Questão de Noções de Informática — Conceitos Gerais de Sistemas Operacionais e Sistemas de Arquivos — Quadrix 2026
- Código
- qa407624
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- COREN AC
- Ano
- 2026
- Cargo
- Ass Com ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO. A afirmativa é falsa porque as atualizações do sistema Android não dependem apenas do Google e não são distribuídas de forma uniforme e simultânea para todos os dispositivos: o processo envolve, além do Google, os fabricantes (que adaptam o sistema aos seus aparelhos) e as operadoras (que podem atrasar ou bloquear a liberação). Essa fragmentação é uma característica marcante do ecossistema Android, em contraste com o iOS, da Apple.
O Android é um sistema operacional de código aberto (baseado no kernel Linux), o que permite que cada fabricante crie sua própria versão personalizada — as chamadas "ROMs" ou interfaces (como One UI da Samsung, MIUI da Xiaomi, etc.). Quando o Google lança uma nova versão do Android, ela é disponibilizada como código-fonte (AOSP — Android Open Source Project), mas cada fabricante precisa adaptá-la ao seu hardware, adicionar seus aplicativos e personalizações, testar e, muitas vezes, obter aprovação das operadoras antes de liberar a atualização via OTA (Over-The-Air). Esse processo é demorado e desigual: enquanto alguns aparelhos recebem a atualização em semanas, outros podem esperar meses ou até nunca recebê-la, dependendo da política de suporte do fabricante e do modelo do dispositivo.
Na prática, um exemplo claro: quando o Google lança o Android 14, os aparelhos Pixel (da própria Google) recebem a atualização quase imediatamente, pois o Google controla todo o processo. Já um aparelho de outra marca, como um Samsung Galaxy ou um Xiaomi, só recebe a atualização depois que a Samsung ou a Xiaomi adapta sua interface e libera a atualização — e, em alguns casos, a operadora ainda precisa aprovar. Isso explica por que a afirmativa está errada: a distribuição não é uniforme nem simultânea, e o Google não é o único responsável.
A pegadinha da banca está em afirmar que as atualizações dependem "apenas do Google" e são "uniformes e simultâneas" — uma generalização que ignora o papel central dos fabricantes e operadoras. O candidato que conhece o funcionamento do Android sabe que a fragmentação é a regra, não a exceção. Essa é uma distinção importante em relação ao iOS, onde a Apple controla tanto o hardware quanto o software, permitindo atualizações mais uniformes e rápidas.
A banca tenta fazer o candidato acreditar que o Android funciona como o iOS, com atualizações centralizadas e simultâneas. A pegadinha está na palavra "apenas" e na expressão "uniforme e simultânea": no Android, o Google fornece o sistema, mas os fabricantes e operadoras são elos essenciais no processo de distribuição. Lembre-se: fragmentação é a palavra-chave do Android.
A afirmativa está errada porque as atualizações do Android não dependem apenas do Google e não são distribuídas de forma uniforme e simultânea. O processo envolve:
Google: desenvolve o sistema e disponibiliza o código-fonte (AOSP);
Fabricantes: adaptam o sistema ao hardware, adicionam interfaces e personalizações, e liberam as atualizações para seus modelos;
Operadoras: podem atrasar ou bloquear a liberação das atualizações em aparelhos vendidos por elas.
Essa cadeia de dependências faz com que a distribuição seja fragmentada e desigual: alguns dispositivos recebem a atualização rapidamente (como os Pixel), outros demoram meses, e muitos modelos antigos ficam sem suporte. Portanto, a afirmativa contraria o funcionamento real do ecossistema Android.
Gabarito: ERRADO
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