataforma (como legendas automáticas, gravação na nuvem e alguns recursos de moderação).
Na prática, a diferença é crucial: com criptografia em trânsito, o Google (ou um invasor que comprometa os servidores) pode teoricamente acessar o conteúdo das reuniões; com E2EE, nem o Google consegue. A afirmativa diz que a criptografia "garante que apenas os participantes consigam acessar o conteúdo transmitido" e que isso ocorre "em todas as modalidades de uso" — ambas as partes são falsas: (1) a E2EE não é o padrão, é opcional; (2) não está disponível em todas as modalidades (apenas em planos pagos do Workspace).
A pegadinha da banca é clássica: o candidato que sabe que o Meet "usa criptografia" marca como certo, sem perceber que a questão exige distinguir o tipo de criptografia. A banca troca "criptografia em trânsito" (que é o padrão) por "criptografia de ponta a ponta" (que é exceção), e ainda adiciona o termo "todas as modalidades" para tornar a generalização ainda mais incorreta.
A banca troca o tipo de criptografia: o Google Meet usa criptografia em trânsito (TLS) como padrão, mas a questão afirma que é criptografia de ponta a ponta (E2EE) em todas as modalidades. A E2EE é um recurso opcional, disponível apenas para contas do Google Workspace (planos pagos), e mesmo assim com limitações. O candidato que sabe que o Meet "usa criptografia" marca como certo, sem perceber que o tipo é diferente — e o termo "todas as modalidades" é o gatilho para desconfiar: se fosse verdade, seria um recurso universal, o que não é.
A afirmativa está errada por dois motivos: (1) a criptografia de ponta a ponta não é o padrão do Google Meet — o padrão é a criptografia em trânsito (TLS), que protege os dados durante a transmissão, mas o Google mantém acesso ao conteúdo nos servidores; (2) a E2EE não está disponível em todas as modalidades — é um recurso opcional, restrito a contas do Google Workspace (planos pagos) e com limitações de compatibilidade com outros recursos (como legendas automáticas e gravação na nuvem). A expressão "em todas as modalidades de uso" é o termo que torna a generalização indevida: a E2EE não é universal no Meet.
Gabarito: ERRADO.
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