Questão de Redes de Computadores — Active Directory e Administração de Usuários — Quadrix 2026
- Código
- qa429018
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRF PR
- Ano
- 2026
- Cargo
- Ana ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ❌ ERRADO. A afirmação está incorreta porque o Samba, ao atuar como controlador de domínio no modo Active Directory, não elimina a necessidade do DNS integrado — pelo contrário, o DNS é um requisito fundamental para o funcionamento do Active Directory, seja no Windows Server ou no Samba. A resolução de nomes não pode ser realizada apenas por arquivos locais de configuração, pois o AD depende do DNS para localizar controladores de domínio e permitir a comunicação entre eles.
O Active Directory (AD) é um serviço de diretório baseado no protocolo LDAP, que armazena informações sobre objetos da rede e as disponibiliza para usuários e administradores. Para funcionar corretamente, o AD exige o DNS (Domain Name System). O DNS é o serviço responsável por resolver nomes de domínio em endereços IP, e no contexto do AD, ele é usado para que os clientes encontrem os controladores de domínio e para que os próprios controladores se comuniquem entre si. Sem o DNS, o AD simplesmente não opera — não é possível substituí-lo por arquivos locais como o /etc/hosts ou o hosts do Windows, pois esses arquivos não oferecem a dinamicidade e a estrutura necessárias para o funcionamento do diretório.
O Samba é uma implementação livre do protocolo SMB/CIFS, que permite a interoperabilidade entre sistemas Linux/Unix e Windows. Quando configurado como controlador de domínio no modo Active Directory (desde a versão 4.0), o Samba passa a desempenhar as funções de um DC, incluindo autenticação, políticas de grupo e, crucialmente, o serviço de DNS. Na verdade, o Samba inclui um servidor DNS integrado (baseado no BIND ou no próprio Samba), justamente porque o AD não funciona sem DNS. A afirmação de que o uso do Samba eliminaria a necessidade do DNS é um equívoco técnico grave.
A pegadinha desta questão está em sugerir que o Samba, por ser uma solução de código aberto, poderia contornar a dependência do DNS. Isso é falso: o Samba, ao adotar o modo Active Directory, herda todos os requisitos do AD, incluindo o DNS. A resolução de nomes por arquivos locais (/etc/hosts, lmhosts) é insuficiente para o AD, pois o diretório precisa de registros DNS dinâmicos (SRV, A, AAAA) para localizar serviços e controladores. Portanto, a alternativa correta é Errado.
A banca tenta confundir o candidato ao afirmar que o Samba, por ser uma solução alternativa ao Windows Server, dispensaria o DNS. Na prática, o Samba no modo AD depende do DNS tanto quanto o AD nativo — ele até oferece um servidor DNS integrado. A pegadinha está em sugerir que arquivos locais de configuração poderiam substituir o DNS, o que é tecnicamente impossível para o funcionamento do AD.
A alternativa está incorreta porque o Samba, ao atuar como controlador de domínio no modo Active Directory, não elimina a necessidade do DNS integrado. O DNS é um componente essencial do AD, e o Samba, ao implementar o AD, depende dele para funcionar. A resolução de nomes por arquivos locais (/etc/hosts, lmhosts) não é suficiente para o AD, pois o diretório precisa de registros DNS dinâmicos (SRV, A, AAAA) para localizar controladores de domínio e serviços. Portanto, a afirmação está errada.
Gabarito: ❌ ERRADO (alternativa E).
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