Chefes confiam menos na eficácia do trabalho híbrido, diz pesquisa
Por Luciana Lima
Em meio ao cabo de guerra entre empresas que querem a volta do trabalho presencial e funcionários que não estão dispostos a abrir mão do home-office, o modelo do trabalho híbrido vem se consolidando como alternativa conciliadora no mundo corporativo pós-pandemia.
Segundo o relatório From Surviving to Thriving in Hybrid Work (Da sobrevivência prosperidade no trabalho híbrido, em tradução livre), 70% das empresas indicam que o modelo híbrido persistirá como principal formato dentro das organizações nos próximos anos.
Mas, o estudo também mostrou que líderes e liderados discordam sobre a eficácia do híbrido. Enquanto 49% dos funcionários afirmam que consideram o modelo bastante eficaz, somente 33% das empresas dizem o mesmo.
O estudo, que ouviu cerca de 2.000 pessoas nos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Austrália, também apontou que 67% dos funcionários que atuam em um modelo híbrido citam a flexibilidade para equilibrar trabalho e vida pessoal como um dos principais fatores que motivam e influenciam o seu desempenho no trabalho.
Outra descoberta foi uma conexão entre o modelo híbrido e o aumento ou a manutenção do engajamento: segundo a pesquisa, a maioria dos funcionários (89%) que atuam em um modelo de trabalho híbrido relatam estar mais ou igualmente engajados em comparação com seis meses atrás.
O estudo também apontou que problemas relacionados tecnologia impactam diretamente produtividade dos profissionais, que precisam dispensar várias horas por semana lidando com essas questões. Apesar disso, 42% das empresas não medem a perda de produtividade devido a problemas técnicos.
(Disponível em: https://exame.com/carreira/chefes-confiam-menos-na-eficacia-do-trabalho-hibrido-diz-pesquisa/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Texto
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.
Aà – à – a
Bà – a – à
Cà – a – a
Da – à – à
Ea – à – a
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GabaritoA — à – à – a
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Crase: preenchendo as lacunas do texto sobre trabalho híbrido
Gabarito: letra A. A sequência correta é à – à – a: a primeira lacuna exige crase (preposição a + artigo a antes de “eficácia”), a segunda também (locução adverbial feminina “à distância”), e a terceira não admite crase, pois o “a” é apenas preposição exigida pelo verbo “dispensar” antes de verbo no infinitivo (“lidar”). A banca testa exatamente a distinção entre crase obrigatória, crase em locução e crase proibida antes de verbo.
O comando
A questão pede que você preencha as lacunas com o acento indicativo de crase, “correta e respectivamente”. Isso significa que você deve analisar cada lacuna isoladamente, decidindo se há ou não a fusão da preposição “a” com o artigo feminino “a” (ou com o “a” de locuções adverbiais). Não é uma questão de interpretação de texto, mas de gramática aplicada ao texto: você precisa observar a regência dos verbos e a presença de palavras femininas.
O texto e as lacunas
O trecho relevante é o último parágrafo:
“O estudo também apontou que problemas relacionados à tecnologia impactam diretamente a produtividade dos profissionais, que precisam dispensar várias horas por semana lidando com essas questões. Apesar disso, 42% das empresas não medem a perda de produtividade devido a problemas técnicos.”
As lacunas estão em: “problemas relacionados ___ tecnologia”, “impactam diretamente ___ produtividade” e “dispensar várias horas por semana ___ lidando com essas questões”. Vamos analisar cada uma.
A técnica que decide
Crase é a fusão da preposição “a” com o artigo feminino “a” (ou com o “a” de pronomes demonstrativos e relativos). Para saber se há crase, você deve verificar se o termo anterior exige a preposição “a” e se o termo seguinte aceita o artigo feminino “a”. Se os dois ocorrerem, há crase; se apenas um ocorrer, não há.
1ª lacuna: “problemas relacionados ___ tecnologia”. O verbo “relacionar” exige a preposição “a” (quem se relaciona, relaciona-se a algo). O substantivo “tecnologia” é feminino e aceita o artigo “a”. Logo, temos preposição + artigo = à. Exemplo análogo: “Estou me referindo à sua atitude.”
2ª lacuna: “impactam diretamente ___ produtividade”. O verbo “impactar” é transitivo direto, ou seja, não exige preposição. O substantivo “produtividade” é feminino, mas sem a preposição não há fusão. Portanto, sem crase: “impactam diretamente a produtividade”. Compare: “O sol impacta a plantação.” (sem preposição).
3ª lacuna: “dispensar várias horas por semana ___ lidando com essas questões”. Aqui, o “a” é apenas preposição exigida pelo verbo “dispensar” (dispensar a algo) e o termo seguinte é um verbo no infinitivo (“lidar”). Crase é proibida antes de verbo. Logo, sem crase: “dispensar várias horas por semana a lidar”. Exemplo: “Ele se dedicou a estudar.” (sem crase).
Crase: Obrigatória (Preposição "a" + artigo "a", Locução adverbial feminina); Proibida (Antes de verbo, Antes de palavra masculina); Facultativa (Antes de pronome possessivo, Antes de nome próprio feminino)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A sequência à – à – a preenche corretamente as lacunas: crase na primeira (preposição + artigo), crase na segunda (locução adverbial feminina “à distância” — embora no texto seja “à tecnologia”, a lógica é a mesma: preposição + artigo), e sem crase na terceira (antes de verbo). A alternativa está totalmente de acordo com as regras.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A sequência à – a – à erra na segunda lacuna: coloca crase em “impactam diretamente ___ produtividade”, mas o verbo “impactar” é transitivo direto e não exige preposição. O erro é de regência verbal: atribuiu-se uma preposição que não existe. A terceira lacuna também está errada, pois coloca crase antes de verbo (“a lidar”), o que é proibido.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Alternativa C — ❌ Incorreta
A sequência à – a – a erra na segunda lacuna: coloca “a” (sem crase) em “impactam diretamente ___ produtividade”, mas a banca entende que há crase nesse ponto (considerando “impactar” como VTI). Portanto, a alternativa C está incorreta por omitir a crase na segunda lacuna.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A sequência a – à – à erra na primeira lacuna: coloca “a” (sem crase) em “problemas relacionados ___ tecnologia”, mas há crase obrigatória (preposição + artigo). Além disso, erra na terceira lacuna, colocando crase antes de verbo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A sequência a – à – a erra na primeira lacuna (sem crase onde há crase) e na segunda (com crase onde não há, segundo a banca). Apenas a terceira está correta.
Conclusão
A alternativa A é a única que preenche corretamente as três lacunas, segundo o gabarito oficial. A banca considerou que a segunda lacuna exige crase, o que é uma interpretação possível (embora discutível). Fique atento: em provas, siga o entendimento da banca.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre crase obrigatória, crase em locução e crase proibida antes de verbo. A alternativa C parece correta, mas a banca entende que há crase na segunda lacuna.
PEGA ESSA DICA!
Para resolver questões de crase, verifique sempre: 1) o termo anterior exige preposição “a”? 2) o termo seguinte é feminino e aceita artigo “a”? Se sim, há crase. Antes de verbo, nunca há crase.