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Questão de Português — Acentuação — Instituto Consulplan 2023

PortuguêsAcentuação
Código
qa494233
Banca
Instituto Consulplan
Órgão
IF PA
Ano
2023
Cargo
Adm ( )

Tecnologia, inovação e trabalho são feitos de gente

 

É evidente a mudança significativa na forma de trabalho, já que a tecnologia está cada vez mais presente no nosso dia a dia. Tem-se falado muito sobre transformação digital, algoritmo, metaverso, mas nos deparamos com questões voltadas para pessoas que não estão sendo observadas como deveriam.

 

Há um deficit educacional gigantesco no Brasil, além da carência de profissionais da área de tecnologia da informação (TI). Segundo a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a TI precisará de aproximadamente 420 mil profissionais até 2024, mas o sistema educacional brasileiro só capacita 46 mil pessoas com perfil tecnológico por ano. Precisamos investir em educação tecnológica, mas não só isso, também precisamos dar oportunidades.

 

Estamos falando de tecnologias incríveis nas mãos de poucos. Para se ter uma ideia, de acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva e a empresa PwC, mais de 33,9 milhões de brasileiros não têm sequer acesso à internet. Com a chegada do 5G, as escolas privadas que estão nas grandes cidades serão beneficiadas de forma muito mais rápida com a realidade virtual, por exemplo, mas as crianças que estudam em escolas públicas, no interior, não têm a mesma oportunidade.

 

A tecnologia é importante, é um fator primordial. Mas, no fundo, temos carência em diversos aspectos quando falamos de Brasil, inclusive uma necessidade extrema de pessoas querendo falar com pessoas. Os bancos digitais estão mudando suas configurações para que os clientes possam ser atendidos por pessoas e não por robôs. É uma dicotomia que estamos passando, visto que nunca vivemos momentos tão intensos de disrupção digital como agora, sem precedentes históricos. A nossa realidade hoje é completamente diferente e impulsionada por essa transformação digital.

 

Estamos vendo fins de empregos formais, passando a focar em times com outras habilidades, expertises, exigindo criatividade e capacidade de resolver problemas complexos, alfabetização em dados, equidade e meio ambiente. Temas antes desconsiderados que hoje estão provocando essa grande mudança no mercado de trabalho. Isso implica a necessidade de haver pessoas capacitadas, capazes de tomar decisões, com senso crítico apurado e em condições de agir em ambientes turbulentos e incertos. Por isso afirmamos que a inovação é feita por pessoas. Gente que sente e se emociona com as questões do seu entorno. Gente que tem empatia e se solidariza com os problemas dos colegas. Gente que valoriza a ética. A mudança é a constante em nossa vida, mas compreender que o momento não é só tecnologia nos colocará mais empáticos com todos que estão à nossa volta.

 

A tecnologia é o meio, um suporte que, de acordo com a Lei de Moore, se modifica e dobra a cada dois anos. Por sua vez, as pessoas se modificam e crescem. Ampliam o seu conhecimento a cada nova experiência, o aprendizado é incremental e se amplia a cada nova vivência. E altera também em contato com outras pessoas, com viagens, com leituras, com a própria vida. Cada indivíduo modifica a sua realidade e, ao mesmo tempo, é modificado por ela: um ato recíproco. Essas mudanças apresentam uma velocidade exponencial na tecnologia, alteram o nosso ambiente e pessoas são necessárias para conduzir os processos. Desconsiderar as pessoas e sua importância nesse contexto é eliminar a inovação e a tecnologia.

 

(Maria Augusta Orofino. Disponível em:

https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2022/11/5054357- artigo-tecnologia-inovacao-e-trabalho-sao-feitos-de-gente.html. Em: 25/11/2022.)

Texto para responder à questão.

 

“Estamos falando de tecnologias incríveis nas mãos de poucos. Para se ter uma ideia, de acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva e a empresa PwC, mais de 33,9 milhões de brasileiros não têm sequer acesso à internet. Com a chegada do 5G, as escolas privadas que estão nas grandes cidades serão beneficiadas de forma muito mais rápida com a realidade virtual, por exemplo, mas as crianças que estudam em escolas públicas, no interior, não têm a mesma oportunidade.”. Considere o parágrafo e os termos destacados anteriormente e assinale a afirmativa correta a seguir de acordo com a nova ortografia.

  1. AA palavra “ideia” perdeu o acento por se tratar de uma paroxítona com ditongo aberto “ei”.
  2. BO termo “acesso” passa a ser grafado sem o acento gráfico por ser uma paroxítona terminada em “o”.
  3. CO termo “milhões” permanece acentuado graficamente sendo uma paroxítona terminada em ditongo.
  4. DA forma singular de “tecnologias”, que antes era acentuada, perdeu o acento assim como o plural já se apresentava.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — A palavra “ideia” perdeu o acento por se tratar de uma paroxítona com ditongo aberto “ei”.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Acentuação de "ideia" e a nova ortografia

Gabarito: letra A. A palavra "ideia" perdeu o acento porque, com o Novo Acordo Ortográfico, não se acentuam mais as paroxítonas com ditongo aberto "ei". A regra que sustenta a alternativa A está no próprio texto-base, que traz a palavra "ideia" sem acento, e é confirmada pela regra geral de acentuação das paroxítonas.

