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Questão de Segurança da Informação — Hardening — INSTITUTO AOCP 2026

Segurança da InformaçãoHardening
Código
qa430610
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
IF CE
Ano
2026
Cargo
Ana ( )
O IFCE passou por uma auditoria de segurança da informação que identificou diversas vulnerabilidades em seus servidores Linux de produção. O relatório apontou os seguintes problemas: serviços desnecessários em execução (FTP, Telnet, rpcbind), acesso remoto via SSH com autenticação por senha e login de root habilitado, ausência de atualizações de segurança há mais de seis meses e permissões incorretas em arquivos de configuração críticos. O analista de TI foi designado para elaborar e executar um plano de hardening. Qual conjunto de ações corresponde às melhores práticas de hardening para servidores Linux, conforme recomendado por frameworks como CIS Benchmarks?
  1. AConfigurar o serviço SSH para utilizar a porta padrão com autenticação baseada em senhas complexas integradas ao PAM, mantendo o serviço de FTP ativo para transferência de arquivos de log internos do sistema, pois o FTP é mais eficiente que o SCP para esse tipo de operação de baixo risco.
  2. BDesabilitar e remover serviços desnecessários, configurar o SSH para desabilitar o login de root e utilizar autenticação por chave pública em vez de senha, aplicar atualizações de segurança regularmente, configurar firewall para permitir tráfego autorizado e necessário e ativar SELinux ou AppArmor em modo enforce.
  3. CSubstituir o firewall iptables nativo por soluções de detecção de intrusão baseadas em rede (NIDS), desativando o SELinux para evitar conflitos no bloqueio dinâmico de portas do sistema.
  4. DImplementar criptografia de disco completo (FDE) no servidor e aplicar patches trimestralmente, mantendo as permissões de execução ativas nos diretórios /tmp e /var/tmp para facilitar o processamento de aplicações legítimas.
  5. ECentralizar a autenticação dos usuários via protocolo LDAP transmitido em texto claro para redes internas isoladas, configurando o ambiente para delegar privilégios administrativos temporários aos desenvolvedores.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Desabilitar e remover serviços desnecessários, configurar o SSH para desabilitar o login de root e utilizar autenticação por chave pública em vez de senha, aplicar atualizações de segurança regularmente, configurar firewall para permitir tráfego autorizado e necessário e ativar SELinux ou AppArmor em modo enforce.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hardening de Servidores Linux

Gabarito: letra B. O hardening é o processo de reforço da segurança de um sistema por meio da redução de sua superfície de ataque, e a alternativa B contempla exatamente as práticas centrais recomendadas por frameworks como CIS Benchmarks: desabilitar serviços desnecessários, endurecer o SSH (desabilitar login de root e usar chave pública), aplicar patches de segurança, configurar firewall e ativar SELinux/AppArmor. As demais alternativas ou mantêm serviços inseguros, ou propõem medidas que aumentam o risco, ou contradizem as boas práticas de segurança.

O hardening, também chamado de fortalecimento de sistemas, é um processo contínuo que visa eliminar ou mitigar vulnerabilidades em servidores e estações de trabalho. Ele parte do princípio da superfície de ataque mínima: quanto menos serviços, portas, usuários e softwares desnecessários estiverem ativos, menores são as chances de um invasor encontrar uma brecha para explorar. O relatório da auditoria do IFCE apontou exatamente os problemas clássicos que o hardening combate: serviços inseguros em execução (FTP, Telnet, rpcbind), SSH com autenticação fraca (senha e root habilitado), falta de atualizações e permissões incorretas.

As boas práticas de hardening, alinhadas a frameworks como CIS Benchmarks e ao guia de segurança do próprio Linux, seguem uma lógica de defesa em profundidade: não basta corrigir um único ponto; é preciso aplicar camadas de proteção. Isso inclui:

  • Redução da superfície de ataque: desabilitar e remover serviços que não são essenciais para a função do servidor. O FTP e o Telnet, por exemplo, transmitem dados e credenciais em texto claro, sendo extremamente vulneráveis a interceptação. O rpcbind é um serviço de mapeamento de portas que historicamente apresenta diversas vulnerabilidades.

  • Endurecimento do acesso remoto: o SSH deve ser configurado para desabilitar o login direto do usuário root, forçando o uso de um usuário comum com escalonamento de privilégios via sudo. A autenticação por chave pública é amplamente superior à autenticação por senha, pois elimina o risco de ataques de força bruta e de senhas fracas ou vazadas.

  • Gestão de patches: aplicar atualizações de segurança regularmente é fundamental para corrigir vulnerabilidades conhecidas. A ausência de atualizações por seis meses, como no caso do IFCE, deixa o sistema exposto a exploits já conhecidos e corrigidos pelos fabricantes.

  • Configuração de firewall: o firewall deve ser configurado para permitir apenas o tráfego autorizado e necessário, bloqueando todo o resto. Isso limita o acesso à rede e impede que serviços não intencionais fiquem expostos.

  • Ativação de mecanismos de segurança do kernel: SELinux (Security-Enhanced Linux) e AppArmor são módulos de segurança do kernel Linux que implementam controle de acesso obrigatório (MAC). Ativá-los em modo enforce (impondo as políticas) adiciona uma camada extra de proteção, limitando o que cada processo pode fazer, mesmo que uma aplicação seja comprometida.

