Questão de Segurança da Informação — Conceitos de Criptografia (Chaves, Simetria, etc.) — INSTITUTO AOCP 2026
Segurança da Informação›Conceitos de Criptografia (Chaves, Simetria, etc.)
Código
qa430613
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
IF CE
Ano
2026
Cargo
Ana ( )
A criptografia é um elemento fundamental para a segurança da informação em ambientes corporativos. Quanto aos sistemas criptográficos simétricos e assimétricos, assinale a alternativa correta.
ANa criptografia simétrica, são utilizadas duas chaves matematicamente relacionadas: uma chave pública, compartilhada livremente, para cifrar os dados, e uma chave privada, mantida em segredo, para decifrá-los.
BO algoritmo AES (Advanced Encryption Standard) é um exemplo de criptografia assimétrica, sendo amplamente utilizado na fase de troca de chaves durante o handshake do protocolo TLS.
CNa criptografia assimétrica, o que é cifrado com a chave pública pode ser decifrado com a chave privada correspondente; e o que é assinado com a chave privada pode ser verificado com a chave pública, sendo essa última operação a base das assinaturas digitais.
DA principal vantagem da criptografia assimétrica sobre a simétrica é o desempenho computacional superior, tornando-a preferível para cifrar grandes volumes de dados em operações de tempo real.
EOs algoritmos RSA e AES pertencem à mesma categoria de criptografia simétrica, divergindo na extensão de bits empregada nas chaves e nos vetores de inicialização matemáticos aplicados durante a cifragem.
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GabaritoC — Na criptografia assimétrica, o que é cifrado com a chave pública pode ser decifrado com a chave privada correspondente; e o que é assinado com a chave privada pode ser verificado com a chave pública, sendo essa última operação a base das assinaturas digitais.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Criptografia: simétrica × assimétrica
Gabarito: letra C. A alternativa correta descreve com precisão o funcionamento da criptografia assimétrica: o que é cifrado com a chave pública só pode ser decifrado com a chave privada correspondente, e o que é assinado com a chave privada pode ser verificado com a chave pública — sendo essa última operação a base das assinaturas digitais. As demais alternativas invertem conceitos fundamentais, confundem algoritmos ou atribuem vantagens equivocadas.
A criptografia é a ciência de proteger informações "embaralhando" os dados para que, mesmo interceptados, não possam ser interpretados sem a chave correta. Ela se divide em duas grandes categorias: a simétrica (ou de chave secreta/única) e a assimétrica (ou de chaves públicas). A diferença central está na quantidade de chaves utilizadas e na relação entre elas.
Na criptografia simétrica, emissor e receptor utilizam a mesma chave tanto para cifrar quanto para decifrar a informação. Isso torna o processo mais rápido e eficiente, mas exige um canal seguro para o compartilhamento da chave — essa é a sua principal fragilidade. Os algoritmos mais conhecidos dessa categoria são: AES, Blowfish, RC4, RC5, DES, 3DES e IDEA.
Na criptografia assimétrica, são utilizadas duas chaves matematicamente relacionadas: uma pública, que pode ser livremente divulgada, e uma privada, que deve ser mantida em segredo por seu dono. Quando uma informação é codificada com uma das chaves, somente a outra chave do par pode decodificá-la. Isso elimina a necessidade de um canal seguro para a troca de chaves, mas torna o processo mais lento. Os algoritmos mais conhecidos são: RSA, DSA, ECC, ECDSA, El-Gamal e Diffie-Hellman.
A aplicação prática da criptografia assimétrica depende do objetivo:
Confidencialidade: cifra-se com a chave pública do destinatário e decifra-se com a chave privada do destinatário.
Autenticidade/Assinatura digital: cifra-se (assina-se) com a chave privada do remetente e verifica-se com a chave pública do remetente.
Essa distinção é crucial e é exatamente o que a alternativa C explora corretamente. A assinatura digital, por exemplo, usa a chave privada do emissor para assinar o documento, e qualquer pessoa pode verificar a assinatura usando a chave pública do emissor — garantindo autenticidade e não repúdio.
A pegadinha clássica da banca é inverter qual chave cifra e qual decifra, ou confundir as categorias dos algoritmos. Guarde a fronteira: simétrica = uma chave, mais rápida, exige canal seguro; assimétrica = duas chaves, mais lenta, não exige canal seguro. É nessa fronteira que as alternativas se dividem.
Critério
Criptografia Simétrica
Criptografia Assimétrica
Quantidade de chaves
Uma única chave (secreta)
Duas chaves matematicamente relacionadas (pública e privada)
Uso das chaves
Mesma chave para cifrar e decifrar
Cifra com uma chave, decifra com a outra do par
Exemplos de algoritmos
AES, Blowfish, RC4, DES, 3DES, IDEA
RSA, DSA, ECC, ECDSA, El-Gamal, Diffie-Hellman
Desempenho
Mais rápida
Mais lenta
Troca de chaves
Exige canal seguro
Não exige canal seguro
Aplicação típica
Cifrar grandes volumes de dados
Troca de chaves e assinaturas digitais
Criptografia: Simétrica (chave única) (Mesma chave p/ cifrar e decifrar, Mais rápida, Exige canal seguro, AES, DES, 3DES, Blowfish); Assimétrica (par de chaves) (Chave pública + chave privada, Mais lenta, Não exige canal seguro, RSA, ECC, Diffie-Hellman); Usos da assimétrica (Confidencialidade: cifra com pública, Assinatura digital: assina com privada)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa descreve a criptografia assimétrica, não a simétrica. Na criptografia simétrica, utiliza-se uma única chave tanto para cifrar quanto para decifrar, e não um par de chaves pública/privada. A descrição de "duas chaves matematicamente relacionadas" (pública e privada) é característica da criptografia assimétrica.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O AES (Advanced Encryption Standard) é um algoritmo de criptografia simétrica, não assimétrica. Ele é amplamente utilizado para cifrar dados em volume, mas não é usado na fase de troca de chaves do handshake do TLS — essa fase utiliza algoritmos assimétricos como RSA ou Diffie-Hellman. A alternativa erra tanto na classificação do AES quanto na sua aplicação.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve com precisão o funcionamento da criptografia assimétrica. O que é cifrado com a chave pública só pode ser decifrado com a chave privada correspondente (garantindo confidencialidade). E o que é assinado com a chave privada pode ser verificado com a chave pública (garantindo autenticidade e não repúdio) — essa é exatamente a base das assinaturas digitais.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A criptografia assimétrica é mais lenta que a simétrica, não superior em desempenho. A principal vantagem da assimétrica é a segurança na troca de chaves (não exige canal seguro), mas seu desempenho computacional é inferior. Para cifrar grandes volumes de dados em operações de tempo real, a criptografia simétrica é a preferida.
Alternativa E — ❌ Incorreta
RSA e AES pertencem a categorias diferentes: RSA é assimétrico e AES é simétrico. A alternativa erra ao afirmar que ambos são simétricos. A divergência entre eles não está apenas na extensão de bits ou nos vetores de inicialização, mas na própria natureza do algoritmo — um usa par de chaves (RSA) e o outro usa chave única (AES).