Questão de Segurança da Informação — Malware (Vírus, Worms, Trojans, etc.) — INSTITUTO AOCP 2026
- Código
- qa428177
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- UNIRIO
- Ano
- 2026
- Cargo
- Tec ( )
- ASpyware.
- BEngenharia Social.
- CAdware.
- DRansomware.
- EBotnet.
GabaritoD — Ransomware.
Gabarito: letra D. O incidente descrito — servidores que deixam de responder, arquivos criptografados e exigência de pagamento em criptomoedas para restabelecer o acesso — é a assinatura clássica do ransomware, o software malicioso que sequestra dados por meio de criptografia e cobra um resgate (em inglês, ransom). A definição está no próprio enunciado e é corroborada pelo conceito técnico de ransomware.
O ransomware é um tipo de malware (software malicioso) cujo objetivo é a extorsão: ele criptografa os arquivos ou bloqueia o sistema da vítima e exige pagamento — geralmente em criptomoedas, como Bitcoin, para dificultar o rastreamento — em troca da chave de descriptografia. O nome vem da junção de ransom (resgate) com software. O ataque descrito na questão é um caso típico de cripto-ransomware, que criptografa o conteúdo dos arquivos, tornando-os inacessíveis. O primeiro caso documentado foi o trojan AIDS, de 1989, que criptografava arquivos e pedia US$ 189 para liberá-los. Desde então, o ransomware evoluiu e se tornou uma das ameaças mais lucrativas, como o WannaCry e o CryptoLocker.
O funcionamento é simples: após infectar o sistema, o malware criptografa os dados em segundo plano e exibe uma mensagem exigindo o resgate. Sem a chave, a descriptografia é praticamente impossível — e não há garantia de que o criminoso entregue a chave após o pagamento. Por isso, a principal defesa é a prevenção: backups regulares e offline, atualização de sistemas e conscientização dos usuários.
A banca explora aqui a distinção entre ransomware e outros malwares. O spyware espiona e coleta informações; o adware exibe propagandas indesejadas; a engenharia social é uma técnica de manipulação humana, não um malware; e a botnet é uma rede de computadores zumbis controlados remotamente. Nenhum deles criptografa dados para exigir resgate — essa é a marca registrada do ransomware.
Guarde o critério decisivo: se a ameaça criptografa dados e exige resgate, é ransomware. É exatamente esse critério que separa a alternativa correta das demais.
O spyware é um software espião que monitora as atividades do usuário e coleta informações (senhas, hábitos de navegação, dados sensíveis) sem o seu conhecimento, enviando-as a terceiros. Ele não criptografa arquivos nem exige resgate — sua finalidade é a espionagem, não a extorsão. A descrição do incidente (arquivos criptografados e pedido de pagamento) não se encaixa no spyware.
A engenharia social não é um malware, mas uma técnica de manipulação psicológica que explora a confiança, a ingenuidade ou o medo das pessoas para obter informações ou induzi-las a ações que comprometam a segurança. O phishing é um exemplo clássico. No incidente, não há menção a manipulação de pessoas — o ataque foi direto aos sistemas, com criptografia de arquivos.
O adware é um programa que exibe propagandas indesejadas, muitas vezes redirecionando o navegador ou poluindo a tela com anúncios. Ele pode ser irritante e até coletar dados, mas não criptografa arquivos nem exige resgate. A finalidade do adware é gerar receita publicitária, não extorquir a vítima.
O ransomware é exatamente o malware descrito: criptografa os dados do sistema e exige pagamento (resgate) para liberá-los. O enunciado menciona "arquivos essenciais substituídos por mensagens informando que todo o conteúdo foi criptografado" e "pagamento de um valor em criptomoedas" — características centrais do ransomware. Ele ataca diretamente a disponibilidade da informação, tornando-a inacessível até o pagamento.
A botnet é uma rede de computadores infectados (zumbis) controlados remotamente por um atacante, frequentemente usada para ataques DDoS, envio de spam ou mineração de criptomoedas. Embora o malware possa ser usado para criar botnets, a botnet em si não criptografa arquivos nem exige resgate — ela é uma infraestrutura de ataque, não um sequestrador de dados.
Gabarito: letra D — o malware utilizado foi o ransomware, que sequestra dados por criptografia e exige resgate.
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