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Questão de Segurança da Informação — Geral — Quadrix 2026

Segurança da InformaçãoGeral
Código
qa431393
Banca
Quadrix
Órgão
CREF 11
Ano
2026
Cargo
Ana ( )
Quanto ao banco de dados e aos sistemas de gerenciamento de banco de dados (SGBD), julgue o item a seguir.   A segunda forma normal (2FN) exige estritamente que a tabela esteja na primeira forma normal e que existam dependências transitivas entre os atributos não chave, garantindo que campos como “nome do professor” fiquem dependentes do “código da sala” para evitar anomalias de exclusão.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Normalização de Banco de Dados: 2FN

Gabarito: letra E (ERRADO). A segunda forma normal (2FN) exige que a tabela esteja na 1FN e que não existam dependências parciais de atributos não chave em relação à chave primária composta. O enunciado erra ao afirmar que a 2FN exige "dependências transitivas" — na verdade, a 2FN elimina dependências parciais, e a eliminação de dependências transitivas é o objetivo da terceira forma normal (3FN). O exemplo citado ("nome do professor" dependente do "código da sala") descreve uma dependência transitiva, que é tratada na 3FN, não na 2FN.

A normalização é um processo de organização de dados em um banco de dados relacional para reduzir redundância e evitar anomalias de inserção, atualização e exclusão. Ela é aplicada por meio de formas normais (FN), que são regras progressivas: para estar em uma forma normal, a tabela deve atender aos requisitos da forma anterior e aos seus próprios requisitos. As formas normais mais cobradas em concursos são a 1FN, 2FN e 3FN, mas existem também a FNBC (Forma Normal Boyce-Codd), 4FN e 5FN.

A primeira forma normal (1FN) exige que todos os atributos sejam atômicos (indivisíveis), ou seja, cada célula da tabela deve conter um único valor, e não uma lista ou conjunto de valores. Além disso, a tabela deve ter uma chave primária que identifique cada registro de forma única.

A segunda forma normal (2FN) se aplica a tabelas com chave primária composta (formada por dois ou mais atributos). Para estar na 2FN, a tabela deve estar na 1FN e todos os atributos não chave devem depender da chave primária completa, ou seja, não pode haver dependência parcial, onde um atributo não chave depende apenas de parte da chave primária. A 2FN elimina as dependências parciais.

A terceira forma normal (3FN) exige que a tabela esteja na 2FN e que não existam dependências transitivas, ou seja, um atributo não chave não pode depender de outro atributo não chave. A 3FN elimina as dependências transitivas.

Para ilustrar, considere uma tabela com chave composta (Código do Aluno, Código do Curso) e os atributos Nome do Aluno e Nome do Curso. O Nome do Aluno depende apenas do Código do Aluno (dependência parcial), e o Nome do Curso depende apenas do Código do Curso (dependência parcial). Essa tabela está na 1FN, mas não na 2FN. Para colocá-la na 2FN, é necessário decompor a tabela em duas: uma com (Código do Aluno, Nome do Aluno) e outra com (Código do Curso, Nome do Curso), além de uma tabela de relacionamento com (Código do Aluno, Código do Curso).

Agora, considere uma tabela com chave primária simples (Código do Professor) e os atributos Nome do Professor e Código da Sala. Se o Nome do Professor depende do Código do Professor (chave primária) e o Código da Sala também depende do Código do Professor, mas o Nome do Professor depende do Código da Sala, temos uma dependência transitiva: Código do Professor → Código da Sala → Nome do Professor. Essa tabela está na 2FN (não há dependência parcial, pois a chave é simples), mas não está na 3FN, pois há dependência transitiva. Para colocá-la na 3FN, é necessário decompor a tabela em duas: uma com (Código do Professor, Nome do Professor) e outra com (Código da Sala, Nome do Professor).

A banca, neste item, inverteu os conceitos: atribuiu à 2FN a eliminação de dependências transitivas (que é da 3FN) e usou um exemplo de dependência transitiva ("nome do professor" dependente do "código da sala") como se fosse um requisito da 2FN. A pegadinha é clássica: confundir o objetivo da 2FN com o da 3FN.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o objetivo da 2FN pelo da 3FN. A 2FN elimina dependências parciais (atributo não chave dependendo de parte da chave composta); a 3FN elimina dependências transitivas (atributo não chave dependendo de outro atributo não chave). O exemplo dado ("nome do professor" → "código da sala") é uma dependência transitiva, que é tratada na 3FN, não na 2FN. Fique atento: a 2FN só se aplica a chaves compostas; a 3FN se aplica a qualquer chave.

Critério

2FN (Segunda Forma Normal)

3FN (Terceira Forma Normal)

Pré-requisito

Estar na 1FN

Estar na 2FN

O que elimina

Dependências parciais (atributo não chave depende de apenas parte da chave composta)

Dependências transitivas (atributo não chave depende de outro atributo não chave)

Escopo de aplicação

Aplica-se a tabelas com chave primária composta

Aplica-se a qualquer tabela (chave simples ou composta)

Exemplo de violação

Tabela (Cód. Aluno, Cód. Curso) → Nome do Aluno depende só do Cód. Aluno

Tabela (Cód. Professor) → Cód. Sala → Nome do Professor

Objetivo

Garantir que todo atributo não chave dependa da chave completa

Garantir que todo atributo não chave dependa apenas da chave, e não de outros atributos não chave

Item — ❌ ERRADO

O item está errado porque a 2FN não exige dependências transitivas; ela exige a ausência de dependências parciais. A dependência transitiva é o que a 3FN elimina. O exemplo citado ("nome do professor" dependente do "código da sala") descreve uma dependência transitiva, que é tratada na 3FN, não na 2FN. Portanto, a afirmação está incorreta.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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