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Questão de Português — Questões Mescladas de Ortografia — FUNDATEC 2023

PortuguêsQuestões Mescladas de Ortografia
Código
qa494068
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Três Passos
Ano
2023
Cargo
Prof (Três Passos)

Compartilhar práticas é uma maneira de fortalecer comunidades de educadores

 

Por Ruam Oliveira

 

As certificações são fatores importantes na vida de um docente. No meio de toda a correria para preparar aulas e pensar em planos e estratégias para a própria prática, ter um tempo para dedicar à formação é importante. E nada mais justo do que provar que tais habilidades foram conquistadas.

 

É como subir uma escada. Cada certificado e “selo” que o educador recebe serve como mecanismo de impulso para ele continuar se aprimorando e mostrando seu olhar em busca de aperfeiçoamento. O MIEE (Microsoft Innovative Educator Expert) é um bom exemplo. Trata-se de uma certificação feita pela Microsoft Education concedida aos educadores que utilizam a plataforma Educator Center. Antes de ser um “Expert”, professores e professoras precisam acumular ao menos duas horas em cursos na plataforma e, então, se inscrever para a certificação.

 

A professora Karen Carvalho, MIE Expert e professora no curso técnico integrado ao ensino médio em Desenvolvimento de Sistemas, no SENAI de Jaraguá do Sul (SC), conta que ingressou no programa em 2018 e de lá para cá ampliou a maneira como trabalha com tecnologias. Uma percepção que a educadora            é de que os próprios estudantes sentem quando determinada ferramenta é utilizada de um jeito diferente. Para ela, o período de pandemia foi bastante significativo para a forma como os alunos se relacionam com a tecnologia digital em sala de aula.

 

Neste processo, também há um espaço para multiplicar os conteúdos que os educadores            contato. Karen criou, em 2020, um perfil no Instagram para compartilhar essas práticas. Intitulado “TE na Prática”, além de dividir experiências, ela também incentiva educadores do Brasil a se engajar nesta comunidade. “Eu acredito muito nesse senso de comunidade onde um professor não pode ver o outro como um concorrente, mas sim como um colega”, comenta Karen. Ela foca na importância de uma linguagem                      para que as práticas cheguem ao maior número de pessoas possível. Além disso, ao compartilhar práticas, os educadores acabam tendo a chance de descobrir coisas novas.

 

Buscar certificações é também uma maneira que educadores encontram de se atualizar. Tainá Gomes, fundadora da Blue Edu, comenta que encontrar essas formações faz com que o professor se aproxime do aluno e consiga melhores resultados. Ela comenta que, ao compartilhar essas práticas, os educadores podem encontrar formas até mesmo mais produtivas no jeito de dar aulas.

 

Contudo, mesmo com todas as facilidades encontradas nas plataformas digitais, nem todos os professores se animam em usá-las de maneira sistemática em sala de aula. Sobre isso, Tainá comenta que, ao compartilhar práticas e jeitos de usar as ferramentas, já obteve bons resultados com quem não tinha tanta vontade de usar tecnologia na aula.

 

(Disponível em: https://porvir.org/compartilhar-praticas-e-uma-maneira-de-fortalecer-comunidades-de-educadores/ – texto adaptado).

Texto

   

Tendo em vista a correta ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas no texto.

  1. Atêm – têm – acesível
  2. Btem – têm – acessível
  3. Ctêm – tem – assecível
  4. Dtem – tem – acessível
  5. Etêm – tem – acesível
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — tem – têm – acessível

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ortografia e acentuação diferencial: tem, têm e acessível

Gabarito: letra B. A alternativa correta preenche as lacunas com tem – têm – acessível, pois a primeira lacuna exige a forma singular do verbo ter (sujeito singular "educador"), a segunda exige a forma plural (sujeito plural "os educadores"), e a terceira palavra é grafada com ss e acento agudo no i: acessível. A regra que decide é a acentuação diferencial (tem/têm) e a ortografia da palavra derivada de acesso.

O comando da questão

O enunciado pede que você preencha as lacunas "correta e respectivamente" — ou seja, cada lacuna deve ser analisada em sua ordem, e a alternativa deve trazer a sequência exata. Isso exige atenção a dois fenômenos distintos: a flexão verbal (singular/plural) e a grafia de uma palavra. Não é uma questão de interpretação de texto; é uma questão de conhecimento gramatical aplicado ao texto.

O texto e as lacunas

No texto, as lacunas aparecem em três pontos:

  1. "Uma percepção que a educadora __ é de que os próprios estudantes sentem..." — o sujeito é "a educadora" (singular), então o verbo ter deve estar no singular: tem.

  1. "Neste processo, também há um espaço para multiplicar os conteúdos que os educadores __ contato." — o sujeito é "os educadores" (plural), então o verbo ter deve estar no plural: têm.

  1. "Ela foca na importância de uma linguagem __ para que as práticas cheguem ao maior número de pessoas possível." — a palavra que completa o sentido é acessível, que se escreve com ss (porque deriva de acesso) e com acento agudo no i (porque é proparoxítona aparente? Na verdade, é paroxítona terminada em -vel, que é acentuada por regra das paroxítonas terminadas em L? Vamos ver: acessível é paroxítona terminada em -vel, e toda paroxítona terminada em l recebe acento. Ex.: amável, terrível, acessível. Portanto, o acento é obrigatório.

A regra da acentuação diferencial: tem × têm

A forma tem (sem acento) é a 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ter: ele tem. A forma têm (com acento circunflexo) é a 3ª pessoa do plural: eles têm. Essa é uma das poucas diferenças de acentuação que distinguem singular de plural — por isso é chamada de acento diferencial. O mesmo ocorre com vem/vêm, põe/põem etc.

No texto, a primeira lacuna exige tem (singular), e a segunda exige têm (plural). Qualquer alternativa que inverta isso estará errada.

A grafia de "acessível"

A palavra acessível é formada por derivação sufixal a partir de acesso + sufixo -ível. Como o radical termina em -ss, o ss se mantém. Não existe a forma "acesível" (com um só s) nem "assecível" (com s inicial). A grafia correta é acessível, com ss e acento agudo no i.

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

têm – têm – acesível

Erro na primeira lacuna: o sujeito é singular ("a educadora"), então deveria ser tem, não têm. Além disso, "acesível" está grafado incorretamente (falta um s).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

tem – têm – acessível

Preenche corretamente: singular, plural e grafia correta. É a única alternativa que acerta as três lacunas.

Alternativa C — ❌ Incorreta

têm – tem – assecível

Erro na primeira lacuna (deveria ser tem) e na segunda (deveria ser têm). Além disso, "assecível" está grafado incorretamente (o correto é acessível, com ss e c).

Alternativa D — ❌ Incorreta

tem – tem – acessível

Erro na segunda lacuna: o sujeito é plural ("os educadores"), então deveria ser têm, não tem.

Alternativa E — ❌ Incorreta

têm – tem – acesível

Erro na primeira lacuna (deveria ser tem), na segunda (deveria ser têm) e na grafia de "acesível".

Conclusão

A questão testa dois pontos: a acentuação diferencial (tem/têm) e a ortografia de uma palavra derivada. A alternativa B é a única que respeita a concordância verbal (singular/plural) e a grafia correta. Lembre-se: tem = singular, têm = plural; acessível = com ss e acento.

Gabarito: letra B.

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