Questão de Noções de Informática — Linux / Unix — Quadrix 2026
Noções de Informática›Linux / Unix
Código
qa408006
Banca
Quadrix
Órgão
CRF PR
Ano
2026
Cargo
Farm Fisc ( )
Quanto aos softwares de navegação, aos conceitos de worms e ao Android 9 (Pie), julgue o item seguinte.
No Android 9 (Pie), o sistema desativa automaticamente o mecanismo SELinux em modo enforcing para aumentar o desempenho do dispositivo, permitindo maior liberdade de acesso entre processos.
CCerto
EErrado
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GabaritoE — Errado
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Android 9 (Pie) e SELinux
Gabarito: ERRADO. A afirmativa é falsa porque o Android 9 (Pie) não desativa o SELinux em modo enforcing; pelo contrário, o sistema mantém e reforça o SELinux em modo enforcing como medida de segurança, restringindo o acesso entre processos — e não o contrário, como afirma o enunciado.
O SELinux (Security-Enhanced Linux) é um mecanismo de segurança do kernel Linux que implementa o controle de acesso obrigatório (MAC — Mandatory Access Control). Ele define políticas que determinam quais processos podem acessar quais arquivos, diretórios, portas de rede e outros recursos do sistema. No Android, o SELinux é um componente central da estratégia de segurança, pois isola aplicativos e limita o impacto de uma eventual vulnerabilidade.
O SELinux opera em dois modos principais: enforcing (aplicando as políticas e bloqueando acessos não permitidos) e permissive (apenas registrando as violações, sem bloqueá-las). O Android, desde a versão 5.0 (Lollipop), passou a adotar o modo enforcing de forma integral, e o Android 9 (Pie) continua com o SELinux em modo *enforcing, garantindo que as políticas de segurança sejam efetivamente aplicadas. Desativar o SELinux ou colocá-lo em modo *permissive reduziria a segurança do dispositivo, aumentando a superfície de ataque — o oposto do que a banca sugere.
A justificativa apresentada no enunciado — "aumentar o desempenho" e "permitir maior liberdade de acesso entre processos" — é uma inversão completa do propósito do SELinux. O SELinux não é desativado por questões de desempenho; ele é um mecanismo de segurança que, embora possa ter um custo mínimo de processamento, é mantido ativo justamente para proteger o sistema. A "liberdade de acesso entre processos" seria uma vulnerabilidade, não uma vantagem.
A pegadinha aqui é clássica: a banca inverte o sentido da política de segurança, apresentando a desativação de um mecanismo de proteção como se fosse uma otimização. O candidato que conhece o papel do SELinux no Android percebe imediatamente a inversão.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inverte o papel do SELinux: em vez de ser um mecanismo de segurança que restringe o acesso entre processos (modo enforcing), ela o apresenta como algo que seria desativado para aumentar a liberdade e o desempenho. O candidato que não sabe que o Android 9 mantém o SELinux em enforcing pode cair na armadilha de achar que a desativação é plausível.
SELinux no Android 9 (Pie)
1Modo de operação
Enforcing (aplica políticas e bloqueia)
Permissive (só registra, sem bloquear)
2No Android 9
Mantém enforcing (não desativa)
Restringe acesso entre processos
3Propósito
Segurança (controle de acesso obrigatório - MAC)
Isolar aplicativos
Limitar impacto de vulnerabilidades
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Alternativa E — ✅ Correta (gabarito)
A afirmativa está errada porque o Android 9 (Pie) mantém o SELinux em modo *enforcing, não o desativa. O SELinux é um mecanismo de segurança que aplica políticas de controle de acesso obrigatório, restringindo o que cada processo pode fazer. Desativá-lo ou colocá-lo em modo *permissive comprometeria a segurança do dispositivo, permitindo que um aplicativo malicioso acessasse dados de outros aplicativos ou do sistema. A alegação de que isso "aumenta o desempenho" e "permite maior liberdade de acesso entre processos" é uma inversão do propósito do mecanismo: o SELinux existe para restringir acessos, não para liberá-los.