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Questão de Português — Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) — Quadrix 2023

PortuguêsPontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)
Código
qa499101
Banca
Quadrix
Órgão
CRO PB
Ano
2023
Cargo
Ag Adm ( )

Você é feliz? E agora, neste exato momento, você está feliz? Esperamos que sim. Mas seja qual for o seu veredicto, você provavelmente hesitou um pouquinho antes de responder. Porque a felicidade é fugidia: às vezes conseguimos agarrá‑la e queremos ficar assim para sempre, mas aí ela começa a escorrer como areia por entre os dedos – ou simplesmente some, sem motivo aparente, para reaparecer tempos depois. Como escreveu Machado de Assis, a felicidade é uma quimera: algo que você passa a vida tentando alcançar, mas está sempre escapando. Ela é muito mais do que ter saúde, dinheiro, liberdade e uma rede de apoio social – que são os critérios usados pelo world happiness report, da Organização das Nações Unidas (ONU), para medir o grau de felicidade de uma nação. Na décima edição desse ranking, publicado em 2022, o Brasil aparece apenas na 38.a posição; e os países mais felizes do mundo são, pela ordem, Finlândia, Dinamarca e Islândia. A Finlândia, aliás, lidera o ranking há cinco anos. Só que 18,8% da sua população tem algum problema psicológico, especialmente com o desenvolvimento de depressão – o percentual mais alto da União Europeia. Você pode ter tudo objetivamente, e mesmo assim não se sentir feliz. O mais provável é que a felicidade e a infelicidade estejam relacionadas a mecanismos cerebrais mais complexos do que se imagina. Nos últimos anos, a ciência encontrou alguns sinais disso. Descobriu‑se, por exemplo, uma molécula que carimba cada uma das memórias – e determina se ela vai ser positiva ou negativa. E que o cérebro possui uma malha de circuitos, a chamada rede de modo padrão, que pode ser decisiva para a sensação de (in)felicidade. Uma das características mais típicas da tristeza é ficar ruminando as coisas: repetir muitas vezes os mesmos pensamentos negativos, que ocupam um tempo enorme e vão assumindo um peso bem maior do que o real (o termo é uma referência aos animais ruminantes, como, por exemplo, as vacas, que ficam um tempão mastigando os alimentos). A felicidade não é sólida; ela oscila, momento a momento. Uma hora nos sentimos felizes e outra, não, mesmo quando não há estímulos claramente negativos. Todo mundo oscila entre o feliz e o não tão feliz; o alegre e o neutro; o melancólico e o triste; e mil outras emoções. Todas têm sua função, inclusive porque elas podem ser instrumentos da razão e nos ajudam a fazer julgamentos rápidos e com menos esforço cognitivo. Vale a pena andar na montanha‑russa das emoções – mesmo que isso signifique encarar uma sequência interminável, muitas vezes imprevisível, de subidas e descidas. Por mais que estejamos sempre correndo atrás da felicidade, sabemos que ela vai escapar e voltar sem muito controle, guiada por balés neuroquímicos e ventos da vida. E tudo bem, pois as coisas também precisam dos seus opostos. Se não houvesse a escuridão da noite, jamais veríamos o sol nascer. Se tudo fosse feliz, nada seria feliz.


Internet: <www.super.abril.com.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Quanto à ortografia oficial, à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para os vocábulos e os trechos destacados do texto, julgue o item.

 

“Descobriu‑se, por exemplo, uma molécula que carimba cada uma das memórias – e determina se ela vai ser positiva ou negativa. E que o cérebro possui uma malha de circuitos, a chamada rede de modo padrão” por Descobriu‑se, por exemplo, uma molécula que carimba cada uma das memórias e determina se ela vai ser positiva ou negativa, e que o cérebro, possui uma malha de circuitos, a chamada rede de modo padrão

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescritura com alteração de pontuação: vírgula indevida entre sujeito e verbo

Gabarito: E (Errado). A substituição proposta não preserva a correção gramatical, pois insere uma vírgula entre o sujeito "o cérebro" e o verbo "possui", o que é proibido pela norma padrão. No trecho original, "o cérebro possui uma malha de circuitos" forma uma estrutura direta sujeito-verbo-complemento, sem qualquer pausa obrigatória; a vírgula acrescentada na reescritura quebra essa estrutura, tornando o período gramaticalmente incorreto.

"Descobriu‑se, por exemplo, uma molécula que carimba cada uma das memórias – e determina se ela vai ser positiva ou negativa. E que o cérebro possui uma malha de circuitos, a chamada rede de modo padrão"

A passagem original mostra que "o cérebro" é o sujeito de "possui", e "uma malha de circuitos" é o objeto direto. Não há qualquer elemento intercalado que justifique a vírgula. A reescritura proposta, ao colocar "e que o cérebro, possui uma malha de circuitos", separa o sujeito do verbo com uma vírgula, o que é um erro clássico de pontuação.

O comando da questão

O enunciado pede para julgar se a substituição proposta está correta quanto à ortografia, à correção gramatical e à coerência. Isso significa que devemos verificar se a nova redação mantém o sentido original e se obedece às regras gramaticais, especialmente de pontuação. Não se trata de interpretação de conteúdo, mas de análise gramatical da reescritura.

A técnica que decide

A regra central aqui é: não se separa o sujeito do verbo por vírgula. Essa é uma das proibições mais cobradas em provas. No trecho original, a estrutura é:

  • Sujeito: "o cérebro"

  • Verbo: "possui"

  • Objeto direto: "uma malha de circuitos"

A vírgula inserida na reescritura entre "cérebro" e "possui" viola essa regra. Além disso, a reescritura também altera a pontuação do trecho anterior, substituindo o travessão por vírgula, o que é aceitável, mas o erro principal está na vírgula indevida.

Análise da alternativa

1Regra
Proibido separar
Estrutura direta: sujeito + verbo + complemento
2Exceções (permitem vírgula)
Aposto
Vocativo
Adjunto deslocado
Oração intercalada
3Caso da questão
"o cérebro possui" → sem vírgula
"o cérebro, possui" → [-] erro
Vírgula entre sujeito e verbo
LEVELsoulevel.com.br
Vírgula entre sujeito e verbo: Regra (Proibido separar, Estrutura direta: sujeito + verbo + complemento); Exceções (permitem vírgula) (Aposto, Vocativo, Adjunto deslocado, Oração intercalada); Caso da questão ("o cérebro possui" → sem vírgula, "o cérebro, possui" → [-] erro)

Alternativa E — ❌ Errado ⟵ GABARITO

A afirmação de que a substituição está correta é falsa. O erro está na vírgula após "cérebro":

"e que o cérebro, possui uma malha de circuitos"

Essa vírgula separa o sujeito "o cérebro" do verbo "possui", o que é proibido pela norma culta. Não há qualquer justificativa para a pausa: não há aposto, vocativo, adjunto deslocado ou oração intercalada. Portanto, a reescritura não é gramaticalmente correta, e o item deve ser julgado errado.

NÃO CAIA NESSA!

A banca insere uma vírgula entre sujeito e verbo, um erro sutil que muitos candidatos não percebem, especialmente porque o restante da reescritura parece aceitável. Fique atento a vírgulas que separam termos essenciais da oração.

PEGA ESSA DICA!

Ao reescrever trechos, verifique sempre se a pontuação não separa o sujeito do verbo, o verbo do complemento ou o nome do seu adjunto adnominal. Esses são os casos proibidos mais cobrados.

Conclusão: a substituição proposta contém um erro de pontuação (vírgula entre sujeito e verbo), portanto o item está errado. Gabarito: letra E.

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