Questão de Redes de Computadores — Comandos e Ferramentas de Diagnóstico de Redes (Nslookup, Traceroute, Ping, etc.) — FUNDATEC 2026
- Código
- qa427970
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- Pref Agudo
- Ano
- 2026
- Cargo
- Tec ( )
- A-n 999
- B-0
- C-a
- D-count
- E-t
GabaritoE — -t
Gabarito: letra E. No Windows, o parâmetro -t faz o comando ping ser executado de forma contínua, enviando pacotes ICMP Echo Request indefinidamente até que o usuário interrompa com Ctrl+C. É a sintaxe nativa do Windows — no Linux, o equivalente seria o parâmetro -c (count) ou a ausência de limite, mas a banca cobra especificamente o comportamento no sistema operacional Windows.
O comando ping é uma das ferramentas de diagnóstico de rede mais fundamentais. Ele utiliza o protocolo ICMP (Internet Control Message Protocol) para testar a conectividade entre dois dispositivos, enviando mensagens Echo Request e aguardando as respostas Echo Reply. O tempo de ida e volta (RTT — Round Trip Time) é medido e exibido, permitindo avaliar a latência e a disponibilidade do destino.
No Windows, o ping possui uma série de parâmetros que modificam seu comportamento. O mais cobrado em provas é justamente o -t, que altera o comportamento padrão do comando. Por padrão, o ping no Windows envia 4 pacotes e encerra. Com o -t, ele continua enviando pacotes até que o usuário pressione Ctrl+C para interromper. Essa é uma diferença importante em relação ao Linux, onde o comando ping já executa continuamente por padrão, e o parâmetro -c define um número específico de pacotes.
A pegadinha clássica desta questão é confundir os parâmetros entre sistemas operacionais. O candidato que conhece o ping do Linux pode ser tentado a escolher -n 999 (que no Windows define o número de pacotes, mas não é contínuo) ou -count (que não existe no Windows). A banca explora exatamente essa confusão entre as sintaxes dos dois sistemas.
A banca explora a confusão entre as sintaxes do ping no Windows e no Linux. No Linux, o ping já é contínuo por padrão e -c define a contagem; no Windows, o padrão é enviar 4 pacotes e -t torna contínuo. O candidato que conhece o Linux pode marcar -n 999 (que no Windows apenas define o número de pacotes, não a continuidade) ou -count (que não existe). Fique atento: a questão fala explicitamente em "sistemas operacionais Windows".
O parâmetro -n no Windows define o número de pacotes a serem enviados. ping -n 999 enviaria 999 pacotes e depois encerraria — não é contínuo. É o equivalente ao -c do Linux, mas com limite definido. A confusão aqui é achar que um número muito alto equivale a "infinito", mas o comando termina após enviar os 999 pacotes.
O parâmetro -0 não existe no comando ping do Windows. Não há funcionalidade associada a essa sintaxe. É um distrator puro, sem correspondência com nenhuma opção real do comando.
O parâmetro -a no Windows resolve o endereço de destino para o nome do host (resolução reversa de DNS). Ou seja, ping -a 192.168.1.1 exibe o nome da máquina junto com a resposta. Não tem relação com execução contínua.
O parâmetro -count não existe no ping do Windows. Essa é uma tradução literal do conceito de "contagem" que remete ao -c do Linux, mas não é uma sintaxe válida no Windows. É um distrator que explora o conhecimento de quem está acostumado com o Linux.
O parâmetro -t no Windows faz o ping executar continuamente, enviando pacotes ICMP Echo Request até que o usuário interrompa com Ctrl+C. É exatamente o que o enunciado pede: "executado continuamente até que seja forçada a sua parada".
Gabarito: letra E
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