Questão de Sistemas Operacionais — Geral — Quadrix 2026
Sistemas Operacionais›Geral
Código
qa432932
Banca
Quadrix
Órgão
CRF PR
Ano
2026
Cargo
Tec Info ( )
O Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná (CRF‑PR) mantém sistemas informatizados para o controle de registro profissional, anuidades, fiscalizações, protocolos eletrônicos e arquivamento digital de processos administrativos. Para automatizar rotinas operacionais, a equipe de TI utiliza scripts em Batch, Shell, PowerShell e VBScript, integrados aos servidores Windows e Linux. Entre as rotinas automatizadas estão: geração diária de relatórios em formato CSV; compactação e envio automático de arquivos para backup institucional; limpeza programada de diretórios temporários do sistema de protocolo; e sincronização de dados entre estações de atendimento e o servidor central.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte.
Em um servidor Linux do CRF‑PR, um script Shell configurado via cron para compactar diretórios com tar e transferir arquivos via scp pode falhar caso não sejam configuradas chaves SSH, pois o cron não executa scripts interativos que solicitam senha.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
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Automação de tarefas com cron, tar e scp no Linux
Gabarito: ✅ CERTO. O cron executa scripts em ambiente não interativo, sem terminal associado; portanto, se o scp exigir senha, ele não conseguirá solicitá-la ao usuário e a transferência falhará. A solução é configurar autenticação por chaves SSH (pares de chave pública/privada), permitindo que o scp autentique sem intervenção manual.
O cron é o agendador de tarefas do Linux que executa comandos em horários pré-determinados. Quando um script é executado pelo cron, ele roda em um ambiente não interativo: não há um terminal associado ao processo, e as variáveis de ambiente são mínimas (apenas PATH, HOME, SHELL e LOGNAME são definidas por padrão). Isso significa que qualquer comando que dependa de interação com o usuário — como a digitação de uma senha — não funcionará, pois não há ninguém para digitá-la.
O scp (secure copy) é um utilitário que copia arquivos entre hosts usando o protocolo SSH. Por padrão, ao conectar a um servidor remoto, o scp solicita a senha do usuário. Em um terminal interativo, o usuário digita a senha e a transferência prossegue. No entanto, quando o scp é invocado por um script executado pelo cron, não há terminal para exibir o prompt de senha nem para capturar a digitação. O processo scp fica aguardando uma entrada que nunca virá, e a transferência falha (geralmente após um timeout).
A solução padrão para esse problema é configurar autenticação por chaves SSH. Nesse esquema, um par de chaves (pública e privada) é gerado; a chave pública é instalada no servidor remoto (no arquivo ~/.ssh/authorized_keys do usuário), e a chave privada permanece no cliente. Quando o scp tenta conectar, o servidor verifica se a chave pública apresentada corresponde a uma chave privada válida — sem exigir senha. Assim, o scp autentica automaticamente, sem interação, e a transferência ocorre normalmente.
A alternativa Errado seria incorreta porque o problema descrito é real e bem conhecido em administração de sistemas. A falta de chaves SSH faz com que o scp tente solicitar senha, o que não é possível em um ambiente não interativo como o do cron. Portanto, a afirmação está correta.
1cron executa em ambiente não interativo
2scp solicita senha
3Sem terminal para digitar
4Transferência falha
5Solução: chaves SSH
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NÃO CAIA NESSA!
A banca pode tentar confundir o candidato fazendo-o pensar que o cron "consegue" executar scripts interativos ou que o scp tem algum mecanismo automático de senha. A pegadinha aqui é acreditar que o cron fornece um terminal para o script. Na verdade, o cron executa em ambiente não interativo, e qualquer comando que exija entrada do usuário (como senha) falhará. A solução é sempre usar chaves SSH para automação.
NÃO CAIA NESSA!
Em questões sobre automação de tarefas no Linux, lembre-se: se o comando precisa de interação (senha, confirmação), ele não funcionará no cron. Use chaves SSH, sshpass (embora menos seguro) ou ferramentas como rsync com daemon para autenticação automática. Essa é uma pegadinha recorrente em provas de sistemas operacionais.