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Questão de Português — Crase — FUNDATEC 2023

PortuguêsCrase
Código
qa499305
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Xangri-lá
Ano
2023
Cargo
Ag ( )

Segunda sem carne – o que é, origem e motivos para aderir

 

Por P. H. Mota

 

O vegetarianismo e o veganismo têm ganhado cada vez mais adeptos na sociedade. Isso porque as pessoas estão buscando mais informações sobre os efeitos do consumo de carne e outros produtos de origem animal. Ainda que pareça difícil cortar o ingrediente por completo do cardápio, existe um pequeno projeto capaz de provocar grandes transformações: a campanha Segunda Sem Carne.

 

Assim como o nome indica, o projeto propõe a redução do consumo de carne em apenas um dia da semana. Além de focar em preservar o meio ambiente e melhorar a saúde das pessoas, o programa também propõe aumentar o consumo de frutas, verduras e leguminosas.

 

A segunda-feira foi escolhida exatamente por marcar o início da semana, uma vez que a maioria das pessoas já escolhe o dia como momento ideal para começar novos hábitos, assim há mais abertura para o projeto. Atualmente, a Segunda Sem Carne é um projeto de mais de 40 países, como Estados Unidos, Reino Unido e Brasil. A fim de ganhar ainda mais relevância e destaque, a campanha constantemente busca o apoio de líderes internacionais, celebridades e empresas.

 

O projeto surgiu durante a Primeira Guerra Mundial, durante a dificuldade de fornecimento de alimentos para tropas. Dessa maneira, a U.S. Food Administration, responsável pelos estoques, teve uma ideia: o plano consistia em incentivar as famílias a reduzir o consumo de alguns alimentos, que seriam enviados para os militares. Assim, nasceram os projetos Segunda Sem Carne e Quarta Sem Trigo. Durante a Segunda Guerra Mundial, a campanha voltou a acontecer. Foi em 2003, então, que Sid Lerner reviveu a ideia nos Estados Unidos, na intenção de prevenir problemas de saúde provocadas pelo consumo excessivo de carne. No Brasil, a campanha ganhou força e desdobramentos por meio de projetos governamentais. Em São Paulo, por exemplo, desde 2011 acontece o projeto da Alimentação Escolar Vegana. Por meio dele, alunos da rede pública de ensino se alimentam de refeições livres de ingredientes com origem animal. Com a medida, cerca de 1 milhão de alunos são atingidos, o que garante uma economia de 436 toneladas de carne por ano.

 

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) luta para que mais programas de governo apoiem a iniciativa pois acredita em benefícios para as pessoas, para o meio ambiente e para os animais:

 

Preservação de animais: anualmente, mais de 70 bilhões de animais são mortos no mundo todo. Isso porque os números falam apenas sobre animais terrestres, não incluindo os animais marinhos que também têm o mesmo destino. No Brasil, por exemplo, o último relatório do IBGE sobre animais abatidos tem dados alarmantes. A cada segundo, morre 1 boi, 1 porco e 190 frangos.

 

Pecuária e poluição: além de ser responsável por abater os animais, a pecuária tem outros impactos no meio ambiente. A atividade consome muita água, grãos para ração, combustíveis fósseis e pesticidas. Além disso, para se produzir apenas 1 kg de carne bovina, cerca de 335 kg de CO2 (gás carbônico) são emitidos na atmosfera. Dessa maneira, produzir um quilograma de carne é equivalente a dirigir um carro por cerca de 1.600 quilômetros, o equivalente a dirigir de Brasília até Porto Alegre.

 

Saúde: pesquisas nutricionais sugerem que desenvolver dietas com base vegetal poderia reduzir o número de mortes do mundo em até 8 milhões, até 2050. Não é à toa, por exemplo, que grupos como a Associação Dietética Americana e Nutricionistas do Canadá, American Institute for Cancer Research, American Heart Association, Food and Drug Administration, Departamento de Agricultura dos Estados Unidos recomendam dietas sem carne. A alimentação vegetal pode evitar condições como doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, obesidade, diversos tipos de câncer e diabetes.

 

Condições sociais: para alimentar os animais de abate, 60% do milho e da cevada e 97% do farelo de soja do mundo se destina à ração. Portanto,        quantidade de grãos poderia fazer a diferença no combate à fome de mais um bilhão de pessoas nessa condição. Da mesma forma,        áreas destinadas        criação de animais poderiam ser convertidas em plantações para alimentação humana.

 

(Disponível em: segredosdomundo.r7.com – texto adaptado).