A pegadinha central desta questão é que a banca mistura práticas corretas com práticas inseguras ou irrelevantes dentro de cada alternativa. O candidato precisa identificar o conjunto que é coerente com a lógica de segurança — não basta uma alternativa ter um item correto se ela também contém uma recomendação perigosa. A alternativa B é a única que apresenta um conjunto completo e consistente de boas práticas, atacando diretamente cada vulnerabilidade apontada no relatório da auditoria.

1Redução da superfície de ataque
Desabilitar serviços desnecessários
Remover FTP, Telnet, rpcbind
2Endurecimento do SSH
Desabilitar login de root
Autenticação por chave pública
3Gestão de patches
Aplicar atualizações regularmente
4Configuração de firewall
Permitir apenas tráfego autorizado
5Mecanismos do kernel
SELinux ou AppArmor em modo enforce
Hardening de servidores Linux
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Hardening de servidores Linux: Redução da superfície de ataque (Desabilitar serviços desnecessários, Remover FTP, Telnet, rpcbind); Endurecimento do SSH (Desabilitar login de root, Autenticação por chave pública); Gestão de patches (Aplicar atualizações regularmente); Configuração de firewall (Permitir apenas tráfego autorizado); Mecanismos do kernel (SELinux ou AppArmor em modo enforce)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Esta alternativa mantém o serviço de FTP ativo, o que é um erro grave. O FTP (File Transfer Protocol) transmite dados e credenciais em texto claro, sendo vulnerável a interceptação. A justificativa de que o FTP é "mais eficiente que o SCP" para transferência de logs internos é falsa e contrária às boas práticas de segurança. O SCP (Secure Copy) ou o SFTP (SSH File Transfer Protocol) são as opções seguras, pois utilizam criptografia. Além disso, a alternativa sugere manter a autenticação por senha no SSH, o que é uma prática fraca, mesmo com senhas complexas integradas ao PAM. A recomendação correta é usar autenticação por chave pública.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve com precisão o conjunto de boas práticas de hardening para servidores Linux. Ela aborda diretamente cada vulnerabilidade apontada no relatório: desabilitar e remover serviços desnecessários (FTP, Telnet, rpcbind), configurar o SSH para desabilitar o login de root e usar autenticação por chave pública (em vez de senha), aplicar atualizações de segurança regularmente, configurar firewall para permitir apenas tráfego autorizado e ativar SELinux ou AppArmor em modo enforce. Todas essas ações são recomendadas por frameworks como CIS Benchmarks e constituem a base de um plano de hardening eficaz.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Esta alternativa propõe substituir o firewall iptables por um NIDS (Network Intrusion Detection System) e desativar o SELinux. Isso é um erro conceitual: o firewall e o NIDS têm funções complementares, não substitutas. O firewall é um mecanismo de prevenção que bloqueia tráfego não autorizado, enquanto o NIDS é um mecanismo de detecção que monitora o tráfego em busca de atividades suspeitas. Desativar o SELinux para "evitar conflitos" é uma prática contrária à segurança, pois o SELinux é uma camada de proteção importante. A recomendação correta é manter o firewall ativo e o SELinux em modo enforce.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Embora a criptografia de disco completo (FDE) seja uma boa prática de segurança, a alternativa contém erros graves. Aplicar patches "trimestralmente" é um intervalo muito longo para correções de segurança críticas; a recomendação é aplicar patches de segurança assim que disponíveis, ou pelo menos em um ciclo mensal. Além disso, manter permissões de execução ativas nos diretórios /tmp e /var/tmp é uma prática insegura, pois esses diretórios são mundialmente graváveis e frequentemente explorados por atacantes para armazenar e executar malware. A recomendação é montar esses diretórios com a opção noexec (não executar) para impedir a execução de binários a partir deles.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Esta alternativa propõe centralizar a autenticação via LDAP transmitido em texto claro, o que é uma violação grave de segurança. O LDAP (Lightweight Directory Access Protocol) em texto claro expõe credenciais e dados de autenticação a interceptação na rede. A recomendação correta é usar LDAPS (LDAP sobre SSL/TLS) ou Kerberos, que criptografam a comunicação. Além disso, delegar privilégios administrativos temporários aos desenvolvedores, sem um controle rigoroso, contraria o princípio do menor privilégio e pode aumentar a superfície de ataque. A delegação de privilégios deve ser feita com mecanismos como sudo com políticas bem definidas e auditoria.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre práticas de segurança corretas e incorretas. Em cada alternativa incorreta, há um elemento que parece plausível (como criptografia de disco ou LDAP), mas que é combinado com uma prática insegura (como patches trimestrais ou LDAP em texto claro). O candidato deve avaliar o conjunto completo, não apenas itens isolados. A alternativa B é a única que apresenta um conjunto coerente e completo de boas práticas.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de hardening, lembre-se do acrônimo R.A.F.A.E.L. (Redução de serviços, Atualizações, Firewall, Autenticação forte, Escalonamento de privilégios, Logs e monitoramento). Se uma alternativa propõe manter serviços inseguros (FTP, Telnet), usar autenticação fraca (senha, root direto), ou desativar mecanismos de segurança (SELinux), ela está incorreta. A resposta correta sempre envolve reduzir a superfície de ataque, aplicar patches, configurar firewall, usar autenticação forte e ativar mecanismos de proteção do kernel.

Gabarito: letra B

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