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Questão de Noções de Informática — Ameaças (Vírus, Worms, Trojans, Malware, etc.) — Quadrix 2023

Noções de InformáticaAmeaças (Vírus, Worms, Trojans, Malware, etc.)
Código
qa486441
Banca
Quadrix
Órgão
CREF 3
Ano
2023
Cargo
Adm ( )

Julgue o item, relativos aos conceitos de organização e de gerenciamento de arquivos, às noções de vírus, worms e pragas virtuais e aos procedimentos de backup.

 

Os vírus não são considerados programas maliciosos, pois são criados pelos crackers, e não pelos hackers.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Vírus, worms e pragas virtuais

Gabarito: ERRADO. A afirmativa está incorreta porque os vírus são, sim, considerados programas maliciosos (malwares) — a definição de malware abrange qualquer software projetado para causar danos, e o vírus é uma das espécies mais clássicas desse gênero. A segunda parte da assertiva também erra ao atribuir a criação de vírus exclusivamente aos crackers: tanto hackers quanto crackers podem criar códigos maliciosos, e a distinção entre esses termos não é critério para classificar um programa como malicioso ou não.

O termo malware (junção de malicious software, ou software malicioso) é o gênero que engloba todas as pragas virtuais: vírus, worms, trojans, ransomware, spyware, adware, entre outros. A característica central do malware é a intenção maliciosa — infiltrar-se em um sistema alheio de forma ilícita para causar danos, roubar informações ou comprometer a segurança. O vírus, especificamente, é um tipo de malware que se propaga inserindo cópias de si mesmo em outros programas ou arquivos, dependendo da execução do arquivo hospedeiro para se ativar. Essa dependência do hospedeiro é justamente o que o diferencia do worm, que se propaga automaticamente pelas redes, sem precisar de um arquivo hospedeiro.

A confusão entre hackers e crackers é um clássico em provas de informática. Em linhas gerais, hacker é o termo usado para alguém com profundos conhecimentos técnicos de computação, que pode usar essas habilidades tanto para o bem (hacker ético, segurança) quanto para o mal; já cracker é o termo específico para quem usa esses conhecimentos com intenção criminosa ou maliciosa. No entanto, essa distinção não tem relação com a classificação de um programa como malicioso: um vírus é malware independentemente de quem o criou. A banca explora exatamente essa confusão conceitual para induzir o candidato ao erro.

Na prática, o que define se um programa é malicioso é a sua finalidade e comportamento, não a identidade do autor. Um programa que se auto-replica e causa danos é um vírus, seja ele criado por um hacker, um cracker, um estudante ou um criminoso organizado. Portanto, a assertiva erra em dois pontos: (1) ao afirmar que vírus não são malwares, e (2) ao condicionar a criação de vírus a um grupo específico de pessoas.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato ao misturar dois conceitos distintos: a classificação de malware (que depende do comportamento do programa) e a distinção entre hacker e cracker (que se refere ao perfil do autor). O candidato que sabe que cracker é quem age com intenção maliciosa pode ser levado a concordar com a afirmativa, mas o erro está na premissa de que vírus não são malwares — o que é falso. Lembre-se: vírus é malware, e a autoria não muda essa classificação.

Malware (software malicioso)
  • 1Espécies
    • Vírus
      • Propaga-se inserindo cópias em outros arquivos
      • Depende do hospedeiro para ativar
    • Worm
      • Propaga-se automaticamente pela rede
      • Não precisa de hospedeiro
    • Outros (trojan, ransomware, spyware)
  • 2O que define é o comportamento
    • Finalidade maliciosa
    • Autoria não altera a classificação
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Item — ❌ ERRADO

A afirmativa está errada por dois motivos:

  1. Vírus são malwares: o vírus é uma das espécies mais conhecidas de software malicioso. A definição de malware abrange qualquer programa com intenção de causar dano, e o vírus se enquadra perfeitamente nessa categoria.

  2. Autoria não define maliciosidade: a criação de vírus não é exclusiva de crackers. Tanto hackers quanto crackers podem criar códigos maliciosos, e a classificação de um programa como malware independe de quem o criou.

Gabarito: ERRADO

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