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Questão de Português — Sujeito — FUNDATEC 2023

PortuguêsSujeito
Código
qa499034
Banca
FUNDATEC
Órgão
SPGG RS
Ano
2023
Cargo
Med ( )

Por que o mix de gerações deve ser visto como algo positivo nas empresas?

 

Por Diego Cidade

 

Com o aumento da expectativa de vida e, consequentemente, da maior necessidade de trabalhar por mais tempo, há uma convivência inédita de praticamente quatro gerações no ambiente profissional.

 

Entretanto, o ponto é que o desenvolvimento e a promoção de um ambiente organizacional cada vez mais diverso e inclusivo é a meta de muitas empresas, ou seja, inclui diversidade de: geração, capacidades físicas e mentais, orientação sexual, religião, relações étnico-raciais, classe social, gênero, e outras.

 

A pesquisa “Diversidade, equidade e inclusão nas organizações”, realizada pela Deloitte em 2021, contou com 215 empresas e mostra que praticamente metade (49%) tem uma área dedicada a questões de diversidade, equidade e inclusão (D&I).

 

Mas por que o mix de gerações é visto como um embate interno nas empresas e a diversidade é vista como algo positivo e necessário?

 

Estão se tornando comuns pautas sobre o embate de gerações no ambiente de trabalho, e sobre como essa questão pode estar sendo vista de forma negativa em organizações, por ser um desafio para a área de Recursos Humanos.

 

O conceito de diversidade se refere às diferentes formas de se pensar o trabalho e as organizações, assim como de se abordar as situações a ele relacionadas, que são profundamente enraizadas nas identidades sociais, o que demanda então uma reinterpretação dos estereótipos do que é envelhecer.

 

De acordo com uma pesquisa desenvolvida pela consultoria Universum, as gerações do mercado de trabalho possuem não só seus pontos de divergência, mas também possuem pontos de convergência.

 

Quando analisado o aspecto liderança no ambiente de trabalho, assumir um cargo de liderança é essencial para 61% dos entrevistados da geração Y, para também 61% da geração Z e 57% da X.

 

Além disso, todas as gerações demonstraram preocupação em relação a conseguir adaptar suas personalidades no ambiente de trabalho (50% nas gerações Y e Z e 40% na geração X). O que mais incomoda a geração X em geral é não poder aproveitar a aposentadoria, ficar preso sem oportunidades ou não ter estabilidade no trabalho.

 

As empresas precisam ter uma ótica positiva sobre a integração geracional.

 

Não deixa de ser um desafio para o RH, entretanto, saber lidar com as divergências de perfil comportamental identificadas entre as gerações é essencial e deve ser algo incentivado pela alta liderança.

 

Afinal, o cenário ideal de uma organização, que preza pelo trabalho em equipe e em um ambiente colaborativo, é de que as tarefas de um processo ou projeto sejam realizadas por pessoas com habilidades diferentes que, somadas, ofereçam uma solução completa.

 

Apesar de as empresas estarem avançando em suas práticas e políticas de inclusão, a próxima fronteira é ir além dessa representatividade nos cargos iniciais, e levar os grupos minorizados aos postos de liderança.

 

Em 23% das empresas pesquisadas pela Deloitte as mulheres ocupam mais da metade dos cargos de liderança. No entanto, os demais grupos minorizados em geral ocupam menos de 5% desses postos: pessoas com deficiência (39%), LGBTQIA+ (29%), raças e etnias (26%) e geracional (20%).

 

(Disponível em: https://exame.com/carreira/por-que-o-mix-de-geracoes-deve-ser-visto-comoalgo- positivo-nas-empresas/ – texto adaptado especialmente para esta prova)

Instrução: A questão de número refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

   

Assinale a alternativa que indica o termo que exerce a função de sujeito da forma verbal “tem” na linha 09.

  1. A215.
  2. BEmpresas.
  3. CMetade.
  4. D49%.
  5. EÁrea.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Metade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sujeito da forma verbal “tem” — Gabarito: letra C.

O sujeito da forma verbal “tem” é “metade”, como se lê no trecho: “mostra que praticamente metade (49%) tem uma área dedicada a questões de diversidade, equidade e inclusão (D&I)”. O verbo “tem” concorda com o núcleo do sujeito, que é “metade” — os demais termos (“praticamente”, “49%”, “uma área”) são adjuntos ou complementos, não o sujeito.

