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Questão de Português — Conjunção — Quadrix 2023

PortuguêsConjunção
Código
qa498810
Banca
Quadrix
Órgão
CRA PE
Ano
2023
Cargo
Adm ( )

Hoje em dia, o norte da Groenlândia é um deserto polar. Mas o material genético extraído de amostras do solo revelou uma rica variedade de plantas e animais.

 

Os cientistas encontraram traços genéticos de animais parecidos com elefantes – os mastodontes, que perambulavam ao lado de renas e gansos entre as árvores da região, como bétulas e álamos, além de vida marinha como algas e caranguejos-ferradura.

 

A pesquisa foi publicada na revista Nature.

 

Antes deste estudo, era difícil observar como era a região dois milhões de anos atrás. Os fósseis de animais daquele período são extremamente raros por ali.

 

O professor Eske Willerslev, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e de Cambridge, no Reino Unido, conduziu os estudos. Ele afirma que essa mistura de espécies de climas temperados e do Ártico, vivendo lado a lado, não tem equivalente na era moderna.

 

Na falta de fósseis, a equipe concentrou-se no DNA ambiental, ou eDNA – o material genético perdido pelas plantas ou animais (de células da pele ou esterco, por exemplo) que se acumula no ambiente onde eles vivem.

 

Esta técnica vem sendo amplamente utilizada na conservação ambiental. Estudar o DNA em uma gota de água do mar, por exemplo, pode revelar todas as criaturas que viveram em um trecho de oceano, mesmo se você não conseguir observar os animais individualmente.

 

Na Groenlândia, os pesquisadores usaram amostras de solo antigo para voltar no tempo e estudar a biologia do Pleistoceno Inferior. Eles encontraram um ecossistema florestal, com arbustos do Ártico, ervas, samambaias e musgos crescendo entre as árvores.

 

Foi descoberto DNA de criaturas como roedores, renas e gansos, mas o mastodonte foi uma surpresa.

 

Willerslev contou à BBC que, até então, ninguém havia encontrado parentes dos elefantes na Groenlândia.

 

Extrair e sequenciar o DNA do solo não foi fácil. Os pesquisadores levaram anos para desenvolver a melhor técnica a ser usada. Eles chegaram a pensar que o material genético talvez não conseguisse sobreviver por tanto tempo.

 

Se mais DNA ambiental remanescente for encontrado em outros locais, a descoberta pode mudar a forma como enxergamos o mundo antigo.

 

Internet: <g1.globo.com>.

Considerando os aspectos linguísticos e semânticos do texto, julgue o item.   O “Mas” introduz uma oração coordenada adversativa e pode ser substituído por porém, sem alteração de sentido do texto.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

O "Mas" como conjunção adversativa e sua substituição por "porém"

Gabarito: C (Certo). O item está correto porque o "Mas" no início do texto introduz uma oração coordenada adversativa, expressando oposição entre a ideia de deserto polar e a descoberta de vida, e pode ser substituído por "porém" sem alteração de sentido, pois ambos são conjunções adversativas equivalentes. Como se lê no primeiro parágrafo: "Hoje em dia, o norte da Groenlândia é um deserto polar. Mas o material genético extraído de amostras do solo revelou uma rica variedade de plantas e animais." — a substituição mantém a relação de contraste.

O comando

A questão pede um julgamento sobre aspectos linguísticos e semânticos: se o "Mas" é uma conjunção coordenada adversativa e se pode ser trocado por "porém" sem mudança de sentido. Isso envolve conhecimento gramatical (classificação da conjunção) e semântico (equivalência de sentido entre conectivos). Não é uma questão de interpretação profunda do texto, mas de aplicação de regra gramatical ao contexto.

O texto e o "Mas"

No texto, o "Mas" aparece logo no início, ligando duas orações: "Hoje em dia, o norte da Groenlândia é um deserto polar" e "o material genético extraído de amostras do solo revelou uma rica variedade de plantas e animais". A primeira oração afirma uma condição atual (deserto polar); a segunda apresenta um fato que contrasta com essa condição (a descoberta de vida). Essa relação de oposição é típica das conjunções adversativas. O "Mas" não poderia ser substituído por uma aditiva ("e") sem alterar o sentido, pois a ideia de contraste se perderia.

A regra: conjunções adversativas

As conjunções adversativas (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, etc.) ligam orações coordenadas que expressam oposição, contraste, quebra de expectativa. O "mas" é a mais comum e, sintaticamente, não pode ser deslocado na frase — ele sempre inicia a oração adversativa. Já o "porém" pode ser deslocado (ex.: "Ele estudou; passou, porém."). Essa diferença sintática, no entanto, não impede a substituição no contexto dado, pois a posição do "mas" no início da oração é exatamente onde o "porém" também poderia aparecer sem prejuízo de sentido.

1Função
Oposição
Contraste
Quebra de expectativa
2Exemplos
Mas
Porém
Contudo
Todavia
Entretanto
3Sintaxe
Mas: não se desloca
Porém: pode ser deslocado
Conjunções adversativas
LEVELsoulevel.com.br
Conjunções adversativas: Função (Oposição, Contraste, Quebra de expectativa); Exemplos (Mas, Porém, Contudo, Todavia, Entretanto); Sintaxe (Mas: não se desloca, Porém: pode ser deslocado)

Análise do item

O item afirma duas coisas: (1) o "Mas" introduz oração coordenada adversativa — verdadeiro, pois há oposição entre as ideias; (2) pode ser substituído por "porém" sem alteração de sentido — verdadeiro, pois ambos são adversativos e a troca mantém a relação de contraste. Portanto, o item está certo.

Conclusão

A questão é simples, mas exige atenção à diferença entre equivalência semântica e restrição sintática. O "mas" e o "porém" são sinônimos nesse contexto, e a substituição é válida. Gabarito: C (Certo).

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