Texto

   

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas do texto.

  1. Aà – às – à
  2. Bà – as – a
  3. Ca – as – à
  4. Da – as – a
  5. Ea – às – a
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — a – as – à

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase: preenchendo as sequência correta

Gabarito: letra C. A sequência correta é a – as – à, pois a primeira lacuna exige apenas a preposição "a" (sem artigo, diante de verbo), a segunda exige o artigo "as" (sem preposição, pois o verbo é transitivo direto) e a terceira exige a fusão da preposição "a" com o artigo "a" (crase). A banca testa a distinção entre crase obrigatória, proibida e facultativa, e a pegadinha está em confundir a regência dos verbos.

O comando

A questão pede que você complete as lacunas do texto com a forma correta de "a" (com ou sem crase). Isso é uma questão de gramática aplicada ao texto: você precisa analisar cada lacuna no contexto, identificando se há a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a" (crase) ou se há apenas um dos dois.

O texto e a técnica

O texto fala sobre a campanha "Segunda Sem Carne". As lacunas estão em trechos específicos que exigem análise de regência verbal e nominal. A técnica central é:

  1. Identificar o termo que exige a preposição "a" (verbo, nome ou adjetivo que pede a preposição).

  2. Verificar se o termo seguinte é um substantivo feminino que admite artigo "a".

  3. Se houver preposição + artigo, há crase; se houver só preposição (diante de verbo, por exemplo), não há crase; se houver só artigo (sem preposição), não há crase.

Análise das lacunas

Primeira lacuna: No trecho "A fim de ganhar ainda mais relevância e destaque, a campanha constantemente busca o apoio de líderes internacionais, celebridades e empresas." — a lacuna está antes de "ganhar", que é um verbo. Crase é proibida antes de verbo, pois não há artigo feminino antes de verbo. Portanto, usa-se apenas a preposição "a": a ganhar.

Segunda lacuna: No trecho "...alunos da rede pública de ensino se alimentam de refeições livres de ingredientes com origem animal. Com a medida, cerca de 1 milhão de alunos são atingidos, o que garante uma economia de 436 toneladas de carne por ano." — a lacuna está antes de "refeições", que é um substantivo feminino plural. O verbo "alimentam" é transitivo direto (quem se alimenta, alimenta-se de algo), mas aqui a construção é "se alimentam de refeições", e a lacuna está antes de "refeições" sem preposição exigida pelo verbo. Na verdade, a lacuna está no trecho "se alimentam de refeições livres de ingredientes com origem animal" — mas a lacuna é antes de "refeições", e o verbo "alimentar-se" exige a preposição "de", não "a". Portanto, não há preposição "a" exigida, e o artigo "as" é usado sem crase: as refeições.

Terceira lacuna: No trecho "...quantidade de grãos poderia fazer a diferença no combate à fome de mais um bilhão de pessoas nessa condição." — a lacuna está antes de "fome", que é um substantivo feminino. O termo "combate" exige a preposição "a" (combate a algo). Como "fome" admite artigo "a", há a fusão: à fome.

Alternativas

  1. 1Ache o termo que pede 'a'
  2. 2Há substantivo feminino?
  3. 3Preposição + artigo = crase
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

A sequência à – às – à está errada na primeira e segunda lacunas. A primeira lacuna não tem crase (antes de verbo), e a segunda não tem crase (verbo transitivo direto, sem preposição "a").

Alternativa B — ❌ Incorreta

A sequência à – as – a está errada na primeira e terceira lacunas. A primeira não tem crase (antes de verbo), e a terceira tem crase (combate a + a fome).

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A sequência a – as – à está correta: primeira lacuna sem crase (antes de verbo), segunda sem crase (artigo sem preposição), terceira com crase (preposição + artigo).

Alternativa D — ❌ Incorreta

A sequência a – as – a está errada na terceira lacuna, que exige crase (combate a + a fome).

Alternativa E — ❌ Incorreta

A sequência a – às – a está errada na segunda e terceira lacunas. A segunda não tem crase (verbo transitivo direto), e a terceira tem crase.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre crase obrigatória (combate à fome), proibida (antes de verbo) e facultativa (que não é o caso aqui). A armadilha está em achar que "às" é sempre correto antes de plural feminino, sem verificar se há preposição exigida.

PEGA ESSA DICA!

Antes de marcar, identifique o verbo ou nome que rege a preposição "a". Se não houver preposição, não há crase, mesmo diante de palavra feminina.

Gabarito: letra C

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