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Questão de Português — Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc) — Quadrix 2023

PortuguêsFatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
Código
qa496102
Banca
Quadrix
Órgão
CRQ 4 (SP)
Ano
2023
Cargo
PAS (CRQ 4)

Abordagem comportamental da administração

 

A partir dos trabalhos de dinâmica de grupo desenvolvidos por Kurt Lewin – ainda na sua fase inicial de impulsionador da Teoria das Relações Humanas – com a divulgação do livro de Chester Bamard e dos estudos de George Homans sobre sociologia funcional de grupo, culminando com a publicação do livro de Herbert Simon sobre o comportamento administrativo, a teoria administrativa passa a apresentar novas colocações.

 

As raízes profundas dessas novas contribuições podem ser localizadas nos desdobramentos da teoria das relações humanas. Contudo, é somente a partir da década de 1950 que se desenvolve nos Estados Unidos uma nova concepção de administração, trazendo diferentes conceitos, variáveis e, sobretudo, uma nova visão da teoria administrativa fundamentada no comportamento humano nas organizações.

 

A abordagem comportamental – também chamada behaviorista (em função do behaviorismo na psicologia) – marca a mais forte influência das ciências do comportamento na teoria administrativa e a busca de novas soluções democráticas, humanas e flexíveis para os problemas organizacionais. Enquanto o estruturalismo foi influenciado pela sociologia – e mais especificamente pela sociologia organizacional – a abordagem comportamental recebe forte influência das ciências comportamentais – e, mais especificamente, da psicologia organizacional.

 

Idalberto Chiavenato. Administração geral e pública.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2008 (com adaptações).

Com base nos aspectos linguísticos, de estrutura e de conteúdo, julgue o item.   Na linha, a palavra “mais” deve ser classificada como adjetivo, considerando que modifica o advérbio “especificamente”.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A palavra "mais" no texto: advérbio, não adjetivo

Gabarito: E (Errado). A assertiva está incorreta porque a palavra "mais" no trecho "mais especificamente" não é adjetivo, mas sim advérbio de intensidade, que modifica o advérbio "especificamente". O adjetivo, por definição, caracteriza um substantivo; aqui, "mais" intensifica o sentido de um advérbio, função típica da classe dos advérbios.

O comando da questão

A banca pede um julgamento sobre a classificação morfológica da palavra "mais" no contexto do texto. Trata-se de uma questão de gramática normativa (morfologia), não de interpretação de conteúdo. O candidato deve identificar a classe gramatical da palavra com base em sua função na frase.

O trecho em análise

No texto, lê-se:

"a abordagem comportamental recebe forte influência das ciências comportamentais – e, mais especificamente, da psicologia organizacional."

A expressão "mais especificamente" é formada por:

  • mais: advérbio de intensidade, equivalente a "muito" ou "ainda";

  • especificamente: advérbio de modo.

A função de "mais" é intensificar o advérbio "especificamente", indicando um grau maior de especificidade. Isso é exatamente o que um advérbio faz: modifica um verbo, um adjetivo ou outro advérbio. O adjetivo, por sua vez, modifica um substantivo, atribuindo-lhe uma característica — o que não ocorre aqui.

A regra que decide

  • Advérbio: classe invariável que modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio. Ex.: "muito rápido", "bem devagar".

  • Adjetivo: classe variável que caracteriza o substantivo. Ex.: "casa bonita", "aluno dedicado".

No trecho, "mais" não caracteriza nenhum substantivo; ele intensifica o sentido de "especificamente". Portanto, é advérbio de intensidade, e não adjetivo.

1Classe correta
Advérbio de intensidade
Modifica outro advérbio
2Por que não é adjetivo
Adjetivo modifica substantivo
Não caracteriza substantivo aqui
3Função
Intensifica "especificamente"
Equivale a "muito"/"ainda"
"mais" em "mais especificamente"
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"mais" em "mais especificamente": Classe correta (Advérbio de intensidade, Modifica outro advérbio); Por que não é adjetivo (Adjetivo modifica substantivo, Não caracteriza substantivo aqui); Função (Intensifica "especificamente", Equivale a "muito"/"ainda")

Análise da assertiva

A assertiva afirma que "mais" deve ser classificada como adjetivo, considerando que modifica o advérbio "especificamente". Há um duplo erro:

  1. A classe está errada: "mais" é advérbio, não adjetivo.

  2. A justificativa é contraditória: se a palavra modifica um advérbio, ela só pode ser advérbio — adjetivo não modifica advérbio.

Portanto, a afirmação é falsa.

Conclusão

A banca explora a confusão comum entre advérbio e adjetivo. Lembre-se: advérbio modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio; adjetivo modifica substantivo. Como "mais" modifica o advérbio "especificamente", é advérbio de intensidade.

Gabarito: E (Errado).

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