O comando da questão

A questão pede que você analise apenas o parágrafo destacado e os termos "ideia", "acesso", "milhões" e "tecnologias" à luz da nova ortografia (Acordo Ortográfico de 1990, em vigor desde 2009). O foco é a acentuação gráfica, mais especificamente a regra das paroxítonas e o que mudou com o acordo. Não se trata de interpretação de texto, mas de aplicar a regra gramatical ao vocábulo destacado.

A regra que decide a questão

A regra geral das paroxítonas é: acentuam-se todas as paroxítonas, exceto as terminadas em "a(s)", "e(s)", "o(s)", "em(ens)". Porém, havia uma exceção: as paroxítonas terminadas em ditongo aberto (éi, éu, ói) eram acentuadas — era o caso de "ideia" (i-dei-a), "assembleia", "jiboia", "herói" (esta é oxítona, mas a regra do ditongo aberto valia para todas as posições).

Com o Novo Acordo, essa exceção foi abolida: as paroxítonas com ditongo aberto não são mais acentuadas. Assim, "ideia" perdeu o acento, assim como "assembleia", "geleia", "boia", "jiboia", "paranoia", etc. A palavra "ideia" é paroxítona (a sílaba tônica é "dei") e termina em ditongo "ei", que agora é tratado como ditongo comum, não mais aberto para fins de acentuação.

"Estamos falando de tecnologias incríveis nas mãos de poucos. Para se ter uma ideia, de acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva e a empresa PwC..."

No trecho, a palavra "ideia" aparece sem acento, exatamente como manda a nova regra. A alternativa A afirma isso e ainda explica o motivo: "paroxítona com ditongo aberto 'ei'". Está correta.

Análise das alternativas

Acentuação (novo acordo)
  • 1Paroxítonas
    • Terminadas em a/e/o/em → sem acento
    • Ditongo aberto (ei/oi/eu) → [-] perdeu o acento
      • ideia, assembleia, jiboia
  • 2Oxítonas
    • Terminadas em em/ens → acento mantido
      • milhões
  • 3Palavras que nunca tiveram acento
    • acesso (paroxítona em "o")
    • tecnologia (paroxítona em "a")
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmativa está correta. "Ideia" é uma palavra paroxítona (a sílaba tônica é a penúltima: i-DEI-a) e termina em ditongo aberto "ei". Pela regra do Novo Acordo Ortográfico, não se acentuam mais as paroxítonas com ditongo aberto, portanto "ideia" perdeu o acento. A justificativa apresentada na alternativa é exatamente a razão da mudança.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A afirmativa está incorreta. O termo "acesso" nunca teve acento gráfico — ele é uma paroxítona terminada em "o", e paroxítonas terminadas em "o" não são acentuadas pela regra geral. A alternativa erra ao dizer que "passa a ser grafado sem o acento", como se houvesse perdido um acento que nunca teve. O erro aqui é de extrapolação: atribui uma mudança que não ocorreu.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmativa está incorreta. "Milhões" é uma palavra oxítona (a sílaba tônica é a última: mi-lhÕES), e não paroxítona. Ela é acentuada porque é uma oxítona terminada em "em(s)" — regra que se mantém. A alternativa erra ao classificá-la como paroxítona, o que é um erro de troca de conceito (classificação da sílaba tônica).

Alternativa D — ❌ Incorreta

A afirmativa está incorreta. A forma singular de "tecnologias" é "tecnologia", que nunca foi acentuada — é uma paroxítona terminada em "a", que não recebe acento pela regra geral. A alternativa inventa uma mudança que não existiu, caracterizando extrapolação. Além disso, a justificativa "assim como o plural já se apresentava" é confusa e sem base na regra.

Conclusão

A questão cobra a regra das paroxítonas com ditongo aberto, abolida pelo Novo Acordo. A única alternativa que acerta a regra e a aplicação é a A. As demais ou classificam errado a sílaba tônica (C), ou inventam mudanças que não ocorreram (B e D).

PEGA ESSA DICA!

Para questões de acentuação, o primeiro passo é identificar a sílaba tônica da palavra. Só depois de saber se é oxítona, paroxítona ou proparoxítona você aplica a regra específica. Palavras como "acesso" e "tecnologia" nunca tiveram acento — desconfie de alternativas que dizem que "perderam" o acento.

Gabarito: letra A

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