O comando

A questão pede que você identifique o termo que exerce a função de sujeito da forma verbal “tem”. Isso é uma tarefa de análise sintática: você deve localizar o verbo, perguntar “quem tem?” e encontrar o termo que responde a essa pergunta. Não se trata de interpretação de sentido, mas de função gramatical — a resposta está na estrutura da oração, não no conteúdo do texto.

O texto

No trecho em questão, o autor cita a pesquisa da Deloitte: “A pesquisa ‘Diversidade, equidade e inclusão nas organizações’, realizada pela Deloitte em 2021, contou com 215 empresas e mostra que praticamente metade (49%) tem uma área dedicada a questões de diversidade, equidade e inclusão (D&I).” A oração principal é “A pesquisa ... mostra que ...”. A oração subordinada substantiva objetiva direta é “que praticamente metade (49%) tem uma área...”. Dentro dessa oração, o verbo é “tem”, e o sujeito é “metade”. O numeral “49%” está entre parênteses como aposto explicativo de “metade”, e “praticamente” é um adjunto adverbial. Portanto, o núcleo do sujeito é metade.

A técnica que decide

Para achar o sujeito, siga o método:

  1. Localize o verbo — aqui, “tem”.

  2. Pergunte “quem tem?” — a resposta é “metade”.

  3. Confirme a concordância — “metade tem” (singular), e não “metade têm” (plural).

O sujeito é o termo que concorda com o verbo em número e pessoa. “Metade” é um substantivo singular, por isso o verbo fica no singular. Os outros termos da oração não podem ser sujeito porque não concordam com o verbo: “215” e “empresas” estão no plural, “49%” é um aposto (explicação de “metade”), e “área” é o objeto direto (quem tem uma área).

Sujeito de "tem"
  • 1Núcleo: "metade"
    • Concorda no singular
  • 2Não é sujeito
    • "215" (adjunto adnominal)
    • "Empresas" (objeto indireto)
    • "49%" (aposto explicativo)
    • "Área" (objeto direto)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

“215” é o número de empresas que participaram da pesquisa, mas não é o sujeito de “tem”. Na oração, “215” aparece como adjunto adnominal de “empresas” (“contou com 215 empresas”). O verbo “tem” não concorda com “215” (plural), e a pergunta “quem tem?” não é respondida por “215”. Erro: troca de termo — confunde o adjunto adnominal com o sujeito.

Alternativa B — ❌ Incorreta

“Empresas” é o núcleo do objeto indireto da locução “contou com 215 empresas”, mas não é o sujeito de “tem”. O verbo “tem” está em uma oração subordinada que fala sobre “metade”, não sobre “empresas”. Além disso, “empresas” está no plural, e o verbo “tem” está no singular — a concordância não bate. Erro: troca de termo — atrai o candidato pelo peso semântico, mas a função sintática é outra.

Alternativa C — ✅ Correta

“Metade” é o núcleo do sujeito da forma verbal “tem”. Na oração “que praticamente metade (49%) tem uma área...”, o verbo “tem” concorda com “metade” (singular). O numeral “49%” entre parênteses é um aposto explicativo — ele explica o valor de “metade”, mas não é o sujeito. A prova está na concordância: “metade tem” (e não “metade têm”). Gabarito.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“49%” é o aposto explicativo de “metade”, não o sujeito. O aposto é um termo acessório que explica ou especifica outro termo — aqui, ele está entre parênteses justamente para indicar que é uma explicação. O verbo “tem” concorda com “metade”, não com “49%”. Erro: troca de termo — confunde aposto com núcleo do sujeito.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“Área” é o objeto direto do verbo “tem” (“tem uma área”), não o sujeito. Na oração, “uma área” é o complemento que recebe a ação de “ter”. O sujeito é quem pratica a ação — “metade”. Erro: troca de termo — confunde objeto direto com sujeito.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o núcleo do sujeito (“metade”) e o aposto explicativo entre parênteses (“49%”), além de tentar atrair o candidato para termos de maior “peso” semântico como “empresas” ou “área”.

PEGA ESSA DICA!

Para achar o sujeito, pergunte “quem + verbo?”. A resposta é o sujeito. E desconfie de termos entre parênteses — eles costumam ser apostos, não sujeitos.

Gabarito: letra C.

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