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Questão de Português — Termos Integrantes (Objeto Direto e Indireto, Complemento Nominal e Agente da Passiva) — FUNDATEC 2023

PortuguêsTermos Integrantes (Objeto Direto e Indireto, Complemento Nominal e Agente da Passiva)
Código
qa498701
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Santa Rosa
Ano
2023
Cargo
AAd (Pref Sta Rosa)

Nomadismo Digital

 

Por Fernando Mantovani

 

A ideia de que é inviável ter onze meses de trabalho duro e viver bem apenas um mês por ano, nas férias, já está bastante disseminada. Sentir-se “inteiro” e satisfeito na maior parte do tempo, inclusive no horário comercial, é importante para a saúde física e mental de todos, tendo reflexos diretos na produtividade e na criatividade das equipes. Pessoas felizes trabalham e vivem melhor, e empresas que se preocupam em contribuir para um estado de ânimo positivo são verdadeiros ímãs de talentos.

 

A novidade que agora vem ganhando força é levar o espírito das férias para o expediente.

 

Chamado de nomadismo digital, esse movimento envolve um conceito de rotina mais livre e ousado, com a possibilidade de descobertas e experiências distintas daquelas que obtemos no dia a dia. Os nômades digitais trabalham em diferentes locais e cidades, unindo plenamente os conceitos de dever, prazer e lazer.

 

O nomadismo digital amplia e renova o significado de trabalho remoto, indo muito além do home office. Tecnicamente, qualquer lugar do mundo serve de escritório para os profissionais que optam por esse caminho. Basta possuir um notebook e acesso à internet para trabalhar, e as atividades podem acontecer em um café, parque, hotel, em várias cidades ou até mesmo dando uma volta pelo mundo.

 

Nesse grupo, estão profissionais que abrem mão de ter uma residência fixa, em nome de explorar os mais variados destinos e vivências. E há também aqueles que viajam e voltam periodicamente para a cidade onde moram, especialmente se há filhos envolvidos. A palavra-chave para todos é flexibilidade, um dos pontos mais procurados atualmente pelos trabalhadores qualificados.

 

A prioridade do nômade digital não é fazer turismo, mas trabalhar, cumprir metas, resolver problemas e, no meio disso tudo, saborear uma comida típica, visitar um ponto turístico famoso ou conversar com locais. A rotina deles pode ser bem parecida com a de todos nós. No entanto, por estarem trabalhando em um destino especial de alguma maneira, acabam tendo vivências que a maioria apenas desfruta durante as férias.

 

Antes mais restrito às ocupações criativas, como jornalismo, arquitetura e design, hoje o nomadismo digital ganha terreno em inúmeras profissões, como engenharia, contabilidade, administração e psicologia. Seu crescimento foi impulsionado por mudanças trazidas pela pandemia, sendo o home office a principal delas.

 

Com a disseminação dessa modalidade de trabalho, ficou claro para empregadores e empregados que o desempenho e os resultados dependem pouco do horário ou do local de trabalho. Um bom rendimento é fruto, acima de tudo, do nível de engajamento, responsabilidade e iniciativa dos times.

 

Para os interessados, é bom lembrar que o nomadismo digital não é sinônimo de aventura ou perigo. Conciliar trabalho e viagens requer muito planejamento antes de colocar o pé na estrada.

 

O primeiro desafio do nômade digital costuma ser a adesão e o apoio da empresa em que trabalha para esse projeto. Profissionais que trabalham longe do escritório e viajando pelo mundo são comuns em startups, mas nem tanto em organizações convencionais. Esse cenário, entretanto, vem se transformando aos poucos.

 

Algumas companhias já perceberam que abrir-se para essa nova tendência é uma salutar via de mão dupla. Apostar no profissional que deseja aderir ao nomadismo digital aumenta a aposta dele próprio na empresa, e todos saem ganhando em respeito, admiração e compromisso.

 

(Disponível em: https://exame.com/colunistas/sua-carreira-sua-gestao/nomadismo

-digital-ganha-forca/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica a correta função sintática do termo sublinhado no trecho a seguir: “E há também aqueles”.

