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Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — Quadrix 2023

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
qa499041
Banca
Quadrix
Órgão
CRT ES
Ano
2023
Cargo
Ag Fisc ( )

Texto para o item.

 

O que é o ruído marrom, que promete acalmar o cérebro e combater o déficit de atenção

 

Talvez você não saiba, mas existem alguns sons com nomes de cor. Os mais conhecidos são o ruído branco, que contém a mesma intensidade sonora em todas as frequências audíveis pelo ouvido humano (o resultado lembra o som emitido por uma TV fora do ar), e o ruído rosa, que também é uma mistura de todas as frequências, só que um pouco mais intenso nos sons médios. O ruído marrom é como o branco e o rosa, só que mais grave – porque as frequências médias e as agudas estão presentes em menor proporção. Ele tem esse nome por causa do movimento browniano, um fenômeno identificado pelo biólogo escocês Robert Brown, em 1827.

 

Brown constatou que, quando as partículas estão suspensas em um meio (ele usou pólen, mergulhado na água e observado por um microscópio), elas tendem a se movimentar de uma forma aleatória, mas, ao mesmo tempo, característica. O ruído marrom tem esse nome porque, se ele for representado graficamente, o resultado fica similar à representação de um padrão browniano, com mais elementos de baixa frequência (que oscilam menos vezes por segundo) e menos elementos de alta frequência (que oscilam mais vezes por segundo).

 

Na prática, ele é mais agradável aos ouvidos do que os outros ruídos coloridos, já que é menos agudo – e, por isso, começou a fazer sucesso nas redes. Mas e o déficit de atenção, onde entra? Existem alguns estudos científicos demonstrando que o ruído branco realmente pode melhorar a concentração de crianças com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Os adeptos do ruído marrom, sobre o qual não há estudos similares, simplesmente transpuseram essas conclusões.

 

Uma hipótese sobre o efeito do ruído branco (e, presumivelmente, do marrom) é que ele cria um estímulo constante, que ocupa e sacia o cérebro – atenuando a sensação de inquietação e desconcentração causada, em quem sofre de TDAH, pela falta do neurotransmissor dopamina.

 

Ele é, no mínimo, bem calmante – lembra o som de ondas quebrando na praia. E mal não faz. Desde que você tome um cuidado bem importante: o volume dos seus fones de ouvido. A exposição prolongada a sons altos causa danos auditivos irreversíveis – e aqueles contínuos e agradáveis, como o ruído marrom, podem ser especialmente perigosos, porque o volume pode não parecer tão alto quanto realmente está.

 

Se você for escutar o ruído marrom – o YouTube está cheio de versões e variações, com chuva e com outros sons relaxantes adicionados –, ouça sempre em volume baixo e evite a exposição contínua (parando a cada 15 ou 30 minutos, por exemplo, para dar tempo de os ouvidos descansarem).

 

Internet: <www.super.abril.com.br> (com adaptações).

Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.   A substituição da forma verbal “há” por existem manteria a correção gramatical do texto.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição de “há” por “existem” — correção gramatical

Gabarito: letra C (Certo). A substituição da forma verbal “há” por “existem” mantém a correção gramatical do texto, pois o verbo “existir” é pessoal e deve concordar com o sujeito, que no trecho é plural. A passagem que decide é o 2º parágrafo: “existem alguns sons com nomes de cor” — se trocarmos por “há”, a frase continua correta, pois “haver” no sentido de existir é impessoal e fica no singular.

O comando

A questão pede para julgar se a troca de “há” por “existem” preserva a correção gramatical. Isso é uma questão de concordância verbal e de reescritura sem alteração de sentido. Não se trata de interpretação de texto, mas de aplicar a regra do verbo “haver” impessoal versus o verbo “existir” pessoal.

O texto

O texto fala sobre o ruído marrom. No 2º parágrafo, lemos: “existem alguns sons com nomes de cor”. O verbo “existir” está no plural porque concorda com o sujeito “alguns sons”. Se trocarmos por “há”, a frase fica “há alguns sons com nomes de cor” — o verbo “haver” no sentido de existir é impessoal, ou seja, não tem sujeito, e fica sempre na 3ª pessoa do singular. Portanto, a troca é gramaticalmente correta.

A regra que decide

  • Verbo “haver” no sentido de existir é impessoal: não tem sujeito, fica sempre no singular. Ex.: “Há muitos livros na estante.”

  • Verbo “existir” é pessoal: tem sujeito e concorda com ele. Ex.: “Existem muitos livros na estante.”

Na troca, o que muda é a estrutura sintática: com “haver”, o termo “alguns sons” é objeto direto; com “existir”, vira sujeito. Mas a correção gramatical é mantida, pois ambas as construções são válidas na norma culta.

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar substituições, pergunte-se: a nova forma exige sujeito? Se sim, o verbo deve concordar com ele. “Haver” no sentido de existir não pede sujeito; “existir” pede.

Verbo "haver" (existir)
  • 1Impessoal
  • 2Sem sujeito
  • 3Sempre 3ª pessoa do singular
  • 4Termo é objeto direto
  • 5Verbo "existir"
    • Pessoal
    • Tem sujeito
    • Concorda com o sujeito
    • Termo é sujeito
  • 6Substituição "há" ↔ "existem"
    • Mantém a correção gramatical
    • Muda a estrutura sintática
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Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmação está correta. O trecho original “existem alguns sons com nomes de cor” pode ser reescrito como “há alguns sons com nomes de cor” sem prejuízo gramatical. O verbo “haver” impessoal permanece no singular, e a frase continua clara e correta. A banca cobra exatamente esse conhecimento: a diferença entre verbo impessoal e pessoal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A afirmação de que a substituição não manteria a correção gramatical é falsa. Não há qualquer erro em usar “há” no lugar de “existem” nesse contexto. Quem marca esta opção provavelmente confunde a regra do “haver” impessoal com a necessidade de concordância, achando que “há” deveria virar “hão” — o que não existe. O verbo “haver” no sentido de existir é invariável.

Conclusão: a substituição é gramaticalmente correta, pois respeita a natureza impessoal do verbo “haver”. Portanto, gabarito: letra C.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre “haver” (impessoal, sempre singular) e “existir” (pessoal, concorda com o sujeito). Lembre-se: “há” não tem plural.

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