Questão de Segurança da Informação — Backup — INSTITUTO AOCP 2026
Segurança da Informação›Backup
Código
qa430193
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
IF CE
Ano
2026
Cargo
Cont ( )
Após um incidente crítico que resultou na indisponibilidade dos servidores do IFCE, a administração institucional quer evitar perda irreversível de informações institucionais e reduzir o tempo de retomada dos serviços, incluindo pastas compartilhadas e um sistema com base de dados. De acordo com as melhores práticas de Segurança da Informação, a medida mais adequada é
Amanter cópia única no servidor local, pois facilita o acesso rápido e reduz a complexidade operacional no dia a dia.
Badotar procedimento de contingência com backup da base e das pastas, armazenado fora do prédio, com restauração periódica.
Cfazer cópia anual em mídia removível, guardada no mesmo setor, porque isso já reduz bastante o risco.
Dconfiar na proteção do antivírus das estações, porque ele impede que falhas e incidentes afetem os arquivos.
Eevitar cópias redundantes e replicação, pois isso sempre aumenta a inconsistência e expõe mais pontos de acesso.
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GabaritoB — adotar procedimento de contingência com backup da base e das pastas, armazenado fora do prédio, com restauração periódica.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Backup e contingência: a resposta certa para evitar perda irreversível
Gabarito: letra B. A medida mais adequada é adotar procedimento de contingência com backup da base e das pastas, armazenado fora do prédio, com restauração periódica. Isso porque as melhores práticas de Segurança da Informação exigem cópias redundantes em local fisicamente separado (para sobreviver a incêndios, inundações, furtos) e testes regulares de restauração para garantir que os dados sejam realmente recuperáveis — exatamente o que a alternativa B descreve.
O cenário do enunciado é clássico: um incidente crítico derrubou os servidores e a instituição quer (1) evitar perda irreversível de informações e (2) reduzir o tempo de retomada dos serviços. Isso envolve dois conceitos centrais da continuidade de negócios: o RPO (Recovery Point Objective) — quanto dado se pode perder, medido pelo intervalo entre backups — e o RTO (Recovery Time Objective) — quanto tempo se leva para voltar a operar. Um backup bem planejado ataca os dois: cópias frequentes reduzem o RPO; procedimentos testados e documentados reduzem o RTO.
A contingência é o plano de ação para situações de indisponibilidade. Não basta ter o backup: é preciso saber como restaurar, quem faz, em quanto tempo, e validar isso com testes periódicos de restauração. O material de apoio reforça: "assegure-se de conseguir recuperar seus backups (a realização de testes periódicos pode evitar a péssima surpresa de descobrir que os dados estão corrompidos, em formato obsoleto ou que você não possui mais o programa de recuperação)". Ou seja, backup sem teste é só uma promessa.
O armazenamento fora do prédio (off-site) é outra exigência das boas práticas. Se a cópia fica no mesmo local físico dos servidores, um incêndio, uma inundação ou um furto destrói tudo junto. O material de apoio recomenda "manter backups redundantes, ou seja, várias cópias, para evitar perder seus dados em um incêndio, inundação, furto ou pelo uso de mídias defeituosas (você pode escolher pelo menos duas das seguintes possibilidades: sua casa, seu escritório e um repositório remoto)". A alternativa B captura exatamente isso: backup da base de dados e das pastas compartilhadas, em local externo, com restauração periódica.
A pegadinha da questão está em confundir "ter backup" com "ter um bom plano de contingência". Ter uma cópia em mídia removível no mesmo setor (alternativa C) ou confiar no antivírus (alternativa D) são soluções frágeis que não resistem a um desastre físico nem garantem recuperação rápida. A alternativa A (cópia única no servidor local) é o oposto do que se deve fazer — uma única cópia no mesmo disco não protege contra falha do próprio disco. E a alternativa E (evitar redundância) contraria frontalmente o princípio de que "quem tem 1 não tem nenhum".
Guarde o critério decisivo: backup eficaz = cópia redundante + local fisicamente separado + testes periódicos de restauração. É exatamente essa combinação que separa a alternativa correta das demais.
Backup eficaz: Cópia redundante (Várias cópias, Quem tem 1 não tem nenhum); Local fisicamente separado (Fora do prédio, Sobrevive a incêndio, inundação, furto); Testes periódicos de restauração (Valida recuperação, Reduz RTO)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Manter cópia única no servidor local não protege contra falha do próprio servidor, corrupção de dados, ransomware ou desastres físicos (incêndio, inundação). A boa prática exige redundância: pelo menos duas cópias, em locais diferentes. Uma única cópia no mesmo dispositivo é o cenário de perda total — o material de apoio reforça: "Quem tem 1 não tem nenhum".
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa reúne os três pilares do backup eficaz: (1) backup da base e das pastas — cobre os dados críticos citados (sistema com base de dados e pastas compartilhadas); (2) armazenado fora do prédio — protege contra desastres físicos locais, garantindo que a cópia sobreviva a incêndio, inundação ou furto; (3) restauração periódica — valida que os dados são recuperáveis e que o tempo de retomada (RTO) é conhecido e aceitável. É exatamente o que as melhores práticas de contingência recomendam.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Cópia anual em mídia removível guardada no mesmo setor falha em dois pontos: (1) a frequência anual é insuficiente para dados que mudam diariamente — o material de apoio diz que a frequência deve ser ajustada à criticidade, podendo ser diária, semanal ou até de horas/minutos em bancos de dados; (2) guardar no mesmo setor/prédio não protege contra desastres físicos que atingem o local inteiro. Além disso, mídia removível única é vulnerável a perda, dano ou obsolescência.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O antivírus protege contra malwares conhecidos, mas não impede falhas de hardware, erros humanos, desastres físicos, atualizações mal-sucedidas ou exclusões acidentais. O material de apoio lista essas situações como motivos para se fazer backup: "falha de disco rígido, atualização mal-sucedida do sistema operacional, exclusão ou substituição acidental de arquivos, ação de códigos maliciosos/atacantes e furto/perda de dispositivos". O antivírus é uma camada de defesa, não uma garantia de disponibilidade dos dados.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Evitar cópias redundantes e replicação contraria frontalmente o princípio de redundância. O material de apoio recomenda "manter backups redundantes, ou seja, várias cópias, para evitar perder seus dados em um incêndio, inundação, furto ou pelo uso de mídias defeituosas". A afirmação de que redundância "sempre aumenta a inconsistência" é falsa: com políticas adequadas (sincronização, versionamento, testes), a redundância é uma das principais estratégias de disponibilidade e recuperação.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "ter um backup" e "ter um plano de contingência eficaz". Alternativas como C (cópia anual no mesmo setor) parecem razoáveis, mas falham na frequência e na localização física. A alternativa E tenta fazer o candidato acreditar que redundância é ruim, quando na verdade é essencial. Fique atento: backup bom = cópia redundante + local separado + testes periódicos.
PEGA ESSA DICA!
Na prova, ao avaliar alternativas sobre backup, verifique sempre três critérios: (1) frequência — é compatível com a criticidade dos dados? (2) localização — a cópia está fisicamente separada dos originais? (3) testes — há previsão de restauração periódica? Se a alternativa falhar em qualquer um deles, descarte. Essa tríade resolve a maioria das questões de backup em concursos.