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Questão de Português — Termos Integrantes (Objeto Direto e Indireto, Complemento Nominal e Agente da Passiva) — FUNDATEC 2023

PortuguêsTermos Integrantes (Objeto Direto e Indireto, Complemento Nominal e Agente da Passiva)
Código
qa498749
Banca
FUNDATEC
Órgão
FOZPREV
Ano
2023
Cargo
Ana Prev ( )

Previdência Social: Reflexões e Desafios

 

Por José Pimentel, Ministro da Previdência Social

 

A Previdência Social Brasileira é um patrimônio do trabalhador e de sua família. Transformou-se, ao longo das últimas oito décadas, em um complexo e abrangente sistema de proteção social, com significativa cobertura de riscos sociais. A cobertura dos trabalhadores ativos vem se recuperando ano a ano, e a cobertura dos idosos coloca o país em um patamar de quase universalidade. Essas são características da Previdência Social que certamente nos orgulham e nos desafiam para o futuro.

 

O esforço para melhorar o atendimento ao segurado e aos seus dependentes é uma ação permanente. Os grandes números da Previdência Social num país com as dimensões do Brasil certamente são importantes, mas também a qualidade do atendimento. Por isso, foram tomadas medidas de gestão visando oferecer um atendimento simplificado e resolutivo, com a implantação do reconhecimento automático de direitos. A aprovação da Lei Complementar 128/08 possibilitou a utilização plena do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) para efeito de comprovação de vínculos e contribuições. Com isso, implantamos o sistema de concessão de benefícios em até meia hora. O processo de melhoria é permanente.

 

Outro aspecto importante diz respeito à expansão da cobertura previdenciária. Já estamos preocupados com os futuros segurados, os jovens que ainda não entraram no mercado de trabalho, e com os que ainda estão por nascer. Serão eles que, em algumas décadas, estarão contribuindo para os regimes previdenciários e, por meio de suas contribuições, financiando os benefícios da atual geração de trabalhadores. É preciso legar às futuras gerações um sistema previdenciário sadio, sustentável e que lhes garanta proteção social – e não apenas contas a pagar.

 

Hoje vivemos um período demográfico relativamente generoso, no qual a participação das pessoas em idade ativa está aumentando. Essa fase de “bônus demográfico”, entretanto, não será para sempre. Devemos nos preparar para enfrentar, em breve, um período em que a participação dos idosos no total da população alcançará níveis elevados. Os desafios são grandes.

 

Muitos defendem para o Brasil um sistema previdenciário com franca tendência universalizante e caráter redistributivo – hoje representado pelos sistemas de proteção social escandinavos. Nesses países, o financiamento de um amplo sistema de proteção é possível graças ao trabalho de todos. Esses países possuem elevadas taxas de emprego, bem como idades de aposentadoria ajustadas ao seu patamar demográfico.

 

Este livro reúne informações e dados mais recentes sobre a nossa Previdência Social. Serve à reflexão pública quanto aos desafios que enfrentaremos nos próximos anos no campo previdenciário. Mas, como ressalta o Secretário Helmut Schwarzer, em sua introdução a este volume, as políticas previdenciárias têm um grande impacto econômico, político e social. Podemos dizer, portanto, que os desafios aqui colocados não se referem apenas à Previdência, mas ao futuro da nação brasileira.

 

Tenho a certeza de que os estudos que compõem este volume serão de grande importância para o debate social e político nos próximos anos.

 

(Disponível em: http://sa.previdencia.gov.br/site/arquivos/office/3_100202-164641-248.pdf – texto adaptado especialmente para esta prova).

Texto

   

Considerando o emprego das orações subordinadas substantivas, assinale a alternativa que indica a correta função sintática da oração a seguir: “Tenho a certeza de que os estudos que compõem este volume serão de grande importância para o debate social e político nos próximos anos”.

  1. ASujeito.
  2. BObjeto Indireto.
  3. CObjeto Direto.
  4. DComplemento Nominal.
  5. EPredicativo do Sujeito.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Complemento Nominal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática da oração subordinada substantiva: completiva nominal

Gabarito: letra D. A oração "de que os estudos que compõem este volume serão de grande importância para o debate social e político nos próximos anos" exerce a função de complemento nominal, pois completa o sentido do substantivo abstrato "certeza", como se lê no trecho: "Tenho a certeza de que os estudos...". A oração é introduzida pela preposição "de", exigida pelo nome "certeza", e não por um verbo — o que a distingue de objeto indireto.

O comando da questão

O enunciado pede que você identifique a função sintática de uma oração subordinada substantiva. Isso é uma questão de análise sintática — você precisa reconhecer o papel que a oração desempenha dentro do período, comparando-a com os termos da oração que ela equivale (sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo, aposto).

Aqui, o foco está em termos integrantes da oração, especialmente o complemento nominal. A banca quer que você perceba que a oração não complementa um verbo, mas sim um nome — no caso, o substantivo "certeza".

