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Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — FUNDATEC 2023

PortuguêsConjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais
Código
qa494961
Banca
FUNDATEC
Órgão
CAU RS
Ano
2023
Cargo
Sup Tec ( )

FIPA Brasil-Portugal: Desafios e conquistas na preservação do patrimônio histórico são debatidos em São Luís (MA)

 

Começou. De hoje até sexta-feira (14 a 16/06/2023), o Centro Histórico de São Luís (Maranhão) se torna o epicentro das discussões sobre conservação e reuso do Patrimônio Arquitetônico no Brasil e em Portugal. Com o tema “Diversidade em diálogos permanentes”, o 9º Fórum Internacional de Patrimônio Arquitetônico (FIPA) reúne os mais importantes pesquisadores da área de patrimônio dos dois países, em uma troca de conhecimentos e experiências vibrante e intensa. O objetivo é trazer à tona as técnicas e soluções mais recentes, unindo inovação e tradição.

 

O FIPA foi idealizado pelas arquitetas Maria Rita Amoroso, brasileira, e Alice Tavares, portuguesa, com o objetivo de fortalecer a relação entre Portugal e Brasil no campo do patrimônio, discutindo técnicas construtivas e promovendo a valorização, conservação e salvaguarda de bens materiais e imateriais nos dois países. “O FIPA certifica a força da união Brasil-Portugal. Trabalha a diversidade das culturas que nos faz progredir juntos. Diálogos conscientes, resilientes, históricos e artísticos”, disse Maria Rita na solenidade de abertura.

 

O presidente da União Internacional de Arquitetos (UIA), José Luis Cortés, parabenizou os organizadores do FIPA pelos resultados alcançados ao longo dos anos. “Como vocês sabem, proteger o Patrimônio Histórico foi a missão que norteou a criação da UIA em 1948. A Europa estava destruída pela Guerra. Unimos 120 países nessa missão e desde então temos trabalhado com esse tema em todo o mundo”, disse. Ele também destacou a importância dos centros históricos para o debate sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.

 

“Este evento integra três vértices da minha vida: patrimônio, pesquisa científica e militância profissional”, disse a presidente do CAU Brasil, Nadia Somekh. “Não podemos esquecer que a questão do patrimônio é uma questão urbana. O Brasil precisa de Arquitetura e Urbanismo. Não falta trabalho para os arquitetos realizarem. Precisamos sensibilizar a população sobre a Arquitetura, sobre o Patrimônio e sobre a Amazônia”.

 

Coordenador do FIPA Portugal e professor da Universidade de Aveiro, Aníbal Costa enfatizou a dificuldade de colocar o conhecimento acadêmico em prática, em aproximar a teoria da realidade. “É difícil colocar esse conhecimento na utilização do dia a dia. Essa é uma dificuldade que existe em Portugal e no Brasil”, afirmou, reforçando a necessidade de unir esforços em eventos como o FIPA, para conservar e salvaguardar o patrimônio histórico.

 

Por conseguinte, Leandro Grass, presidente do Iphan, destacou que o Patrimônio deve ser discutido com vistas à promoção da cidadania. “Que as tecnologias e conhecimentos aqui debatidos possam servir à cidadania, com foco no ser humano. O Patrimônio é a história das pessoas, suas esperanças e seus sentimentos”, disse.

 

(Disponível em: https://caubr.gov.br/fipa-brasil-portugal-desafios-e-conquistas-na-preservacao-do-patrimonio-historico-sao-debatidos-em-sao-luis-ma/ – texto adaptado).

Texto

   

Analisando o fragmento “É difícil colocar esse conhecimento na utilização do dia a dia”, assinale a alternativa que apresenta um verbo.

  1. AÉ.
  2. Bdifícil.
  3. Cesse.
  4. Dconhecimento.
  5. Eutilização.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — É.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Identificação de verbo no fragmento

Gabarito: letra A. No fragmento “É difícil colocar esse conhecimento na utilização do dia a dia”, o único verbo é “É” — forma do verbo ser, 3ª pessoa do singular do presente do indicativo. As demais palavras pertencem a outras classes: difícil é adjetivo, esse é pronome demonstrativo, conhecimento e utilização são substantivos. A resposta está ancorada na análise morfológica da frase, não em interpretação de sentido.

O comando

A questão pede que você assinale a alternativa que apresenta um verbo no fragmento dado. Isso é uma tarefa de morfologia — reconhecimento de classe gramatical —, não de interpretação de texto. Você não precisa entender o sentido global do parágrafo; basta identificar qual palavra pertence à classe dos verbos.

O texto

O fragmento é uma fala de Aníbal Costa, coordenador do FIPA Portugal, sobre a dificuldade de aplicar o conhecimento acadêmico na prática. Mas, para esta questão, o contexto é irrelevante: a análise é puramente gramatical.

A técnica

Para identificar um verbo, pergunte: qual palavra indica ação, estado ou fenômeno da natureza e pode ser flexionada em tempo, modo, número e pessoa? No fragmento, a única palavra que cumpre esse papel é “É”, que é a forma do verbo ser no presente do indicativo, 3ª pessoa do singular. Veja:

  • É → verbo ser (indica estado: “é difícil” = “está difícil”).

  • difícil → adjetivo (qualifica algo).

  • esse → pronome demonstrativo (aponta para algo).

  • conhecimento → substantivo (nomeia algo).

  • utilização → substantivo (nomeia algo).

PEGA ESSA DICA!

Para reconhecer um verbo, tente conjugá-lo em outra pessoa ou tempo. Se a palavra mudar de forma (ex.: ésou, era, será), é verbo. Se não mudar (ex.: difícil, esse), não é.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“É” é a única palavra do fragmento que é verbo. Trata-se da 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ser, que indica estado. A prova: você pode flexioná-la — sou, és, é, somos, sois, são — sem que a frase perca o sentido estrutural. Nenhuma outra palavra do trecho aceita essa flexão.

Alternativa B — ❌ Incorreta

“difícil” é adjetivo — palavra que qualifica ou caracteriza um substantivo. No fragmento, caracteriza a ação de “colocar esse conhecimento na utilização do dia a dia”. Não varia em pessoa nem em tempo (difícil, difíceis — só em número), o que a exclui da classe dos verbos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“esse” é pronome demonstrativo — palavra que situa algo no espaço, no tempo ou no discurso. Aqui, aponta para “conhecimento”. Não admite flexão verbal de nenhuma espécie; é invariável em pessoa e tempo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“conhecimento” é substantivo — palavra que nomeia seres, objetos, ideias ou conceitos. No fragmento, é o núcleo do objeto direto de “colocar”. Não é verbo, pois não indica ação, estado ou fenômeno e não se conjuga.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“utilização” é substantivo — palavra que nomeia uma ação, mas, morfologicamente, é um nome (derivado do verbo utilizar por sufixação). Não é verbo: não se flexiona em tempo, modo, número ou pessoa. A presença do sufixo -ção indica nominalização, não conjugação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre palavras que têm relação com ação (como utilização, que deriva de utilizar) e palavras que são efetivamente verbos. O critério não é o significado, mas a classe gramatical — e só o verbo se flexiona.

Gabarito: letra A.

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