Questão de Segurança da Informação — Malware (Vírus, Worms, Trojans, etc.) — Quadrix 2026
Segurança da Informação›Malware (Vírus, Worms, Trojans, etc.)
Código
qa428682
Banca
Quadrix
Órgão
COREN AC
Ano
2026
Cargo
Tec ( )
Em relação às noções de worms e pragas virtuais e aos aplicativos para segurança, julgue o item a seguir.
Os worms utilizam, prioritariamente, a interação direta do usuário para se disseminarem entre sistemas conectados em rede.
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Worms: propagação automática versus interação do usuário
❌ ERRADO. A afirmação está incorreta porque inverte a característica central dos worms: eles se propagam automaticamente, sem depender da interação direta do usuário. Essa é justamente a diferença fundamental entre worms e vírus — os vírus dependem da execução de um programa hospedeiro (ação do usuário), enquanto os worms são programas independentes que se replicam e se espalham sozinhos pela rede.
Para entender por que a banca montou essa pegadinha, é preciso dominar a distinção clássica entre vírus e worms. O vírus é um código malicioso que se insere em outros programas ou arquivos (o hospedeiro) e só se ativa quando esse programa é executado — ou seja, depende de uma ação do usuário, como abrir um anexo ou rodar um arquivo infectado. Já o worm é um programa completo e autônomo (standalone), que não precisa se anexar a outros arquivos: ele se copia e se envia sozinho, explorando vulnerabilidades de rede, falhas de segurança ou até mesmo compartilhamentos de arquivos, sem que o usuário faça qualquer coisa.
Essa autonomia é o que torna os worms tão perigosos em ambientes corporativos: um único worm pode se espalhar por centenas de máquinas em minutos, consumindo largura de banda e degradando o desempenho da rede, mesmo sem causar danos diretos aos arquivos. O exemplo clássico é o Morris Worm (1988), que infectou cerca de 10% dos computadores conectados à internet na época, simplesmente explorando falhas no sistema operacional Unix — nenhum usuário precisou clicar em nada.
A confusão entre vírus e worms é uma das mais exploradas pelas bancas, porque ambos são malwares que se replicam. A tabela abaixo fixa o contraste:
Critério
Vírus
Worm
Programa hospedeiro
Depende (insere-se em outros arquivos)
Independente (não precisa de hospedeiro)
Propagação
Requer execução do arquivo infectado (ação do usuário)
Automática, via rede ou vulnerabilidades
Infecção de arquivos
Infecta e modifica outros arquivos
Não infecta arquivos; cria cópias de si mesmo
Exemplo típico
Vírus de macro, vírus de boot
Morris, Mydoom, Conficker
A pegadinha desta questão está exatamente na inversão: o enunciado atribui aos worms a característica que é própria dos vírus (depender da interação do usuário). Quando a questão falar em "propagação automática", "sem intervenção do usuário" ou "exploração de vulnerabilidades", o termo correto é worm. Quando falar em "depende da execução do programa hospedeiro" ou "ação direta do usuário", o termo é vírus.
Malwares que se replicam
1Vírus
Depende de hospedeiro
Requer ação do usuário
Infecta arquivos
2Worm
Programa independente
Propagação automática
Explora vulnerabilidades de rede
LEVEL · soulevel.com.br
NÃO CAIA NESSA!
A banca trocou as características: atribuiu aos worms a dependência da interação do usuário, que é a marca registrada dos vírus. O candidato que memorizou apenas "vírus e worms se replicam" sem fixar a diferença de propagação cai direto na armadilha. Lembre-se: worm = automático; vírus = depende do usuário.
✅ ERRADO. A afirmação está incorreta porque os worms se propagam automaticamente, sem depender da interação direta do usuário — essa é a característica que os distingue dos vírus.