O texto e a oração em análise

O trecho destacado é o último período do texto:

"Tenho a certeza de que os estudos que compõem este volume serão de grande importância para o debate social e político nos próximos anos."

Vamos decompor:

  • Tenho — verbo transitivo direto (quem tem, tem algo).

  • a certeza — objeto direto de "tenho".

  • de que os estudos... — oração subordinada substantiva completiva nominal, pois completa o sentido do substantivo "certeza".

Observe que a oração vem introduzida pela preposição "de", que é exigida pelo nome "certeza" (temos "certeza de algo"). Ela não é exigida pelo verbo "ter" — o verbo "ter" não pede "de". Portanto, a oração não é objeto indireto; é complemento nominal.

A técnica: como distinguir complemento nominal de objeto indireto

A pegadinha clássica desta questão é confundir complemento nominal com objeto indireto, porque ambos são termos preposicionados. A diferença está no elemento que exige o complemento:

  • Objeto indireto completa o sentido de um verbo transitivo indireto (ex.: "Gosto de música" — "de música" completa o verbo "gostar").

  • Complemento nominal completa o sentido de um nome — substantivo, adjetivo ou advérbio (ex.: "Tenho orgulho de você" — "de você" completa o substantivo "orgulho").

No trecho, a oração "de que os estudos..." completa o substantivo "certeza". Logo, é complemento nominal.

Outra forma de confirmar: substitua a oração por "disso".

"Tenho a certeza disso."

A expressão "disso" (= de + isso) funciona como complemento nominal de "certeza". Se fosse objeto indireto, a substituição seria por "nisso" ou "disso" após um verbo, mas aqui o termo está ligado a um nome.

Análise das alternativas

1Completa VERBO
Objetiva direta (sem preposição)
Objetiva indireta (com preposição)
2Completa NOME
Completiva nominal (preposição exigida pelo nome)
3Outras funções
Sujeito
Predicativo
Aposto
Oração subordinada substantiva
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Oração subordinada substantiva: Completa VERBO (Objetiva direta (sem preposição), Objetiva indireta (com preposição)); Completa NOME (Completiva nominal (preposição exigida pelo nome)); Outras funções (Sujeito, Predicativo, Aposto)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Sujeito. A oração não exerce função de sujeito. O sujeito da oração principal é desinencial ("eu" implícito em "tenho"). A oração "de que os estudos..." não pratica nem sofre a ação de "ter"; ela apenas completa o sentido de "certeza". Para ser sujeito, a oração deveria vir antes do verbo ou ser retomada por um pronome, como em "É importante que você estude" (a oração destacada é sujeito). Aqui, não há essa relação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Objeto Indireto. A oração é preposicionada, mas não completa um verbo transitivo indireto. O verbo "ter" é transitivo direto ("ter algo"), e o termo "a certeza" é seu objeto direto. A oração "de que..." liga-se ao substantivo "certeza", não ao verbo. Portanto, não é objeto indireto. A banca tenta confundir porque ambos são preposicionados, mas a diferença está no termo que exige a preposição: verbo (objeto indireto) vs. nome (complemento nominal).

Alternativa C — ❌ Incorreta

Objeto Direto. O objeto direto é o termo que completa um verbo transitivo direto sem preposição. A oração "de que..." é introduzida pela preposição "de", o que já a exclui da função de objeto direto. Além disso, o objeto direto de "tenho" é "a certeza", não a oração. A oração não poderia ser objeto direto porque não responde a "o quê?" após o verbo de forma direta; ela responde a "certeza de quê?".

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Complemento Nominal. A oração "de que os estudos..." completa o sentido do substantivo abstrato "certeza", sendo introduzida pela preposição "de", exigida por esse nome. Como vimos, o complemento nominal é o termo preposicionado que completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio). Aqui, temos "certeza de que..." — a oração funciona exatamente como um complemento nominal oracional. A substituição por "disso" confirma: "Tenho a certeza disso".

Alternativa E — ❌ Incorreta

Predicativo do Sujeito. O predicativo do sujeito atribui qualidade ou estado ao sujeito, geralmente após verbo de ligação. No trecho, não há verbo de ligação na oração principal ("tenho" é verbo transitivo direto), e a oração não caracteriza o sujeito. Ela apenas completa o sentido de um nome. Portanto, não é predicativo.

Conclusão

A questão testa a distinção entre complemento nominal e objeto indireto. A chave é identificar o termo que exige a preposição: se for um verbo, é objeto indireto; se for um nome (substantivo, adjetivo, advérbio), é complemento nominal. No trecho, a oração completa o substantivo "certeza", logo é complemento nominal.

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar uma oração subordinada substantiva, pergunte: "Ela completa o sentido de um verbo ou de um nome?" Se completar um nome, é completiva nominal; se completar um verbo, é objetiva direta ou indireta. Substituir a oração por "isso" ou "disso" ajuda a visualizar a função.

Gabarito: letra D

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