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Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — Quadrix 2023

PortuguêsConjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais
Código
qa494515
Banca
Quadrix
Órgão
CAU PA
Ano
2023
Cargo
Arq Urb ( )

Em todas as épocas em que a linguagem clássica da arquitetura alcançou um alto grau de eloquência, seu uso se baseou em uma certa filosofia. Um arquiteto só conseguiria empregar as ordens com amor se as amasse de fato e, para tanto, deveria estar persuadido de que essas mesmas ordens corporificavam algum princípio absoluto de verdade ou beleza. A crença na autoridade essencial das ordens assumiu várias formas. A mais simples pode ser descrita nos seguintes termos: Roma fora a maior, Roma fora a mais sábia. A veneração pura e simples de Roma é a melhor pista para a compreensão de muitos aspectos de nossa civilização. Já não podemos compartilhar integralmente desta veneração, porque conhecemos Roma muito bem e nossas informações nem sempre são agradáveis. E nunca soubemos tanto como agora a respeito de outras civilizações que contribuíram para o sucesso alcançado por Roma. Mas se quisermos compreender o pensamento dos séculos XV e XVI, precisamos ser simples. Burckhardt conta uma história muito bonita, que nos pode auxiliar. Em uma certa ocasião, em 1485, foi anunciada a descoberta, em um sarcófago, do corpo de uma mulher romana, em estado de perfeita conservação. O corpo foi levado para o Pallazzo dei Conservatori. À medida que a notícia foi se espalhando, foi se formando uma multidão para ver a maravilha.


John Summerson. A linguagem clássica da arquitetura.
São Paulo: Martins Fontes, 2006 (com adaptações).

Acerca da estrutura e do conteúdo do texto, julgue o item a seguir.   As duas ocorrências da forma verbal “fora” estão flexionadas no pretérito imperfeito do modo indicativo.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Flexão verbal: o pretérito mais-que-perfeito do indicativo

Gabarito: E (Errado). As duas ocorrências de “fora” no texto estão flexionadas no pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo, e não no pretérito imperfeito, como afirma a assertiva. A forma “fora” é a 3ª pessoa do singular do pretérito mais-que-perfeito do verbo ser (e também do verbo ir), tempo que indica uma ação passada anterior a outra também passada. No texto, lemos: “Roma fora a maior, Roma fora a mais sábia” — ambas as ocorrências expressam um estado passado anterior ao momento da fala, típico do mais-que-perfeito.

O comando da questão

A banca pede um julgamento Certo/Errado sobre a classificação morfológica de uma forma verbal. Não se trata de interpretação de texto, mas de gramática aplicada ao texto: é preciso identificar o tempo e o modo da forma “fora” no contexto em que aparece. O comando é direto: “As duas ocorrências da forma verbal ‘fora’ estão flexionadas no pretérito imperfeito do modo indicativo.” Para resolver, você precisa conhecer a conjugação do verbo ser e reconhecer a desinência -ra como marca do pretérito mais-que-perfeito.

O texto e a localização da resposta

No trecho do texto de John Summerson, encontramos:

“Roma fora a maior, Roma fora a mais sábia.”

As duas formas “fora” referem-se a Roma e expressam um estado passado, anterior ao momento em que o autor escreve. O pretérito mais-que-perfeito do indicativo é usado exatamente para indicar uma ação ou estado concluído antes de outra ação passada. Aqui, o autor fala de uma época passada (a veneração de Roma) e usa “fora” para situar o estado de Roma como anterior a esse momento. A desinência -ra é a marca clássica desse tempo.

A técnica que decide a questão

Para não errar, memorize a conjugação do verbo ser no pretérito mais-que-perfeito do indicativo:

Pessoa

Forma

eu

fora

tu

foras

ele

fora

nós

fôramos

vós

fôreis

eles

foram

Note que a 3ª pessoa do singular é fora, idêntica à forma do pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo ir (ex.: “se eu fora” — arcaico). Mas no texto, o contexto é claramente de indicativo: “Roma fora a maior” = “Roma tinha sido a maior”. O pretérito imperfeito do indicativo do verbo ser seria era (ex.: “Roma era a maior”). Portanto, a assertiva está errada.

Análise da assertiva

1Desinência -ra
fora (ser/ir)
cantara
vendera
2Valor: anterior a outro passado
3⚠️ Não confundir
Imperfeito: era (ser)
Imperfeito subjuntivo: fora (ir, arcaico)
Pretérito mais-que-perfeito (indicativo)
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Pretérito mais-que-perfeito (indicativo): Desinência -ra (fora (ser/ir), cantara, vendera); Valor: anterior a outro passado; ⚠️ Não confundir (Imperfeito: era (ser), Imperfeito subjuntivo: fora (ir, arcaico))

Assertiva — ❌ Errado

A afirmativa diz que “fora” está no pretérito imperfeito do indicativo. Isso é falso. A forma “fora” é o pretérito mais-que-perfeito do indicativo do verbo ser. O pretérito imperfeito do indicativo de “ser” é era. A desinência -ra é característica do mais-que-perfeito, como em “cantara”, “vendera”, “partira”. No texto, as duas ocorrências de “fora” indicam um estado passado anterior ao momento da fala, exatamente o valor do mais-que-perfeito.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a forma homônima “fora”, que pode ser confundida com o pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo ir (ex.: “se eu fora”) ou com o pretérito mais-que-perfeito do verbo ser. No texto, o contexto de indicativo e o sentido de anterioridade desfazem a ambiguidade.

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar o tempo verbal, pergunte: “qual é a forma do pretérito imperfeito do indicativo?” Para o verbo ser, é era. Se a forma for fora, é mais-que-perfeito. Memorize as desinências: -va/-ia (imperfeito), -ra (mais-que-perfeito), -ria (futuro do pretérito).

Conclusão: a assertiva está errada, pois “fora” é pretérito mais-que-perfeito do indicativo, e não pretérito imperfeito. Gabarito: E (Errado).

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