  1. ASujeito.
  2. BPredicativo do Sujeito.
  3. CObjeto Indireto.
  4. DObjeto Direto.
  5. EAposto.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Objeto Direto.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática de "aqueles" em "E há também aqueles"

Gabarito: letra D. O termo sublinhado "aqueles" exerce a função de objeto direto do verbo "há" (haver no sentido de "existir"), pois o verbo "haver" é transitivo direto e exige complemento sem preposição. No trecho do texto, "aqueles" retoma "profissionais" e completa o sentido do verbo: há aqueles = existem aqueles. A banca testa justamente a confusão entre o pronome demonstrativo (que parece sujeito) e sua real função de objeto direto.

O comando da questão

O enunciado pede a função sintática do termo sublinhado. Isso é uma questão de análise sintática — não de interpretação de texto. Você precisa identificar a relação que o termo estabelece com o verbo da oração. A pergunta é direta: "qual a função?" — e as alternativas oferecem as funções possíveis (sujeito, predicativo, objeto direto, objeto indireto, aposto).

O trecho e o verbo "haver"

No texto, o trecho completo é:

"E há também aqueles que viajam e voltam periodicamente para a cidade onde moram"

O verbo "há" é uma forma do verbo "haver" no sentido de "existir". Nesse sentido, o verbo "haver" é:

  • impessoal (não tem sujeito);

  • transitivo direto (exige objeto direto, sem preposição).

Assim, na oração "há aqueles", o termo "aqueles" é o objeto direto — é o que se há (existe). Não há sujeito, pois o verbo é impessoal.

A técnica que decide

Para identificar a função sintática, pergunte: quem pratica a ação? Se o verbo tem sujeito, ele é quem pratica; se não tem, o termo que completa o sentido é objeto. No caso de "haver" no sentido de "existir", não há agente — o verbo é impessoal. Portanto, "aqueles" não pode ser sujeito; é o complemento verbal, e como não há preposição, é objeto direto.

Análise das alternativas

1Impessoal
Não tem sujeito
2Transitivo direto
Exige objeto direto (sem preposição)
3Termo "aqueles"
Objeto direto
Não é sujeito
Não é objeto indireto
Verbo "haver" (sentido de existir)
LEVELsoulevel.com.br
Verbo "haver" (sentido de existir): Impessoal (Não tem sujeito); Transitivo direto (Exige objeto direto (sem preposição)); Termo "aqueles" (Objeto direto, Não é sujeito, Não é objeto indireto)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Sujeito — O verbo "haver" no sentido de "existir" é impessoal, ou seja, não possui sujeito. Se "aqueles" fosse sujeito, o verbo concordaria com ele ("aqueles há"), o que não ocorre. O termo "aqueles" completa o sentido do verbo, não pratica a ação. Erro: contradiz o texto — o texto mostra "há aqueles", em que "aqueles" é complemento, não sujeito.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Predicativo do Sujeito — O predicativo do sujeito atribui qualidade ou estado ao sujeito, sempre com verbo de ligação. Aqui o verbo é transitivo direto, não de ligação. "Aqueles" não caracteriza ninguém; é o objeto que se há. Erro: troca de conceito — confunde predicativo com objeto direto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Objeto Indireto — O objeto indireto exige preposição (a, de, em, com, etc.). No trecho, "aqueles" aparece sem preposição: "há aqueles". Portanto, não pode ser objeto indireto. Erro: contradiz o texto — a ausência de preposição é decisiva.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Objeto Direto — O verbo "haver" no sentido de "existir" é transitivo direto, e "aqueles" é o complemento sem preposição. Como se lê no texto: "E há também aqueles que viajam...". O pronome "aqueles" retoma "profissionais" e completa o sentido do verbo. É a única alternativa sustentada pelo texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Aposto — O aposto é um termo que explica ou especifica outro, geralmente entre vírgulas ou após dois-pontos. No trecho, "aqueles" não explica nem especifica nenhum termo anterior; é o complemento direto do verbo. Erro: fora do escopo — o aposto não se aplica à estrutura da oração.

Conclusão

A questão exige reconhecer que o verbo "haver" no sentido de "existir" é impessoal e transitivo direto. O termo "aqueles" é o objeto direto. Gabarito: letra D.

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar a função sintática, identifique primeiro o verbo e sua transitividade. Se o verbo for impessoal (como "haver" no sentido de existir), não há sujeito — o termo que o acompanha é objeto direto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o pronome demonstrativo "aqueles" (que parece sujeito) e sua real função de objeto direto. Lembre-se: "há" = "existe" não tem sujeito.

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