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Questão de Português — Uso do Hífen — Quadrix 2023

PortuguêsUso do Hífen
Código
qa493471
Banca
Quadrix
Órgão
IPREV DF
Ano
2023
Cargo
Ana Prev ( )

Dois terços dos economistas-chefe dos setores público e privado entrevistados pelo Fórum Econômico Mundial esperam uma recessão global em 2023, disse a organização de Davos, enquanto líderes empresariais e governamentais se reúnem para mais uma edição da reunião anual.

 

Cerca de 18% consideram uma recessão mundial “extremamente provável”, mais do que o dobro da pesquisa anterior realizada em setembro de 2022. Apenas um terço dos entrevistados a considera improvável este ano.

 

“A atual inflação alta, o baixo crescimento, a dívida elevada e o ambiente de alta fragmentação reduzem os incentivos para os investimentos necessários para voltar ao crescimento e elevar os padrões de vida dos mais vulneráveis do mundo”, disse Saadia Zahidi, diretora executiva do Fórum Econômico Mundial, em comunicado que acompanha os resultados da pesquisa.

 

A pesquisa da organização foi baseada em vinte e duas respostas de um grupo de economistas sêniores de agências internacionais, incluindo o Fundo Monetário Internacional, bancos de investimento, empresas multinacionais e grupos de resseguros.

 

A pesquisa foi divulgada depois que o Banco Mundial reduziu, na semana passada, suas previsões de crescimento para 2023 a níveis próximos dos de recessão em muitos países, à medida que o impacto dos aumentos das taxas de juros se intensifica, a guerra da Rússia na Ucrânia continua e os principais motores econômicos do mundo falham.

 

Sobre a inflação, a pesquisa do Fórum observou grandes variações regionais: a proporção dos que esperam inflação alta em 2023 variou de apenas 5% para a China a 57% para a Europa, onde o impacto do aumento dos preços da energia no ano passado se espalhou para a economia em geral.

 

A maioria dos economistas vê mais aperto na política monetária na Europa e nos Estados Unidos (59% e 55%, respectivamente), com autoridades presas entre os riscos de apertar demais ou de menos.

Texto para o item.

   

Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.

 

O uso de hífen em “economistas-chefe” está correto, pois segue a regra dos adjetivos gentílicos.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Uso do hífen em “economistas-chefe” — regra de composição, não de gentílico

Gabarito: letra E (ERRADO). O hífen em “economistas-chefe” está correto quanto ao emprego do sinal, mas a justificativa apresentada está errada: a regra que rege esse caso é a de composição por justaposição (substantivo + adjetivo), e não a dos adjetivos gentílicos. Além disso, a forma plural correta é “economistas-chefes”, pois ambos os elementos devem flexionar — o que reforça que a afirmação do item é falsa.

O comando da questão

A banca pede um julgamento Certo/Errado sobre uma afirmação que mistura dois aspectos: (1) o uso do hífen em si e (2) a justificativa dada para esse uso. Em questões assim, o candidato deve avaliar a afirmação como um todo: se qualquer parte dela estiver incorreta, o item é ERRADO. Aqui, mesmo que o hífen esteja bem empregado, a razão apresentada (“segue a regra dos adjetivos gentílicos”) é falsa — e ainda há o problema da concordância.

A regra que decide

O hífen é usado em palavras compostas por justaposição quando os elementos se unem sem preposição, formando uma unidade de sentido. No caso de substantivo + adjetivo, o hífen é obrigatório: “economista-chefe”, “guarda-civil”, “amor-perfeito”, “pombo-correio”. A regra dos adjetivos gentílicos (como “afro-brasileiro”, “luso-brasileiro”, “hispano-americano”) é outra: ela se aplica a compostos formados por dois adjetivos que indicam origem/nacionalidade. “Chefe” não é gentílico — é um substantivo/adjetivo comum. Portanto, a justificativa da banca é equivocada.

Além disso, na flexão de plural, a norma culta manda pluralizar os dois elementos: “economistas-chefes” (assim como “guardas-civis”, “amores-perfeitos”). O texto traz “economistas-chefe”, o que já configura um desvio de concordância — mais um motivo para o item ser considerado errado.

Análise do item

Hífen em compostos
  • 1Substantivo + adjetivo
    • economista-chefe
    • guarda-civil
    • Plural: dois elementos
      • economistas-chefes
  • 2Adjetivos gentílicos
    • afro-brasileiro
    • luso-brasileiro
    • Dois adjetivos de origem
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Item — ❌ Errado ⟵ GABARITO

A afirmação diz que o uso de hífen está correto “pois segue a regra dos adjetivos gentílicos”. Há dois erros nessa justificativa:

  1. Regra errada: “economista-chefe” é um composto de substantivo + adjetivo, não de gentílicos. A regra dos gentílicos (ex.: “afro-brasileiro”) não se aplica aqui.

  2. Concordância errada: o plural correto é “economistas-chefes”, não “economistas-chefe”.

Portanto, o item está ERRADO.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de hífen, identifique a classe gramatical dos elementos (substantivo? adjetivo? prefixo?) e a relação entre eles (justaposição? preposição?). Isso evita confundir regras diferentes.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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