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Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — Quadrix 2023

PortuguêsConjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais
Código
qa493561
Banca
Quadrix
Órgão
CRA PE
Ano
2023
Cargo
Adm ( )

Hoje em dia, o norte da Groenlândia é um deserto polar. Mas o material genético extraído de amostras do solo revelou uma rica variedade de plantas e animais.

 

Os cientistas encontraram traços genéticos de animais parecidos com elefantes – os mastodontes, que perambulavam ao lado de renas e gansos entre as árvores da região, como bétulas e álamos, além de vida marinha como algas e caranguejos-ferradura.

 

A pesquisa foi publicada na revista Nature.

 

Antes deste estudo, era difícil observar como era a região dois milhões de anos atrás. Os fósseis de animais daquele período são extremamente raros por ali.

 

O professor Eske Willerslev, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e de Cambridge, no Reino Unido, conduziu os estudos. Ele afirma que essa mistura de espécies de climas temperados e do Ártico, vivendo lado a lado, não tem equivalente na era moderna.

 

Na falta de fósseis, a equipe concentrou-se no DNA ambiental, ou eDNA – o material genético perdido pelas plantas ou animais (de células da pele ou esterco, por exemplo) que se acumula no ambiente onde eles vivem.

 

Esta técnica vem sendo amplamente utilizada na conservação ambiental. Estudar o DNA em uma gota de água do mar, por exemplo, pode revelar todas as criaturas que viveram em um trecho de oceano, mesmo se você não conseguir observar os animais individualmente.

 

Na Groenlândia, os pesquisadores usaram amostras de solo antigo para voltar no tempo e estudar a biologia do Pleistoceno Inferior. Eles encontraram um ecossistema florestal, com arbustos do Ártico, ervas, samambaias e musgos crescendo entre as árvores.

 

Foi descoberto DNA de criaturas como roedores, renas e gansos, mas o mastodonte foi uma surpresa.

 

Willerslev contou à BBC que, até então, ninguém havia encontrado parentes dos elefantes na Groenlândia.

 

Extrair e sequenciar o DNA do solo não foi fácil. Os pesquisadores levaram anos para desenvolver a melhor técnica a ser usada. Eles chegaram a pensar que o material genético talvez não conseguisse sobreviver por tanto tempo.

 

Se mais DNA ambiental remanescente for encontrado em outros locais, a descoberta pode mudar a forma como enxergamos o mundo antigo.

 

Internet: <g1.globo.com>.

Considerando os aspectos linguísticos e semânticos do texto, julgue o item.   O verbo “conseguisse” está no modo subjuntivo, indicando uma possibilidade ou uma incerteza.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Modo subjuntivo: “conseguisse” e o valor de possibilidade/incerteza

Gabarito: letra C (Certo). O verbo “conseguisse” está, de fato, no modo subjuntivo — mais precisamente no pretérito imperfeito do subjuntivo — e, no contexto do texto, expressa possibilidade/incerteza. A forma “conseguisse” é a 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo “conseguir”, e sua desinência característica é -sse. No trecho, o valor de incerteza é reforçado pelo verbo “pensar” no pretérito perfeito (“chegaram a pensar”), que introduz uma hipótese não confirmada sobre a sobrevivência do material genético.

O comando da questão

A questão pede um julgamento (Certo/Errado) sobre uma afirmação metalinguística: ela não pergunta o que o texto diz, mas se a classificação gramatical apresentada está correta. Isso muda a estratégia: não se busca uma paráfrase do conteúdo, e sim a comprovação da análise morfológica — identificar o modo, o tempo e o valor semântico do verbo destacado.

O texto e o verbo em questão

O verbo “conseguisse” aparece no trecho:

“Eles chegaram a pensar que o material genético talvez não conseguisse sobreviver por tanto tempo.”

Aqui, o sujeito “eles” (os pesquisadores) duvidava da possibilidade de o material genético sobreviver. O verbo “conseguir” está flexionado no pretérito imperfeito do subjuntivo (terminação -sse), e o advérbio “talvez” — que antecede o verbo — é um marcador típico de dúvida/hipótese, o que confirma o valor semântico de incerteza.

A técnica que decide: modo subjuntivo = incerteza

O modo subjuntivo é o modo da subjetividade, da dúvida, da hipótese e da possibilidade, em oposição ao modo indicativo, que expressa certeza e fato. Essa distinção é clássica:

Modo

Valor

Exemplo

Indicativo

Certeza, fato

“O material genético sobreviveu.”

Subjuntivo

Dúvida, hipótese, possibilidade

“O material genético talvez não conseguisse sobreviver.”

No texto, o autor não afirma que o material genético não sobreviveu; ele relata que os pesquisadores achavam possível que não sobrevivesse. Essa hipótese é exatamente o que o subjuntivo expressa.

Análise da alternativa

Alternativa C — ✅ CertoGABARITO

A afirmação está correta por dois motivos:

  1. Modo: “conseguisse” é forma do pretérito imperfeito do subjuntivo (desinência -sse), como se vê na conjugação: “que eu conseguisse, que tu conseguisses, que ele conseguisse”.

  2. Valor semântico: no contexto, o verbo expressa possibilidade/incerteza, pois o trecho relata uma dúvida dos pesquisadores — reforçada pelo advérbio “talvez” — sobre a sobrevivência do material genético.

PEGA ESSA DICA!

Para reconhecer o subjuntivo, procure a desinência -sse (pretérito imperfeito), -a/-e (presente) ou -r (futuro). E lembre: o subjuntivo é o modo da hipótese, não da certeza.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E nega a afirmação, mas ela é verdadeira. O verbo “conseguisse” está no modo subjuntivo e expressa possibilidade/incerteza no texto. Portanto, a alternativa E contradiz o texto e a gramática — é a negação de uma verdade comprovável.

Conclusão

A questão testa o reconhecimento do modo subjuntivo e seu valor semântico. A forma “conseguisse” (pretérito imperfeito do subjuntivo) expressa hipótese/incerteza, valor confirmado pelo contexto (“talvez não conseguisse sobreviver”). Logo, a afirmação está certa.

Gabarito: letra C (Certo).

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